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"O Cachorro do Milionário Rasgou Meu Vestido de Noiva… Até Algo Cair da Costura Diante de Todos" Capítulo 2 — O Segredo Costurado no Vestido

正文开头

“Eu nunca toquei nesse broche.”

A voz de Isabela saiu mais firme do que ela se sentia.

Dante permanecia diante dela com o estojo nas mãos.

“Eu sei.”

Valentina soltou uma respiração curta.

“Você não pode saber.”

Dante virou-se.

“Valentina.”

“Estou dizendo o que todo mundo aqui está pensando.”

“Então talvez seja melhor você parar.”

Ela não recuou.

“Uma joia desaparece da Mansão Montenegro e, duas semanas depois, aparece costurada no vestido da mulher que vai entrar oficialmente para a família.”

Camila avançou.

“Você está chamando minha amiga de ladra?”

“Eu não chamei ninguém de nada.”

“Não precisa. Está fazendo questão de insinuar.”

Isabela tocou o braço de Camila.

“Não.”

“Isa…”

“Não vou começar meu casamento com uma briga no meio do salão.”

Valentina ergueu as sobrancelhas.

“Seu casamento?”

O golpe foi preciso.

Isabela olhou para ela.

Valentina continuou:

“Talvez seja cedo para saber se ainda haverá casamento.”

Dante fechou o estojo com força.

“Chega.”

A palavra ecoou pelo espaço.

Até Valentina se calou.

Dante chamou o chefe da segurança e pediu que ninguém deixasse o local por enquanto.

Não era uma ordem agressiva.

Mas todos entenderam.

Alguma coisa grave havia acontecido.

Padre Augusto aproximou-se discretamente.

“Dante, talvez seja melhor interrompermos a cerimônia.”

Dante olhou para Isabela.

A decisão seria dela.

Isabela observou o altar decorado com flores brancas.

Horas de preparação.

Meses de expectativa.

Tudo tinha sido destruído em poucos minutos.

“Interrompa.”

O padre assentiu.

Dante levou Isabela até uma sala reservada ao lado do salão principal.

Camila entrou com eles.

Valentina apareceu logo depois.

“Ela não entra”, disse Camila.

Valentina riu sem humor.

“Sou administradora do patrimônio da família. Essa joia fazia parte dele.”

Dante abriu a porta.

“Então entra.”

Isabela não gostou, mas permaneceu calada.

Sobre uma mesa, Dante colocou o estojo.

“Minha mãe recebeu esse broche da minha avó.”

Isabela aproximou-se.

“Quanto vale?”

“Financeiramente?”

“Sim.”

“Não sei exatamente. Talvez cento e cinquenta mil reais. Talvez mais.”

Camila arregalou os olhos.

Valentina corrigiu:

“O valor segurado é maior.”

Isabela virou-se para ela.

“E sentimentalmente?”

Dante respondeu:

“Não tem preço.”

Aquilo era pior.

Roubar dinheiro era uma coisa.

Roubar uma lembrança da mãe morta de Dante seria interpretado como algo muito mais pessoal.

“Quando vocês perceberam que tinha desaparecido?”

“Duas semanas atrás”, explicou Dante. “Eu queria usar o broche hoje.”

Isabela o encarou.

“Hoje?”

“Era para ficar preso no interior do meu paletó.”

Ela não sabia disso.

Dante continuou:

“Quando fui buscá-lo, o estojo não estava no cofre.”

“Quem tinha acesso?”

O silêncio de Dante demorou um segundo a mais do que deveria.

Isabela percebeu.

“Eu tinha?”

Valentina respondeu antes dele.

“Você conhecia a senha.”

Camila olhou para Isabela.

“Por quê?”

“Porque eu já trabalhei com os documentos da fundação que ficavam no mesmo escritório.”

Valentina inclinou a cabeça.

“Exatamente.”

Isabela sentiu a raiva subir.

“Se eu tivesse roubado uma joia, por que costuraria dentro do vestido que usaria diante de quase cem pessoas?”

正文1

“Talvez não pretendesse que fosse encontrada.”

“Então por que levaria o broche para o casamento?”

Valentina ficou calada.

Isabela continuou:

“E por que eu mesma mandaria Dante abrir a costura na frente de todos?”

