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"O Cachorro do Milionário Rasgou Meu Vestido de Noiva… Até Algo Cair da Costura Diante de Todos" Capítulo 3 — A Noiva Que Todos Queriam Condenar

正文开头

“Afasta esse cachorro de mim.”

Valentina recuou até tocar a parede.

Bruno não avançou.

Permanecia a alguns metros, com o corpo tenso e os olhos fixos nela.

“Bruno.”

Dante chamou.

O pastor-alemão olhou para ele, mas não saiu do lugar.

Valentina apontou para o animal.

“Está vendo isso?”

“Estou.”

“Então manda alguém tirá-lo daqui.”

Isabela aproximou-se devagar.

“Bruno.”

Dessa vez, o cachorro virou a cabeça.

Ela estendeu a mão.

“Vem.”

Ele caminhou até ela.

Valentina soltou o ar.

“Ótimo. Agora estão usando um cachorro para decidir quem é culpado.”

“Ninguém disse isso”, respondeu Isabela.

“Ele acabou de latir para mim.”

“E isso não é prova de nada.”

Valentina pareceu surpresa.

Até Dante olhou para Isabela.

“Você está defendendo ela?”

“Não.”

Isabela passou a mão pelo pescoço de Bruno.

“Estou defendendo a verdade.”

Camila cruzou os braços.

“Ela não teve a mesma consideração com você.”

“E eu não vou me transformar nela por causa disso.”

Valentina apertou os lábios.

Isabela continuou:

“Um cachorro latindo não prova que alguém costurou uma joia no meu vestido. Assim como encontrar uma joia no meu vestido não prova que fui eu quem colocou.”

Dante sustentou o olhar dela.

Algo nele pareceu relaxar.

Talvez porque, em meio ao caos, Isabela ainda fosse exatamente a mulher por quem ele havia se apaixonado.

Não uma Montenegro.

Não uma mulher impressionada com o sobrenome dele.

Isabela Oliveira Martins.

A contadora de Vila Mariana que, no primeiro dia em que entrou no escritório de Dante, corrigiu uma planilha dele sem saber que ele estava atrás dela.

Eles haviam discutido por quinze minutos.

Depois Dante descobrira que ela estava certa.

Meses mais tarde, ele a convidara para jantar.

Isabela recusara.

“Você é meu cliente.”

“E se eu deixar de ser?”

“Vai continuar sendo arrogante.”

Foi a primeira mulher em anos que fez Dante rir de si mesmo.

Mas o sobrenome Montenegro nunca facilitou a relação.

No primeiro almoço em família, Valentina perguntara onde os pais de Isabela passavam o verão.

Isabela respondeu:

“Em casa.”

Valentina achou que era uma piada.

Não era.

A mãe de Isabela, Márcia, era professora aposentada.

O pai, Paulo, tivera uma pequena papelaria perto da Rua Domingos de Morais durante quase vinte anos.

Isabela crescera aprendendo que uma conta de luz atrasada podia estragar o mês inteiro.

Quando começou a trabalhar para a Fundação Helena Montenegro, não ficou impressionada com mármore italiano ou carros importados.

Ficou impressionada com os números.

Principalmente quando eles não fechavam.

Agora, pela primeira vez, aquilo parecia conectado ao que estava acontecendo.

Dante fechou a porta novamente.

“Quero entender uma coisa.”

Isabela sabia o que ele perguntaria.

“Os problemas nas contas?”

“Sim.”

Ela olhou para Valentina.

“Não estou acusando ninguém.”

“Eu sei.”

“Encontrei inconsistências em contratos da fundação. Começaram pequenas. Depois apareceram outras.”

“Por que não me contou?”

“Porque eu queria ter certeza.”

“Você podia ter falado comigo.”

“E dizer o quê? Que talvez alguém da sua família estivesse desviando dinheiro sem saber se era fraude ou erro?”

正文1

Valentina interrompeu:

“Isso é absurdo.”

Isabela olhou para ela.

“Talvez.”

A resposta irritou Valentina ainda mais.

