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"O Filho do Chefe da Máfia Rejeitou Três Herdeiras… E Chamou a Empregada de Mãe" Capítulo 5 — A Chave 317

正文开头

Elisa permaneceu três horas numa sala da Polícia Civil sem ser formalmente presa.

O delegado colocou diante dela extratos bancários, uma assinatura digital e fotografias de Lucas entrando em veículos da Ferraz Segurança.

“A conta está no seu CPF”, disse.

“Foi aberta sem meu conhecimento.”

“E recebeu exatamente o valor roubado por seu irmão.”

“Transferido pela empresa que o acusou.”

O advogado de Dante empurrou uma cópia do registro para o delegado.

“A assinatura digital foi criada às seis e dez desta manhã a partir de um endereço ligado à Ferraz Segurança. Minha cliente estava dentro da mansão Montenegro, diante de câmeras, nesse horário.”

O delegado não gostou de ser contrariado, mas os fatos impediam a condução de continuar. Elisa saiu pela garagem, longe dos repórteres.

Dante esperava no carro.

“Caio?”, perguntou ela antes de entrar.

“Com Bruno. Pediu para falar com você seis vezes.”

“Por que não voltou para ele?”

“Porque eu disse que saberia onde você estava.”

Elisa ocupou o banco ao lado.

“E sabe?”

“Agora sei.”

Ele lhe entregou o telefone. Caio apareceu numa chamada de vídeo, abraçado ao Coelho.

“Eles colocaram você numa cela?”

“Não.”

“O papai mandou soltar?”

“As provas mostraram que eu não fiz aquilo.”

“Então prova manda mais que o papai?”

Elisa olhou para Dante.

“Deveria.”

Caio pareceu satisfeito.

“Volta antes de eu dormir.”

“Vou tentar.”

Antes de desligar, o menino aproximou o Coelho da câmera.

“Ele ficou sem a chave.”

“Foi por uma boa razão.”

“Você também vai ficar sem mim?”

Elisa sentiu o peito apertar.

“Não por causa do que aconteceu hoje.”

Não era uma promessa eterna. Era uma verdade que ela podia cumprir.

Depois da chamada, Dante permaneceu olhando a tela apagada.

“Eu costumava achar que dar tudo a Caio significava garantir uma casa, escola e segurança.”

“Isso é importante.”

“Mas ele perguntou se ficaria sem você. Nunca pergunta se ficará sem mim porque já aprendeu a esperar que eu saia.”

“Então mude o que ele espera.”

O telefone de Dante tocou. Valentina ligava.

Ele atendeu no viva-voz.

“Soube que sua empregada foi liberada”, disse ela. “A polícia cometeu um erro.”

“Você parece decepcionada.”

“Estou tentando evitar que destrua sua família por uma mulher que escondeu ser irmã de um criminoso.”

Elisa fez menção de responder, mas Dante ergueu a mão, pedindo apenas um segundo.

“Como sabia que Lucas era irmão dela antes de a imprensa publicar?”

Houve uma pausa.

“Minha equipe investiga quem entra na sua casa.”

“Sua equipe também abriu uma conta no nome dela?”

“Cuidado com acusações.”

“Cuidado com meu filho.”

A voz de Valentina perdeu suavidade.

“Caio teria uma vida estável se você não confundisse culpa com amor.”

“A estabilidade que oferece depende de uma criança calada e de uma mulher comprada.”

“Você vai se arrepender de me humilhar.”

“Não. Estou me arrependendo de ter permitido sua entrada.”

Dante encerrou a chamada.

Elisa o observou.

“Ela não negou a conta.”

正文1

“Nem perguntou de qual conta eu falava.”

O primeiro erro público de Valentina acabara de ser registrado.

Dante desligou e mostrou a chave 317.

“Primeiro vamos descobrir o que Luana escondeu.”

O guarda-volumes funcionava numa ala restaurada da Estação Júlio Prestes. Bruno confirmara que o armário continuava alugado por meio de pagamentos automáticos feitos por uma fundação encerrada após a morte de Luana.

Dante e Elisa entraram acompanhados do advogado e de uma perita independente. O armário 317 ficava no fim do corredor.

A chave girou.

Dentro havia uma bolsa de couro, uma caixa metálica e um envelope com o nome de Dante.

Ele abriu primeiro a carta.

“Se você encontrou isto, Caio se lembrou da chave. Acredite nele. Eu não tive tempo de contar tudo.”

Dante precisou parar.

