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"O Milionário Humilhou a Empregada Diante de Todos… Até Ela Revelar o Segredo Costurado no Vestido de Sua Mãe" Capítulo 5 — O Que Beatriz Escondeu

正文开头

Marcelo Ferraz entrou na sala de arquivos do banco sorrindo.

O sorriso desapareceu quando viu a fita cassete sobre a mesa.

“Interrompi alguma coisa?”

Dante não respondeu.

Isabela observou Marcelo fechar a porta atrás de si.

Na gravação, a voz de Maurício Ferraz ainda parecia ecoar pela sala.

“Seu marido confiou em mim para resolver isso.”

O pai de Marcelo.

O homem que administrara as finanças de Augusto Montenegro durante quase trinta anos.

Marcelo olhou para Henrique.

“Você disse que viria apenas consultar documentos antigos.”

“E foi exatamente o que fizemos”, respondeu o advogado.

“Então por que Isabela está aqui?”

Ela se levantou.

“Porque o cofre também estava no nome da minha mãe.”

Marcelo perdeu o sorriso por meio segundo.

Foi suficiente.

Dante percebeu.

“Você sabia?”

“Sabia o quê?”

“Que Helena Oliveira Martins tinha acesso a esse cofre.”

“Claro que não.”

Dante colocou a fita diante dele.

“E sabia que seu pai aparecia numa gravação de Beatriz?”

Marcelo não tocou nela.

“Meu pai trabalhou para sua família durante décadas. Seria estranho se não aparecesse em algum documento.”

“Ele disse que Augusto confiou nele para resolver uma situação com minha mãe.”

“E?”

“Beatriz acusou os dois de roubar o patrimônio dela.”

Marcelo respirou fundo.

“Dante, você está emocionalmente abalado.”

Isabela soltou uma risada curta.

Marcelo virou-se.

“Algum problema?”

“Só achei interessante.”

“O quê?”

“Quando homem rico descobre que a própria família mentiu durante vinte anos, vocês chamam de ‘emocionalmente abalado’. Quando uma empregada fica com raiva, chamam de interesseira.”

Dante olhou para ela.

Marcelo não respondeu.

Henrique abriu a pasta azul.

“Não precisamos discutir interpretação. Temos documentos.”

Ele espalhou os papéis.

Beatriz recebera uma herança considerável da família Vasconcelos antes de se casar.

Parte daquele dinheiro fora usada na aquisição do primeiro hotel que, anos depois, daria origem ao Grupo Montenegro.

O problema começava depois.

Participações registradas em nome de Beatriz tinham sido transferidas para empresas controladas por Augusto.

Algumas assinaturas pareciam legítimas.

Outras precisariam de perícia.

“Quanto isso representa hoje?”, Dante perguntou.

Henrique tirou os óculos.

“Não posso responder sem reconstruir quase trinta anos de operações.”

“Uma estimativa.”

“Centenas de milhões.”

Isabela ficou imóvel.

Marcelo imediatamente reagiu.

“Isso é absurdo.”

Henrique olhou para ele.

“Eu disse que preciso calcular.”

“Beatriz era esposa de Augusto. Patrimônio de casal não funciona dessa maneira.”

“Você é advogado agora?”

Marcelo apertou a mandíbula.

Dante pegou um dos documentos.

“Quero uma auditoria independente.”

“Dante…”

“Fora do Grupo Montenegro.”

Marcelo se aproximou.

“Você vai entregar três décadas de documentos internos para estranhos por causa de uma fita?”

“Por causa da minha mãe.”

“Que está morta.”

O silêncio veio como um golpe.

Dante levantou devagar.

“Repete.”

Marcelo percebeu o erro.

“Não foi isso que eu quis dizer.”

“Então escolhe melhor as palavras.”

Marcelo recuou.

Isabela viu medo outra vez.

Não culpa.

Medo.

E aquilo era diferente.

Henrique continuou examinando a pasta.

No fundo encontrou uma fotografia de um documento bancário.

正文1

“Dante.”

Ele apontou.

Havia pagamentos periódicos feitos por uma empresa chamada M.F. Participações.

O dinheiro saía de uma conta ligada ao grupo e terminava em outra empresa registrada em Santos.

“Quem é M.F.?”, Isabela perguntou.

Marcelo respondeu rápido demais.

“Pode ser qualquer coisa.”

Ela olhou para ele.

“Ou Maurício Ferraz.”

“Meu pai não usaria as próprias iniciais numa fraude.”

“Talvez porque não achasse que alguém fosse descobrir.”

Marcelo pegou o paletó.

“Não vou ficar aqui ouvindo uma empregada acusar meu pai.”

Dante bloqueou a passagem.

“Ela não está acusando ninguém.”

Marcelo olhou para ele.

