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"O Filho do Chefe da Máfia Apontou Para Mim Entre Todas as Mulheres… E Disse: “Ela Estava Comigo Naquele Dia”" Capítulo 3 — O Homem Que Mentiu Para Dante

正文开头

Dante mandou chamar seu assistente pessoal.

Henrique chegou ao escritório com um tablet nas mãos e encontrou uma atmosfera tão pesada que parou antes de atravessar a porta.

“Senhor Montenegro?”

“Quero a lista de autorizações de entrada desta noite.”

Henrique desbloqueou o aparelho.

“Convidados?”

“Todos.”

Isabela permanecia perto da janela.

Bruno estava sentado do outro lado da sala, vigiado.

Dante estendeu a mão.

Henrique entregou o tablet.

Havia nomes de fornecedores, funcionários temporários, floristas, motoristas, fotógrafos.

Dante pesquisou.

**Isabela Oliveira Martins.**

Autorização especial.

Entrada principal.

Sem revista adicional.

Dante ergueu os olhos.

“Quem autorizou?”

Henrique aproximou-se.

“Deixe-me verificar.”

Alguns segundos.

O rosto dele mudou.

“Senhor…”

“Fala.”

“Bruno Almeida.”

Isabela virou-se imediatamente.

Bruno permaneceu imóvel.

“Você sabia que eu viria”, disse ela.

Ele não negou.

Dante pousou o tablet.

“Por quê?”

“Eu precisava que Gabriel a visse.”

A resposta foi tão inesperada que Dante demorou um instante para reagir.

“O quê?”

“Eu não tinha certeza de que era ela.”

Isabela aproximou-se.

“Você me procurou?”

“Durante meses.”

“Como descobriu meu nome?”

“Câmeras de um posto.”

Dante bateu a mão sobre a mesa.

“Você tinha imagens?”

“Parciais.”

“E não me mostrou?”

“Não podia.”

“Pare de repetir isso.”

Bruno finalmente perdeu a calma.

“Porque seus canais estavam comprometidos!”

Silêncio.

Dante estreitou os olhos.

“Explique.”

“Naquela noite, alguém teve acesso à escala dos seguranças, às câmeras, aos veículos e ao horário em que Gabriel estaria no jardim da propriedade.”

Dante sentiu o peito apertar.

Aquilo não era improviso.

“Você está dizendo que alguém planejou tirar meu filho de lá.”

Bruno assentiu.

“Sim.”

Isabela levou a mão à boca.

Dante caminhou até a janela.

Lá fora, os jardins da mansão estavam iluminados.

Gabriel estava em algum lugar daquela casa.

Seguro.

Agora.

Mas oito meses antes alguém planejara levá-lo.

“Quem?”

Bruno permaneceu calado.

Dante virou-se.

“Quem?”

“Eu não tenho prova suficiente.”

“Quero o nome.”

“E se eu estiver errado?”

“Você já mentiu durante oito meses. Não venha me falar de prudência.”

Bruno abaixou a cabeça.

“Ricardo Vasconcelos.”

Dante não reagiu imediatamente.

Isabela não conhecia o nome.

Mas Henrique conhecia.

Seu rosto perdeu a cor.

Ricardo não era apenas um executivo.

Era sócio de Dante.

Amigo havia quinze anos.

Padrinho de Gabriel.

“Não.”

A palavra saiu baixa.

Bruno levantou os olhos.

“Eu queria estar errado.”

Dante caminhou até ele.

“Ricardo estava comigo quando Gabriel desapareceu.”

“Durante parte do tempo.”

“Ele ajudou nas buscas.”

“Eu sei.”

“Ele colocou vinte homens na estrada.”

“Eu sei.”

Dante agarrou a borda da mesa.

“Então me dê uma prova.”

“Não tenho uma que encerre o assunto.”

“Então você me fez ouvir o nome do meu melhor amigo baseado em quê?”

Bruno respirou fundo.

“Um veículo.”

Isabela imediatamente prestou atenção.

“A SUV?”

Bruno assentiu.

“O carro que você viu pertencia a uma empresa do grupo.”

Dante olhou para ele.

“Qual?”

“Montenegro Logística.”

“Isso não prova Ricardo.”

“Naquele fim de semana, seis veículos executivos foram deslocados para Cotia.”

正文1

“Por ordem de quem?”

Bruno hesitou.

“Da diretoria.”

“Qual diretor?”

“Ricardo.”

Dante ficou em silêncio.

Bruno continuou.

“Quando percebi que havia inconsistências, comecei a investigar sem registrar no sistema.”

“Por que escondido?”

“Porque cada vez que eu procurava alguma coisa, alguém sabia.”

“E você decidiu não me contar?”

“Eu tentei.”

Dante riu.

“Não tentou.”

