localização atual: Novela Mágica O Filho do Chefe da Máfia Rejeitou Três Herdeiras… E Chamou a Empregada de Mãe Capítulo 3 — A Empregada Diante das Câmeras
标题上

"O Filho do Chefe da Máfia Rejeitou Três Herdeiras… E Chamou a Empregada de Mãe" Capítulo 3 — A Empregada Diante das Câmeras

正文开头

Às sete da manhã, havia doze repórteres diante dos portões da mansão.

Elisa viu as transmissões pelo celular. Seu nome, seu rosto e a fotografia do cheque apareciam ao lado de palavras como oportunista, amante e golpista.

O vídeo em que Caio a chamava de mãe já ultrapassara dois milhões de visualizações.

“Você não vai sair pela entrada de serviço”, disse Dante.

Ele estava no corredor, pronto para uma reunião, mas sem a gravata. Caio segurava sua mão de um lado e o Coelho do outro.

“É por onde entro e saio todos os dias.”

“Hoje querem fotografá-la escondida, como se estivesse fugindo.”

“E o que pretende fazer?”

“Sair pela porta da frente com você.”

Elisa recusou.

“Isso alimentará exatamente a história que inventaram.”

“Esconder você também.”

Caio puxou a manga dela.

“Tenho escola.”

Dante olhou o relógio.

“Você ficará em casa.”

“Não.”

Pai e filho responderam ao mesmo tempo. Caio pareceu surpreso ao encontrar Elisa do seu lado.

“Se ele faltar depois do escândalo, entenderá que fez algo errado”, explicou ela. “Caio não provocou isso.”

Dante soltou a mão do filho.

“Então iremos juntos.”

No portão, os flashes começaram antes de o carro parar. Bruno abriu espaço. Dante saiu primeiro, depois Caio. Elisa permaneceu no banco por um segundo.

Uma repórter gritou:

“Elisa, quanto recebeu para manipular o menino?”

Outra perguntou se ela dormia com Dante.

Caio ouviu.

Seu rosto mudou.

Elisa saiu e colocou as mãos sobre as orelhas dele. Dante tirou o próprio corpo da rota das câmeras, protegendo os dois.

“Façam perguntas sobre mim”, disse. “Não usem meu filho para humilhar uma mulher.”

“O cheque é verdadeiro?”, insistiu alguém.

“O cheque foi colocado entre os pertences de Elisa sem consentimento. Ela não recebeu um centavo.”

“Por que uma empregada estava tão próxima do herdeiro?”

Dante olhou diretamente para as câmeras.

“Porque ela estava presente quando eu não estava.”

O silêncio durou pouco, mas Elisa o sentiu.

Uma repórter baixou o microfone. Outra desviou a câmera para Cecília, que observava de uma janela do segundo andar. A narrativa preparada durante a madrugada começava a falhar: o chefe da máfia não acusava a empregada, não escondia o filho e não fingia que o vínculo entre eles era vergonha.

“O senhor está dizendo que confia nela?”, perguntou um jornalista.

“Estou dizendo que ela cuidou do meu filho quando todos nós estávamos ocupados decidindo o que seria adequado para ele.”

“Mesmo sendo irmã de Lucas Barreto?” gritou uma voz ao fundo.

Elisa gelou.

Dante ainda não conhecia aquele nome, mas percebeu sua reação. Bruno identificou o homem que fizera a pergunta; ele não usava credencial de imprensa e recuou assim que os seguranças se aproximaram.

“Quem é Lucas Barreto?”, perguntou Dante em voz baixa.

“Não aqui.”

Ele não insistiu diante das câmeras. Apenas abriu a porta do carro para Caio e respondeu ao grupo:

“Qualquer acusação será tratada com prova, não com gritos.”

正文1

Era uma confissão pública que custava mais a Dante do que qualquer ameaça.

“Caio confia nela”, continuou. “A partir de hoje, Elisa não trabalha como empregada doméstica. Ela participará dos cuidados dele por decisão minha e poderá encerrar o contrato quando quiser.”

“Ela será sua nova esposa?”

“Minha vida pessoal não será decidida numa calçada.”

Dante conduziu Caio ao carro. Antes de entrar, Elisa percebeu Valentina observando do interior de um veículo branco do outro lado da rua.

Seus olhares se encontraram.

O carro partiu.

Na escola, a diretora pediu que Dante usasse uma entrada lateral. Ele recusou. Caminhou com o filho e Elisa pelo portão principal.

Algumas mães cochicharam. Uma delas puxou a própria criança quando Caio passou.