Dante olhou para a prima.

“É exatamente por isso que eu sei que ela não colocou aquilo ali.”

Valentina cruzou os braços.

“Ou ela sabia que seria mais convincente agir assim.”

Camila soltou uma risada incrédula.

“Você está ouvindo a si mesma?”

“Estou tentando proteger esta família.”

“De quê? Da mulher que encontrou milhões de erros nas contas que você administra?”

O silêncio mudou.

Isabela virou-se rapidamente.

“Camila.”

Mas já era tarde.

Valentina empalideceu.

Dante franziu a testa.

“Que erros?”

“Não é hora.”

“Isabela.”

“Eu ainda estava revisando.”

Valentina respondeu:

“São divergências contábeis normais.”

Isabela encarou-a.

“Eu não disse quais eram.”

Por um instante, ninguém falou.

Valentina percebeu o próprio erro.

Dante também.

“Que divergências?”, perguntou ele.

Isabela respirou fundo.

“Pagamentos duplicados. Fornecedores que aparecem com CNPJs diferentes e endereços iguais. Consultorias que receberam dinheiro sem apresentar relatórios.”

“Quanto?”

“Eu ainda não terminei.”

“Quanto, Isabela?”

“Eu não sei.”

Valentina abriu as mãos.

“Isso não tem nada a ver com o broche.”

“Talvez não tenha”, disse Isabela.

Ela realmente não sabia.

Não acusaria ninguém sem prova.

Dante voltou ao assunto.

“Quem sabia que o broche tinha desaparecido?”

Valentina respondeu:

“A família.”

“Não.”

Dante balançou a cabeça.

“Eu não contei para todo mundo.”

Ela ficou em silêncio.

Ele começou a enumerar.

“Eu. Você. Ricardo. Álvaro.”

Isabela esperou.

Dante olhou para ela.

“E você.”

O estômago dela afundou.

Cinco pessoas.

Ela lembrava agora.

Dante havia mencionado a joia uma noite, no escritório, enquanto procuravam documentos.

Ele não fizera uma acusação.

Apenas perguntara se Isabela a tinha visto.

Ela respondera que não.

Valentina se aproximou da mesa.

“Então temos cinco pessoas que sabiam.”

Camila protestou:

“Isso não prova nada.”

“Claro que não.”

Valentina olhou para Isabela.

“Mas uma dessas cinco pessoas estava usando o vestido onde o broche apareceu.”

Isabela sustentou o olhar.

“E pelo menos uma das outras quatro queria que ele fosse encontrado ali.”

A porta se abriu.

Um segurança entrou.

“Senhor Montenegro?”

Dante virou-se.

“O que foi?”

“Tem imprensa do lado de fora.”

“Como?”

“Alguém publicou uma foto do cachorro puxando o vestido. Já estão perguntando se a cerimônia foi cancelada.”

Dante fechou os olhos por um instante.

Isabela percebeu o tamanho da armadilha.

Se aquilo chegasse à imprensa junto com a história do broche, sua reputação seria destruída antes de qualquer investigação.

“Meu vestido ficou sozinho ontem à noite.”

Todos olharam para ela.

Camila franziu a testa.

“Quando?”

“Na casa de hóspedes.”

“Eu estava com você.”

“Quase o tempo todo.”

Camila pensou.

Então empalideceu.

“As flores.”

Isabela assentiu.

“Você saiu para resolver o problema das flores.”

“Uns vinte minutos.”

“E eu fui tomar banho.”

Dante se aproximou.

“A porta estava trancada?”

Isabela fechou os olhos, tentando lembrar.

“Não.”

“Alguém sabia onde estava o vestido?”

“Todo mundo que participou dos preparativos.”

Valentina pegou a bolsa.

“Isso está ficando ridículo.”

Ela caminhou em direção à porta.

Do lado de fora, ouviu-se um latido.

Valentina parou.

Outro latido.

Mais forte.

Dante abriu a porta.

Bruno estava no corredor com um dos seguranças.

Assim que viu Valentina, ficou rígido.

As orelhas se levantaram.

O focinho apontou diretamente para ela.

Valentina deu um passo para trás.

Bruno latiu novamente.

Não para Isabela.

Não para Dante.

Para Valentina.

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