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"O Filho do Chefe da Máfia Apontou Para Mim Entre Todas as Mulheres… E Disse: “Ela Estava Comigo Naquele Dia”" Capítulo 5 — Fique Na Minha Casa

正文开头

“Ele falou que você ia fazer tudo quando descobrisse que eu tinha sumido.”

A frase de Gabriel permaneceu no escritório mesmo depois que o menino começou a chorar.

Dante não fez outra pergunta.

Pegou o filho no colo.

“Acabou. Você não precisa falar mais nada.”

Gabriel enterrou o rosto em seu pescoço.

Bruno continuava diante do computador, pálido.

A fotografia de Ricardo Vasconcelos permanecia na tela.

Dante a fechou.

“Teresa.”

A governanta apareceu segundos depois.

“Leve Gabriel para o quarto de Isabela.”

Bruno ergueu os olhos.

Dante percebeu.

“O quê?”

“Nada.”

“Você já escondeu coisas demais de mim. Se pensou alguma coisa, fala.”

Bruno respirou fundo.

“Talvez seja exatamente onde ele se sinta mais seguro agora.”

Aquilo doeu mais do que Dante gostaria de admitir.

Durante oito meses, ele fizera tudo para proteger o filho.

Trocara funcionários.

Aumentara a segurança.

Instalara câmeras.

Cancelara viagens.

Dormira muitas noites no quarto ao lado.

Mesmo assim, naquela madrugada, Gabriel queria Isabela.

Dante acompanhou Teresa até o corredor.

Quando abriram a porta do quarto de hóspedes, Isabela acordou assustada.

“Gabriel?”

O menino estendeu os braços para ela.

Isabela nem perguntou.

Apenas abriu espaço na cama.

Gabriel se encolheu ao lado dela.

“Pesadelo?”

Ele assentiu.

“Quer me contar?”

“Não.”

“Então não conta.”

Dante ficou parado na porta.

Isabela puxou o cobertor sobre Gabriel.

“Quer que eu fique até você dormir?”

“Quero.”

“Então eu fico.”

Simples.

Sem interrogatório.

Sem perguntas.

Dante compreendeu o que Isabela tentara lhe dizer no carro.

Gabriel precisava de segurança antes de precisar de respostas.

Ele fechou a porta silenciosamente.

***

Às sete da manhã, Caio Mendes chegou à mansão.

Advogado de Dante havia nove anos, Caio era uma das poucas pessoas que podiam entrar no escritório sem passar por três perguntas antes.

Naquela manhã, porém, Bruno o revistou pessoalmente.

Caio percebeu.

“Isso é novo.”

“Tudo mudou ontem.”

Dante estava diante da janela.

Sobre a mesa havia cópias do registro do veículo, da autorização assinada por Ricardo e da fotografia feita por Isabela.

Caio leu tudo.

“Isso é suficiente para investigar.”

“Mas não para derrubá-lo.”

“Não.”

“Quero saber tudo.”

“Sobre Ricardo?”

“Empresas, contas, dívidas, propriedades, empréstimos. Tudo.”

Caio fechou a pasta.

“Se ele souber que estamos procurando…”

“Não vai saber.”

Bruno desviou o olhar.

Dante percebeu.

“Algum problema?”

“Se Ricardo realmente tem alguém dentro do grupo, qualquer consulta pode chegar até ele.”

Caio assentiu.

“Então faço fora da empresa.”

Dante olhou para Bruno.

“E você vai me dizer exatamente quem sabia da investigação oito meses atrás.”

Antes que Bruno respondesse, Isabela entrou.

Ela ainda usava as roupas da noite anterior.

“Preciso voltar para casa.”

“Não.”

Dante respondeu sem hesitar.

Isabela cruzou os braços.

“Bom dia para você também.”

“Seu apartamento foi invadido.”

“Eu sei. Eu estava lá.”

“Então sabe por que não vai voltar.”

“Preciso trabalhar.”

“Ligue para a floricultura.”

“E diga o quê? ‘Desculpa, não posso trabalhar porque estou hospedada na casa de um homem que trancou os portões e talvez tenha um traidor dentro da própria empresa’?”

正文1

Caio ergueu uma sobrancelha.

Bruno olhou para o chão.

Dante não achou graça.

“Você pode ficar aqui até ser seguro.”

“Quanto tempo?”

“Não sei.”

“Um dia? Uma semana? Um mês?”

“Até eu descobrir.”

Isabela balançou a cabeça.

“Não.”

Dante aproximou-se.

“Alguém entrou na sua casa.”

“Então descubra quem foi.”

“Enquanto eu descubro, você fica aqui.”

Ela o encarou.

“Isso foi um convite?”

“Não.”

“Então minha resposta também é não.”

Caio fechou discretamente a pasta.

Bruno fingiu estar ocupado com o celular.

Dante abaixou a voz.

“Isabela, não estou tentando controlar sua vida.”

“Você faz isso sem tentar?”

Antes que ele respondesse, Gabriel apareceu no corredor.

Estava de pijama, cabelo bagunçado, segurando o carrinho.

“Você vai embora?”

Isabela mudou imediatamente.

Abaixou-se.

“Preciso buscar algumas coisas.”

“Depois volta?”

Ela olhou para Dante.

A resposta deixou de ser simples.

“Gabriel…”

O menino segurou a mão dela.

“Fica.”

Dante não disse nada.

Isabela fechou os olhos por um instante.

“Só por alguns dias.”

Gabriel sorriu.

Dante venceu a discussão sem pronunciar uma palavra.

Isabela percebeu.

Apontou para ele.

“Não faça essa cara.”

“Que cara?”

“Essa cara de quem conseguiu o que queria.”

“Eu não fiz nada.”

“Exatamente.”

