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"O Milionário Humilhou a Empregada Diante de Todos… Até Ela Revelar o Segredo Costurado no Vestido de Sua Mãe" Capítulo 7 — A Casa em Santos

正文开头

O apartamento 304 ainda cheirava a madeira fechada.

Dante girou a chave.

A fechadura resistiu.

Depois cedeu.

Ele ficou parado na porta.

Isabela não entrou primeiro.

Aquilo pertencia a ele.

Não legalmente.

Em outro sentido.

Dante atravessou a sala.

Os móveis estavam cobertos por lençóis.

Havia uma estante vazia.

Uma pequena varanda dava para uma rua movimentada de Santos.

Nada parecia digno de uma mulher que um dia vivera numa mansão no Jardim Europa.

“Ela morou aqui?”

Isabela perguntou.

Dante passou a mão sobre uma mesa.

“Parece.”

Uma voz surgiu no corredor.

“Vocês são parentes da Beatriz?”

Uma senhora observava pela porta do apartamento vizinho.

Dante congelou.

“Conheceu ela?”

“Claro.”

A mulher sorriu.

“Dona Beatriz era muito educada.”

“Eu sou o filho.”

O sorriso desapareceu.

A senhora levou a mão ao peito.

“Dante?”

Ele assentiu.

Ela começou a chorar.

“Meu Deus.”

Dante não se mexeu.

“Ela falava de mim?”

“Todos os dias.”

Ele fechou os olhos.

A vizinha chamava-se Dona Lurdes.

Morara ali por mais de trinta anos.

Contou que Beatriz não usava o sobrenome Montenegro.

Dizia apenas Beatriz Vasconcelos.

Trabalhava com pequenos investimentos e ajudava algumas associações locais.

“Ela ficava na varanda quando chegava perto do aniversário do senhor.”

“Por quê?”

“Esperava.”

“Quem?”

Lurdes pareceu confusa.

“O senhor.”

Dante perdeu a voz.

Isabela segurou discretamente o braço dele.

“Ela dizia que o pai do menino prometera trazer ele.”

Dante olhou para a varanda.

“Ele nunca trouxe.”

“Não.”

“Quantas vezes ela esperou?”

A mulher pensou.

“Muitas.”

Dante afastou-se.

Isabela não o seguiu imediatamente.

Deixou que ele respirasse.

Lurdes continuou:

“Uma amiga vinha visitar.”

“Helena?”

“Sim.”

“Minha mãe”, Isabela disse.

Lurdes sorriu.

“Então você é a menina.”

Isabela sentiu o coração parar.

“Que menina?”

“Helena trazia fotos dos filhos.”

Isabela não sabia por que aquilo doeu.

Talvez porque significasse que Beatriz também soubera de sua existência.

Duas mulheres vivendo histórias paralelas.

Uma escondida.

Outra punida por ajudá-la.

Dante começou a abrir gavetas.

Quase todas vazias.

No quarto, encontraram um guarda-roupa.

Dentro havia apenas uma caixa grande.

Dante abriu.

Cartões de aniversário.

Dezenas.

Todos endereçados a ele.

Nove anos.

Dez.

Onze.

Doze.

Treze.

Isabela viu Dante parar no cartão de doze anos.

“Abre.”

Ele hesitou.

Depois abriu.

“Meu filho, disseram que você não quer me ver. Eu vou respeitar isso, mesmo que seja a coisa mais difícil que já fiz. Mas se um dia mudar de ideia, estarei aqui.”

Dante sentou na cama.

“Eu nunca disse isso.”

“Eu sei.”

“Eu tinha doze anos.”

A voz falhou.

“Eu achava que ela estava morta.”

Isabela sentou ao lado dele.

Não disse que sentia muito.

Parecia pequeno demais.

Dante segurou o cartão.

“Passei anos com raiva dela.”

“Você não sabia.”

“Meu pai sabia.”

Silêncio.

“E Teresa sabia que ela estava viva.”

“Mas talvez não soubesse das cartas.”

“Todo mundo sempre tem uma parte da desculpa.”

Isabela não respondeu.

Ele olhou para ela.

