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"O Milionário Humilhou a Empregada Diante de Todos… Até Ela Revelar o Segredo Costurado no Vestido de Sua Mãe" Capítulo 6 — A Mulher Que Sabia Demais

正文开头

Dante não conseguiu chegar a Santos naquela manhã.

Às seis e quinze, o celular começou a tocar.

Às seis e vinte, havia jornalistas na frente da mansão.

Às seis e quarenta, o nome de Isabela estava em páginas de fofoca.

**EMPREGADA TERIA CHANTAGEADO HERDEIRO DOS MONTENEGRO COM SEGREDO DE FAMÍLIA.**

Isabela leu a manchete duas vezes.

Depois uma terceira.

O texto dizia que ela teria encontrado “documentos particulares” e exigido dinheiro para não divulgá-los.

Não havia fonte identificada.

Havia uma fotografia dela saindo do banco com Dante.

“Eu não pedi um centavo.”

Dante estava ao telefone com a assessoria.

“Eu sei.”

“Então quem contou isso?”

“Vou descobrir.”

Isabela jogou o celular sobre a mesa.

“Engraçado.”

“O quê?”

“Ontem só meia dúzia de pessoas sabia que eu estava naquele banco.”

Dante entendeu.

“Você acha que fui eu?”

“Não sei mais o que pensar.”

“Eu não faria isso.”

“Na primeira noite em que me viu, você me humilhou diante de cinquenta pessoas.”

Dante ficou calado.

“Então me desculpe se ainda não aprendi a confiar no seu caráter em quatro dias.”

A frase atingiu.

Ele desligou o telefone.

“Você tem razão em não confiar.”

Isabela não esperava aquela resposta.

“Mas eu não vazei isso.”

“Então prove.”

Dante assentiu.

“Vou provar.”

O celular de Isabela começou a tocar.

Era Lucas.

Ela atendeu.

“Isa, tem dois repórteres na porta da oficina.”

Seu sangue gelou.

“Não fala com ninguém.”

“Um deles perguntou se a mãe era ladra.”

Isabela fechou os olhos.

Aquela palavra outra vez.

Ladra.

“Lucas, entra e tranca a porta.”

Dante ouviu.

Ligou imediatamente para Bruno.

“Quero dois homens na oficina do irmão dela.”

Isabela levantou.

“Não preciso dos seus seguranças.”

“Seu irmão está sendo cercado por jornalistas por causa da minha família.”

“Da nossa investigação.”

“Que começou dentro da minha casa.”

Ela queria discutir.

Mas Lucas estava sozinho.

“Dois. Só dois.”

Dante assentiu.

Às nove, a situação piorou.

Um programa de televisão mostrou a fotografia de Helena retirada de um arquivo antigo e mencionou a denúncia do broche desaparecido.

Isabela ficou olhando a tela.

A mãe sorria na foto.

Embaixo, uma faixa:

**MÃE DE EMPREGADA FOI SUSPEITA DE FURTO NA CASA DOS MONTENEGRO.**

“Desliga.”

Dante pegou o controle.

Isabela tirou da mão dele.

“Não.”

“Você não precisa assistir.”

“Preciso.”

“Por quê?”

“Porque minha mãe passou vinte anos sem conseguir se defender. Agora eu vou ver exatamente o que estão fazendo com o nome dela.”

Dante não disse nada.

A assessora de imprensa entrou.

“Precisamos divulgar uma nota.”

“Divulgue.”

“Negando a chantagem?”

“E o roubo.”

Ela hesitou.

“Dante, juridicamente ainda não concluímos…”

“Temos uma carta de Beatriz dizendo que entregou o broche a Helena.”

“Mas…”

“Então escreva.”

A assessora olhou para Isabela.

“E sobre a relação entre vocês?”

Isabela franziu a testa.

“Que relação?”

A mulher ficou desconfortável.

Dante pegou o celular.

Havia outra matéria.

**HERDEIRO DOS MONTENEGRO TERIA CASO COM EMPREGADA ENVOLVIDA EM ESCÂNDALO.**

正文1

Isabela soltou uma gargalhada incrédula.

“Claro.”

Dante parecia prestes a quebrar alguma coisa.

“Vou processar.”

“Isso não apaga a manchete.”

“Eu sei.”

“Nem faz minha mãe deixar de ser chamada de ladra.”

“Eu sei.”

“Pare de dizer que sabe.”

Ele olhou para ela.

“Então me diga o que fazer.”

Isabela ficou surpresa.

Dante Montenegro perguntando.

Não ordenando.

“Fale a verdade.”