“Você passou meses entrando na nossa casa, nos nossos arquivos, nas nossas contas…”

“Porque fui contratada para isso.”

“E agora aparece com uma história conveniente justamente quando uma joia desaparecida é encontrada na sua roupa.”

Dante bateu a mão na mesa.

“Chega!”

O silêncio veio imediatamente.

Ele olhou para Valentina.

“Mais uma insinuação sem prova e você sai daqui.”

Ela respirou fundo.

“Tudo bem.”

Isabela, porém, tinha parado de ouvir.

Algo voltara à memória.

Na noite anterior, o vestido ficara pendurado em um quarto da casa de hóspedes da Mansão Montenegro.

Camila estava com ela.

Às 21h17, aproximadamente, recebeu uma ligação da florista.

Havia um problema com os arranjos da entrada.

Camila saiu.

Isabela ficou sozinha.

Pouco depois, foi tomar banho.

Quando voltou, nada parecia diferente.

Mas havia uma coisa.

“Camila.”

“Oi?”

“Quando você voltou ontem… a janela estava aberta?”

Camila franziu a testa.

“Não lembro.”

“Eu lembro.”

Isabela sentiu o coração acelerar.

“Estava aberta.”

Dante perguntou:

“E daí?”

“Eu tinha fechado porque estava ventando. Quando saí do banho, a cortina estava mexendo.”

“Você achou que tinha sido a Camila?”

“Sim.”

Camila balançou a cabeça.

“Eu não entrei no quarto quando voltei. Fui direto falar com você no corredor.”

Valentina riu.

“Então agora temos uma janela aberta.”

Isabela ignorou.

“Também tinha uma caixa de costura sobre a cômoda.”

Camila arregalou os olhos.

“Não.”

“O quê?”

“A caixa não estava na cômoda quando saí.”

Isabela ficou imóvel.

“Tem certeza?”

“Eu usei a caixa à tarde para prender uma fita. Depois coloquei dentro da gaveta.”

Dante se virou para o segurança.

“Tem câmera naquele corredor?”

“Dentro da casa de hóspedes, não.”

A esperança de Isabela desapareceu.

“Na entrada?”

“Só externa.”

Valentina pegou a bolsa novamente.

“Então não temos nada.”

Bruno aproximou-se da mesa.

Farejou o estojo.

Depois espirrou e recuou.

Isabela observou.

“Espera.”

Ela pegou o estojo.

Dante tentou impedir.

“Isa.”

“Só um segundo.”

Ela aproximou o objeto do rosto.

O veludo tinha um cheiro antigo, difícil de definir.

Madeira.

Poeira.

E outra coisa.

Um perfume floral intenso.

Doce.

Isabela conhecia aquele cheiro.

Levantou lentamente os olhos.

Valentina estava a poucos metros.

O mesmo perfume.

Camila percebeu.

“É o perfume dela.”

Valentina empalideceu.

“Metade de São Paulo usa perfume floral.”

“É o mesmo”, insistiu Camila.

“Isso é ridículo.”

Isabela fechou o estojo.

“Ela tem razão.”

Camila olhou para a amiga, indignada.

“O quê?”

“Perfume também não prova nada.”

“Isa!”

“Eu quero descobrir quem fez isso. Não escolher alguém para culpar.”

Nesse momento, bateram à porta.

Um homem apareceu.

Era Rafael Menezes, o fotógrafo contratado para registrar os preparativos e a cerimônia.

“Desculpem.”

Dante não estava com paciência.

“Agora não, Rafael.”

“Eu acho que agora, sim.”

Todos olharam para ele.

Rafael segurava uma câmera nas mãos.

“Ouvi vocês falando sobre ontem à noite.”

Dante franziu a testa.

“O que tem?”

“Eu estava na mansão.”

“Sabemos.”

“Fiz imagens da montagem, das flores e dos preparativos.”

Isabela deu um passo à frente.

“Você filmou a casa de hóspedes?”

“Não o quarto.”

A esperança quase desapareceu novamente.

Rafael ergueu a câmera.

“Mas filmei o corredor.”

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