“Tentei marcar uma reunião no escritório.”

“Você fala comigo todos os dias.”

“Não era você que eu temia.”

A frase pairou no ar.

Bruno apontou para o tablet.

“Agenda. Segurança. Motoristas. Telefonia. Ricardo tinha acesso a tudo.”

Isabela observava os dois.

“E eu?”

Bruno olhou para ela.

“Quando encontrei a gravação do posto, vi você com Gabriel.”

“Então por que não me procurou diretamente?”

“Porque duas semanas depois alguém também acessou aquela gravação.”

O sangue sumiu do rosto de Isabela.

“Ricardo?”

“Não sei.”

“Mas alguém sabia que eu existia.”

“Sim.”

Dante passou a mão pelo rosto.

Tudo começava a adquirir uma forma terrível.

“Então por que trazer Isabela para minha casa hoje?”

Bruno respirou lentamente.

“Porque eu precisava colocar vocês dois no mesmo lugar sem registrar uma reunião.”

“Isso não faz sentido.”

“Faz se a única pessoa capaz de confirmar quem ela era fosse Gabriel.”

Isabela franziu a testa.

Bruno explicou.

Ele conseguira descobrir o primeiro nome da mulher nas imagens, mas a câmera mostrava apenas parte de seu rosto.

Meses depois localizou uma floricultura nos Jardins onde ela trabalhava.

Quando soube que o estabelecimento forneceria arranjos para a recepção daquela noite, alterou discretamente a autorização.

“Eu queria que ela mesma viesse.”

Isabela ficou indignada.

“Você podia ter me colocado em perigo!”

“Eu sei.”

“Sabia que alguém estava procurando a testemunha e mesmo assim me trouxe?”

“Dentro desta casa há segurança.”

Dante deu um passo à frente.

“Segurança comandada por você, que mentiu para mim.”

Bruno aceitou o golpe sem responder.

A porta abriu.

Teresa apareceu.

“Desculpe interromper.”

Dante olhou para ela.

“Gabriel?”

“Está bem. Mas quer Isabela.”

A expressão de Dante mudou.

“Por quê?”

“Ele disse que precisa contar uma coisa.”

Isabela foi a primeira a sair.

Encontraram Gabriel no quarto.

O menino estava sentado na cama segurando um carrinho.

Isabela aproximou-se.

“O que foi?”

Gabriel olhou para Bruno, que havia parado no corredor.

Seu corpo encolheu.

Dante percebeu.

“Ele não entra”, disse.

Bruno ficou do lado de fora.

Gabriel então falou:

“O homem do carro estava bravo.”

Isabela sentou-se ao lado dele.

“Qual homem?”

“O que falou no telefone.”

Dante se ajoelhou.

“Você lembra dele?”

Gabriel assentiu.

“O que ele disse?”

O menino tentou pensar.

“Falou que eu tinha saído do lugar.”

Dante e Isabela trocaram um olhar.

“Mais alguma coisa?”

Gabriel ficou quieto.

Depois balançou a cabeça.

Dante não pressionou.

“Tudo bem.”

Gabriel voltou a brincar.

Quando saíram, Isabela tocou o braço de Dante.

“Não force.”

“Ele pode saber quem fez isso.”

“Ele tem quatro anos.”

“E quase foi levado.”

“Justamente.”

Dante encarou-a.

Por alguns segundos, nenhum dos dois falou.

Então o celular de Isabela vibrou.

Número desconhecido.

Uma mensagem.

Ela abriu.

Havia apenas uma fotografia.

A imagem mostrava Isabela entrando na mansão naquela mesma noite.

Fotografada de longe.

Por alguém do lado de fora.

Abaixo, uma frase:

**VOCÊ DEVIA TER FICADO LONGE DOS MONTENEGRO.**

Dante tomou o telefone.

Leu.

Seu rosto endureceu.

“Bruno!”

O segurança entrou.

Dante mostrou a tela.

“Rastreie.”

Bruno pegou o aparelho.

Isabela abraçou os próprios braços.

“Eles sabem que estou aqui.”

Dante olhou para as janelas.

Para as câmeras.

Para os homens no corredor.

Aquela mansão sempre fora seu território.

Pela primeira vez, pareceu pequena.

Então outra mensagem chegou.

Desta vez havia somente cinco palavras:

**A FOTO AINDA ESTÁ COM VOCÊ?**

Isabela deixou o telefone quase cair.

Dante percebeu.

“Que foto?”

Ela não respondeu.

“Isabela.”

Seus olhos estavam fixos na tela.

“Eu nunca contei isso para ninguém.”

“Contou o quê?”

Ela levantou o rosto.

“No dia em que encontrei Gabriel…”

Sua voz falhou.

“Eu tirei uma foto daquele carro.”

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