***

Naquela tarde, Teresa levou algumas roupas novas ao quarto de Isabela.

“Não precisava.”

“Ordens do senhor Dante.”

Isabela suspirou.

“Claro.”

Teresa sorriu.

“Ele não sabe comprar roupas para uma mulher. Pediu que uma funcionária resolvesse.”

“Isso torna tudo muito mais romântico.”

Teresa riu.

“Ele não estava tentando ser romântico.”

“Ótimo.”

“Mas Gabriel gosta de você.”

Isabela ficou séria.

“Isso me preocupa.”

“Por quê?”

“Porque ele está misturando o que aconteceu naquela estrada com segurança.”

Teresa sentou-se.

“Talvez porque você tenha sido segurança naquele dia.”

Isabela olhou para as próprias mãos.

“Eu só dei água para ele.”

“Você ficou.”

“Qualquer pessoa ficaria.”

Teresa balançou a cabeça.

“Dante disse a mesma coisa?”

Isabela sorriu de leve.

“Quase.”

“Então vocês dois precisam parar de achar que qualquer pessoa faria o que vocês fariam.”

Antes que Isabela respondesse, ouviram vozes no corredor.

Valentina Sampaio havia voltado.

“Eu só quero saber se Dante está bem.”

Teresa se levantou.

“Fique aqui.”

Mas Valentina já aparecera à porta.

Seus olhos foram diretamente para as roupas sobre a cama.

Depois para Isabela.

“Então é verdade.”

“O quê?”

“Você está hospedada aqui.”

“Temporariamente.”

Valentina soltou uma risada curta.

“Ontem você entregava flores. Hoje dorme na mansão.”

Isabela se levantou.

“Se tem alguma pergunta, faça para Dante.”

“Não preciso.”

Valentina olhou para o vestido simples que Teresa havia colocado sobre a cadeira.

“Conheço homens como ele.”

“Parabéns.”

“E conheço mulheres que descobrem muito rápido como usar uma criança para chegar até um homem.”

O rosto de Isabela endureceu.

“Cuidado.”

Valentina sorriu.

“Com o quê?”

“Você pode falar o que quiser sobre mim. Não use Gabriel.”

Dante surgiu atrás dela.

“Isabela tem razão.”

Valentina perdeu o sorriso.

“Dante.”

“Você veio fazer o quê?”

“Ver como vocês estavam.”

正文2

“Estamos bem.”

“Parece.”

Ele não respondeu à provocação.

“Bruno vai acompanhar você até a saída.”

Valentina ficou vermelha.

“Está me expulsando por causa dela?”

“Estou pedindo que saia porque meu filho está dentro desta casa e você acabou de usá-lo para insultar uma pessoa.”

Valentina olhou para Isabela.

Depois para Dante.

“Você vai se arrepender.”

“Talvez.”

Ela saiu.

Isabela esperou até os passos desaparecerem.

“Você não precisava fazer isso.”

“Precisava.”

“Ela gosta de você.”

“Isso é problema dela.”

“Você é sempre tão delicado?”

“Não.”

Isabela quase riu.

Dante percebeu.

Foi a primeira vez que viu o rosto dela relaxar desde a noite anterior.

Por alguns segundos, esqueceu relatórios, ameaças e Ricardo.

Então o celular tocou.

Caio.

O momento acabou.

Dante atendeu.

“Fala.”

“Encontrei uma coisa.”

“O quê?”

“Ricardo tem problemas financeiros.”

“Quanto?”

“Grandes.”

“Seja específico.”

“Há empresas ligadas a ele com dívidas escondidas. Empréstimos. Garantias cruzadas. E uma operação que parece ter sido montada para não aparecer nas contas consolidadas.”

Dante ficou imóvel.

“Valor?”

Caio disse.

Isabela não ouviu o número.

Mas viu a expressão de Dante.

“Tem mais”, continuou Caio. “Oito meses atrás, Ricardo tentou convencer dois acionistas a apoiar uma mudança na estrutura de controle do grupo.”

“Na época em que Gabriel desapareceu.”

“Na mesma semana.”

Dante olhou para Isabela.

As peças estavam se aproximando.

“Continue cavando.”

Desligou.

Isabela percebeu imediatamente.

“Ricardo precisava de dinheiro?”

“Talvez muito mais que dinheiro.”

“E Gabriel?”

Dante não respondeu.

Nesse momento, Bruno entrou.

Trazia outro documento.

“Encontramos quem tinha autorização para retirar aquela SUV.”

Dante pegou a folha.

“Ricardo?”

“Ele autorizou o uso.”

“Quem retirou?”

“Dois funcionários terceirizados.”

“Localize os dois.”

Bruno não se moveu.

Dante ergueu os olhos.

“O que foi?”

“Um morreu há seis meses.”

“E o outro?”

Bruno colocou uma fotografia sobre a mesa.

“Desapareceu.”

Isabela olhou.

Reconheceu imediatamente o rosto.

“É ele.”

Dante virou-se.

“Tem certeza?”

“Foi um dos homens que levou Gabriel.”

Bruno assentiu lentamente.

“O nome dele é Leandro Pires.”

Dante observou a fotografia.

Caio enviou outra mensagem.

Um novo arquivo.

Dante abriu.

Era uma lista de acessos administrativos do dia do desaparecimento.

Somente três executivos tinham autorização para movimentar veículos sem registro prévio.

Dante Montenegro.

Bruno Almeida.

E Ricardo Vasconcelos.

Dante fechou o arquivo.

“Agora temos três homens.”

Isabela franziu a testa.

“Três?”

Dante olhou primeiro para Bruno.

Depois para o próprio nome na tela.

“E alguém fez questão de montar tudo para que, se descobríssemos, qualquer um de nós pudesse parecer culpado.”

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