“Qual parte?”

“Todas as partes que você já pode provar.”

Dante assentiu.

Uma hora depois, saiu pela entrada principal.

Os jornalistas avançaram.

Isabela assistiu pela televisão.

“Sr. Montenegro, a empregada exigiu dinheiro?”

“Não.”

“Existe relacionamento entre vocês?”

“Isso não tem qualquer relação com a investigação.”

“Helena Oliveira roubou uma joia de sua família?”

Dante parou.

Olhou diretamente para as câmeras.

“Não.”

Isabela prendeu a respiração.

“Temos documentos escritos por minha mãe confirmando que o broche foi entregue voluntariamente a Helena Oliveira Martins. Qualquer informação dizendo o contrário está errada.”

Os repórteres começaram a gritar.

“Então por que houve denúncia?”

“É justamente isso que estamos investigando.”

Outro jornalista perguntou:

“Isabela está manipulando o senhor?”

Dante endureceu.

“Ela não precisa de mim para ter um nome.”

O barulho diminuiu.

“E esse nome foi tratado de forma injusta pela minha família por muitos anos. Enquanto eu tiver provas disso, não vou permitir que a injustiça continue.”

Isabela desligou a televisão.

Não porque estivesse irritada.

Porque os olhos começaram a arder.

Naquela tarde, Bruno descobriu de onde partira o vazamento.

Um assessor contratado por Marcelo enviara documentos antigos a uma jornalista.

Dante afastou Marcelo do acesso aos arquivos do grupo.

Marcelo reagiu imediatamente.

“Você não pode me suspender com base em suposição.”

“Posso suspender seu acesso enquanto há investigação interna.”

“Você está destruindo uma relação de trinta anos por causa de uma empregada.”

Dante ficou de pé.

“Você continua cometendo o mesmo erro.”

“Qual?”

“Achar que o cargo dela muda o valor da prova.”

Marcelo riu.

“Você está apaixonado?”

Dante não respondeu.

Isabela, que ouvira da porta, virou-se antes que alguém a visse.

Não queria saber a resposta.

Ainda não.

À noite, Lucas chegou à mansão com uma caixa.

“Encontrei mais fotos.”

Ele espalhou sobre a mesa.

Beatriz.

Helena.

Ateliês.

Eventos.

Então Isabela viu uma imagem diferente.

As duas mulheres estavam diante de um prédio antigo.

No verso:

**Santos — três anos depois.**

Dante ficou imóvel.

“Três anos depois de ela ir embora.”

Beatriz estava viva.

No Brasil.

Perto o suficiente para chegar a São Paulo em pouco mais de uma hora.

Dante pegou outra foto.

A mãe parecia olhar para fora do enquadramento.

Como se esperasse alguém.

Lucas entregou um envelope.

“Isso estava atrás.”

Dentro havia uma folha escrita por Helena:

“Bia ainda espera que Augusto cumpra o acordo. Ele prometeu permitir que Dante viesse quando completasse doze anos.”

Dante tinha doze naquela época.

Nunca fora a Santos.

Nunca soubera de acordo algum.

“Meu pai prometeu me levar até ela.”

Isabela percebeu que a raiva dele era pior quando vinha baixa.

“E não levou.”

Henrique entrou.

“Encontrei o registro do apartamento 304.”

Dante virou.

“Quem era o proprietário?”

“Uma empresa.”

“M.F. Participações?”

“Não.”

Henrique colocou o documento sobre a mesa.

“Beatriz Vasconcelos.”

Dante sentou.

“Então ela morava lá.”

“Por pelo menos nove anos.”

“Quero ir amanhã.”

Henrique hesitou.

“Há outra coisa.”

“Fala.”

“Encontrei correspondências enviadas daquele endereço.”

“Para quem?”

Henrique colocou uma cópia diante dele.

O destinatário era:

**Dante Montenegro.**

Endereço: mansão Montenegro, Jardim Europa.

Havia dezenas.

Cartões.

Cartas.

Pacotes.

Todos enviados pela mãe.

Dante olhou para Henrique.

“Eu nunca recebi nenhum.”

“Eu sei.”

No rodapé do registro, todas as correspondências tinham a mesma observação.

**Devolvido ao remetente por solicitação do destinatário.**

Dante ficou branco.

“Eu era criança.”

Isabela entendeu.

“Você nunca pediu para devolver nada.”

Dante balançou a cabeça.

Alguém fizera isso em nome dele.

Durante anos.

E Beatriz provavelmente morrera acreditando que o próprio filho rejeitava cada carta que ela mandava.

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