“Desde quando você virou defensor dela?”

“Desde que comecei a perceber quantas pessoas nesta família falavam sobre Helena sem nunca deixá-la falar.”

Isabela não esperava aquilo.

Marcelo também não.

Dante abriu espaço.

“Pode ir.”

Marcelo saiu.

Henrique esperou alguns segundos.

“Ele veio rápido demais.”

“Também pensei nisso”, disse Isabela.

Dante pegou o celular.

“Só quatro pessoas sabiam que estávamos aqui.”

“Cinco”, Henrique corrigiu. “O gerente do banco.”

Dante ligou para Bruno Almeida, chefe de segurança da família.

“Quero saber quem informou Marcelo sobre este endereço.”

Quando desligou, Isabela estava examinando outro envelope.

Dentro havia uma chave pequena.

Nenhuma identificação.

Apenas uma etiqueta:

**Santos — 304.**

“Mais um cofre?”

Henrique negou.

“Parece chave comum.”

Dante pegou.

“Minha mãe morou em Santos?”

“Não oficialmente”, Henrique respondeu.

Isabela lembrou da carta.

Beatriz desaparecera da vida pública.

Mas não necessariamente do Brasil.

Naquela noite, voltaram à mansão.

Dona Célia esperava Isabela na cozinha.

“Posso falar com você?”

Isabela percebeu o nervosismo.

“Pode.”

Célia fechou a porta.

“Eu ouvi Valentina ligando para Marcelo.”

“Quando?”

“Dois dias atrás.”

“O que ela disse?”

“Que Dante estava mudando. E ele mandou que ela descobrisse o que Henrique tinha encontrado.”

Isabela sentiu o estômago apertar.

“Você contou ao Dante?”

“Não.”

“Por quê?”

“Porque nesta casa quem fala demais sempre paga primeiro.”

Isabela pensou na mãe.

“Foi assim com Helena?”

Célia empalideceu.

“Você conheceu minha mãe.”

A governanta sentou.

“Pouco.”

“Todo mundo conheceu minha mãe e ninguém nunca contou nada.”

“Helena vinha aqui quase todos os dias durante um período.”

“Como costureira?”

“Como amiga de Beatriz.”

Célia hesitou.

“Na noite em que Beatriz foi embora, eu vi sua mãe carregando uma mala.”

Isabela prendeu a respiração.

“Para onde?”

“Não sei.”

“Célia.”

“Eu realmente não sei.”

A governanta segurou as mãos.

“Mas lembro de uma coisa. Beatriz entregou uma chave para Helena.”

Isabela tirou do bolso a chave encontrada no cofre.

“Era essa?”

Célia ficou branca.

“Era.”

Na mesma hora, Bruno entrou na cozinha procurando Dante.

“Encontramos quem avisou Marcelo.”

Dante apareceu atrás dele.

“Quem?”

Bruno mostrou o registro interno.

A mensagem saíra do celular de Valentina.

Dante ficou parado.

Isabela observou seu rosto endurecer.

“Ela está onde?”

“No andar de cima.”

Dante subiu.

Valentina estava no quarto de hóspedes.

“Você contou ao Marcelo onde eu estava?”

Ela congelou.

“Do que está falando?”

“Não mente.”

“Ele me perguntou.”

“Como sabia que havia algo para perguntar?”

Valentina começou a chorar.

“Você está diferente desde que essa mulher apareceu.”

“Isso não responde.”

“Marcelo disse que você estava prestes a destruir o grupo por causa de documentos antigos.”

“E você decidiu espioná-los?”

“Eu estava tentando proteger você!”

Dante riu sem humor.

“De quem?”

Valentina olhou para Isabela, que permanecia perto da porta.

“Dela.”

Isabela não reagiu.

Dante abriu a porta.

“Vai embora.”

“Dante.”

“Agora.”

Valentina pegou a bolsa.

Antes de sair, aproximou-se dele.

“Você acha que Marcelo é o problema?”

Dante franziu a testa.

Valentina enxugou as lágrimas.

“Pergunte por que Beatriz continuou recebendo dinheiro do Grupo Montenegro durante treze anos depois de ‘desaparecer’.”

Ela saiu.

Dante olhou para Henrique.

“Do que ela está falando?”

O advogado abriu novamente os registros.

Encontrou os pagamentos para a empresa de Santos.

Datas.

Valores.

Treze anos.

Até sete anos antes.

Exatamente o ano em que Beatriz realmente morrera.

Isabela sentiu um arrepio.

Henrique apontou para o último endereço cadastrado.

**Rua da Constituição, Santos.**

Apartamento 304.

Dante abriu a mão.

A chave estava ali.

A chave que Beatriz entregara a Helena vinte e oito anos antes.

E que Helena escondera até morrer.

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