“Ela disse que eu escolhi errado”, contou ele.

Elisa se ajoelhou.

“Você não escolheu um casamento. Escolheu a pessoa que queria perto quando ficou com medo.”

“Mas eu chamei você de mãe.”

“Eu sei.”

“Você ficou brava?”

“Não. Só quero que essa palavra nunca seja usada para obrigar você a aceitar alguém.”

Caio abraçou seu pescoço.

Dante observou sem interromper.

Depois que o menino entrou, ele e Elisa ficaram junto ao carro.

“Obrigado por não prometer algo que ainda não pode cumprir”, disse.

“Ele precisa da verdade.”

“Eu também.”

“Então comece me dizendo por que sua mãe teme tanto o fim do acordo com os Ferraz.”

Dante demorou a responder.

“A Montenegro Logística controla parte do porto de Santos. Os Ferraz controlam empresas de segurança e sindicatos usados para manter uma trégua entre grupos rivais.”

“Uma trégua criminosa.”

“Sim.”

“E Valentina seria o contrato com vestido branco.”

“Era o plano de nossas famílias.”

“Seu filho quase foi obrigado a abençoar isso.”

Dante passou a mão pelo cabelo.

“Eu permiti que minha mãe chamasse a cerimônia de escolha porque acreditava que dar voz a Caio tornaria tudo menos cruel.”

“Uma criança não ganha liberdade quando precisa escolher entre três decisões adultas.”

“Agora eu sei.”

O telefone de Elisa tocou.

Era uma chamada do Centro de Detenção Provisória de Pinheiros.

Ela se afastou antes de atender.

“Elisa?”, disse uma voz masculina. “É o Lucas.”

Seu irmão não ligava havia seis meses.

“O que aconteceu?”

“Vi seu rosto na televisão. Você precisa sair daquela casa.”

“Por quê?”

“Porque os Ferraz sabem quem você é.”

Elisa sentiu Dante aproximar-se.

“Lucas, eu trabalhei lá oito meses. Se soubessem, já teriam feito alguma coisa.”

“Você não entende. Eu não fui preso por roubar a Montenegro.”

“Havia dinheiro no seu carro.”

“Colocaram.”

“Você confessou.”

“Porque ameaçaram você e nossa mãe.”

Elisa encostou-se ao veículo.

“Quem ameaçou?”

Uma gravação automática informou que restava um minuto.

“Eu dirigia para a Ferraz Segurança”, disse Lucas. “Encontrei pagamentos em nomes de funcionários mortos. Levei cópias para alguém da Montenegro. No dia seguinte, fui preso.”

“Para quem entregou?”

“Não sei o nome. Era uma mulher.”

“Lucas…”

“Ela usava um broche de camélia e disse que protegeria as provas.”

A ligação caiu.

Dante permanecia perto o bastante para ter ouvido parte.

“Seu irmão é Lucas Cardoso?”, perguntou.

Elisa guardou o telefone.

“Você sabia?”

“Ele foi condenado por desviar R$ 1,8 milhão de uma empresa ligada ao meu grupo.”

“E agora diz que foi incriminado pelos Ferraz.”

O rosto de Dante se fechou.

“Por que nunca contou que era irmã dele?”

“Porque ninguém contrata a irmã de um homem preso por roubar a família.”

“Entrou na minha casa usando outro sobrenome?”

“Cardoso é meu sobrenome. Lucas usava o do nosso pai, Barreto.”

Dante pegou o celular e ligou para Bruno.

“Quero o processo completo de Lucas Barreto, os registros da Ferraz Segurança e a lista de mulheres da Montenegro que usavam broche de camélia há dois anos.”

Elisa cruzou os braços.

“Ainda acredita em mim?”

“Acredito que esconder essa ligação foi um erro.”

“Não foi o que perguntei.”

Dante encontrou seus olhos.

“Acredito que, se tivesse entrado para me investigar, não teria preparado uma carta para desaparecer sem pedir dinheiro.”

O telefone dele vibrou.

Bruno enviara uma fotografia antiga de uma festa da fundação Montenegro.

Luana, a falecida esposa de Dante, aparecia sorrindo diante das câmeras.

Preso ao vestido dela havia um broche branco em forma de camélia.

Dante ampliou a imagem.

“Foi para minha esposa que Lucas entregou as provas.”

Elisa olhou para a data.

A fotografia fora feita cinco dias antes de Luana morrer num acidente de carro.

下一张上
下一章下

você pode gostar

Compartilhar Link

Copie o link abaixo para compartilhar com seus amigos:

页面底部