“Você ainda consegue defender sua mãe sem fingir que ela foi perfeita?”

正文1

“Consigo.”

“Como?”

“Porque amar alguém não significa transformar essa pessoa em santa.”

Dante absorveu.

“Minha mãe guardou segredos. Mentiu para mim sobre algumas coisas quando eu era criança. Provavelmente errou muito.”

Isabela olhou para a caixa.

“Mas ninguém tem o direito de inventar crimes para apagar o que ela fez de bom.”

Dante assentiu.

Continuaram procurando.

Atrás do guarda-roupa, Isabela percebeu uma rachadura reta demais.

Chamou Dante.

Ele retirou uma placa fina.

Dentro da parede havia outra caixa.

Cartas.

Fotografias.

Um gravador pequeno.

E um envelope marcado:

**Para Dante, quando ele souber.**

Dante abriu.

A carta fora escrita poucos meses antes da morte de Beatriz.

Ela explicava que parara de tentar contato porque todas as correspondências voltavam.

Acreditara que o filho não queria vê-la.

Mas havia uma frase diferente no final:

“Se um dia descobrir a verdade, procure Helena. Ela sabe quem realmente destruiu nossa família.”

Isabela sentiu frio.

“Minha mãe morreu sem me contar nada.”

Dante olhou para ela.

“Talvez estivesse tentando proteger você.”

“De quem?”

Antes que ele respondesse, o celular tocou.

Valentina.

Dante recusou.

Ela ligou novamente.

Depois uma terceira vez.

Isabela olhou para ele.

“Talvez seja importante.”

Dante atendeu.

“Fala.”

Valentina estava chorando.

“Marcelo sabe que vocês estão em Santos.”

Dante levantou.

“Como?”

“Ele mandou seguir seu carro.”

“Por quê?”

“Porque ele está procurando a mesma coisa que vocês.”

“Que coisa?”

“Os documentos de Beatriz.”

“Por que você está me contando isso?”

Silêncio.

“Porque eu fiz coisas que não deveria.”

“Que coisas?”

“Eu mandei informações para ele.”

“Isso eu já sei.”

“Você não sabe por quê.”

Dante esperou.

Valentina respirou.

“Marcelo tem documentos sobre meu pai. Fraude fiscal, caixa dois, empresas falsas. Disse que destruiria a empresa da minha família se eu não ajudasse.”

Dante fechou os olhos.

“Por que não me contou?”

“Porque eu sabia que você nunca mais confiaria em mim.”

“E agora?”

“Agora ele não quer mais informação.”

“Quer o quê?”

“A pasta azul.”

Dante olhou para Isabela.

“Ele não vai conseguir.”

Valentina começou a falar rápido.

“Dante, escuta. Eu ouvi Marcelo discutindo com alguém. Ele falou que vocês entenderam tudo errado.”

“Errado como?”

“Disse que M.F. não é Marcelo Ferraz.”

“Eu sei. É Maurício.”

“Não.”

Dante ficou em silêncio.

“Valentina…”

“Ele disse exatamente isso: ‘Eles ainda acham que M.F. era meu pai.’”

Isabela se aproximou.

“Então quem é?”

Valentina respondeu:

“Eu não sei.”

A ligação caiu.

Dante olhou para Isabela.

Ela já estava abrindo os cadernos de Helena fotografados por Lucas.

M.F.

As iniciais apareciam repetidas vezes.

Mas nunca acompanhadas do nome Maurício.

“Talvez a gente tenha presumido.”

Dante concordou.

Isabela virou mais uma página.

Encontrou uma anotação que nunca havia percebido:

**“M.F. esteve com Bia hoje. Ela finalmente decidiu contar a Dante quem ele é.”**

Isabela releu.

“Quem ele é?”

Dante pegou o caderno.

A frase seguinte estava borrada.

Só três palavras permaneciam legíveis:

**“Augusto não pode…”**

Dante ficou pálido.

Pela primeira vez, a investigação já não parecia tratar apenas de dinheiro.

Talvez houvesse alguma coisa sobre ele.

Sobre seu nascimento.

Sobre quem ele realmente era.

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