Elisa não tocou em seu braço. Esperou que ele escolhesse continuar.

“Lucas Barreto me entregou registros de pagamentos falsos. Álvaro Ferraz usa nomes de funcionários, inclusive mortos, para retirar dinheiro dos fundos de segurança e financiar operações fora dos livros. Valentina sabe. Cecília conhece uma parte, mas acredita que o silêncio evita uma guerra.”

Dante fechou os olhos.

A carta terminava com uma frase curta:

“Se eu sofrer um acidente, não trate como acidente.”

Na caixa metálica havia um livro-caixa, cópias de contratos e um pen drive. A perita fotografou tudo antes que Dante tocasse.

O arquivo principal do pen drive era um vídeo.

Luana apareceu sentada no próprio carro, usando o broche de camélia.

“Dante, eu devia ter contado antes. Valentina descobriu que Lucas falou comigo. O pai dela exigiu os documentos. Eu recusei.”

Um ruído interrompeu a gravação. Luana olhou para fora do veículo.

“Eles estão me seguindo. Se algo acontecer, proteja Caio de qualquer pessoa que queira usar nosso filho para manter uma aliança.”

O vídeo terminou.

Elisa sentiu Dante se afastar emocionalmente, como se a culpa tivesse erguido uma parede.

“Ela tentou me ligar naquela noite”, disse ele. “Eu estava numa reunião com Álvaro.”

“Você não sabia.”

“Eu escolhi não atender porque ele disse que o acordo não podia esperar.”

“A responsabilidade é de quem a perseguiu.”

Dante olhou para a imagem congelada da esposa.

“E a minha é decidir o que faço agora.”

Ele pediu ao advogado que entregasse cópias à promotoria e solicitasse revisão imediata da condenação de Lucas. A perita confirmou que o livro-caixa continha a mesma sequência numérica dos extratos usados contra Elisa.

“Isto prova que criaram a conta dela a partir do esquema antigo”, afirmou.

“Também prova que Lucas tentou denunciar”, disse Dante.

O telefone de Elisa tocou.

Era o presídio.

Uma assistente social informou que Lucas seria transferido naquela tarde para prestar depoimento. O pedido partira de uma delegacia de Santos.

Dante tomou o aparelho.

“Quem autorizou?”

“O documento está assinado pelo juiz plantonista.”

O advogado verificou o sistema.

“Não existe ordem judicial registrada.”

Bruno ligou para a escolta penitenciária. Nenhuma equipe oficial fora enviada.

Lucas já havia saído havia vinte minutos numa van branca.

Elisa agarrou o encosto de uma cadeira.

“Eles o levaram.”

Dante chamou a segurança. Câmeras da Marginal Pinheiros localizaram a van seguindo para a Rodovia dos Imigrantes.

“Santos”, disse Bruno pelo telefone. “Estão levando Lucas para a área dos armazéns Ferraz.”

Elisa pegou a bolsa com os documentos.

“Vou com vocês.”

“Não”, respondeu Dante.

“É meu irmão.”

“E é exatamente por isso que querem você na estrada.”

“Não use proteção para me excluir da decisão.”

A frase de Luana ainda parecia ocupar o corredor: não deixe o amor retirar escolhas.

Dante respirou fundo.

“Você vai no carro blindado. Não sai sem minha autorização se houver confronto.”

“Eu decido se saio.”

“Então decida continuar viva.”

Antes que partissem, o tablet da perita emitiu um alerta. Alguém tentava apagar remotamente os arquivos do pen drive.

Ela desconectou o aparelho, mas a tela já perdera metade das pastas.

O vídeo de Luana permaneceu.

O livro-caixa também.

Então surgiu um novo arquivo que não estava ali antes.

Era uma transmissão ao vivo.

Lucas aparecia amarrado a uma cadeira dentro de um galpão. Havia sangue em sua camisa, mas ele estava consciente.

Valentina entrou no enquadramento usando o mesmo vestido branco da cerimônia.

“Traga o livro-caixa ao Armazém 12”, disse. “Dante vem sozinho.”

Ela segurou o rosto de Lucas diante da câmera.

“Se Elisa aparecer, o irmão dela não sai daqui.”

A transmissão terminou.

Dante fechou a caixa metálica.

“Ela quer o livro e quer me separar de Elisa.”

Bruno abriu a porta do corredor.

“Qual é a ordem?”

Dante olhou para Elisa.

Desta vez não decidiu por ela.

“Qual é o plano?”

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