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"A Empregada Salvou o Filho do Chefe da Máfia" Capítulo 5 — O Anel Trocado

正文开头

A chave ficou sobre a mesa durante quase um minuto.

Ninguém tocou nela.

Gabriel estava ao lado de Isabela, ainda de pijama, olhando para o pai como se não entendesse por que um pedaço tão pequeno de metal havia deixado três adultos em silêncio.

Dante foi o primeiro a falar.

“Gabriel.”

“Hum?”

“Quando sua mãe mostrou essa caixa pra você?”

O menino pensou.

“Antes de ir pro hospital.”

Dante parou.

Isabela percebeu.

“Hospital?”

Dante não tirou os olhos do filho.

“Helena ficou internada algumas semanas antes de morrer.”

Gabriel continuou:

“Ela falou que a caixinha guardava coisas importantes.”

“E falou da chave?”

“Não.”

“Falou pra você abrir?”

Gabriel balançou a cabeça.

“Ela só disse que um dia eu ia entender.”

Dante fechou os olhos por um instante.

Três anos.

Durante três anos aquela chave esteve a poucos metros dele.

Bruno entrou no escritório.

“Tenho notícia do anel.”

Dante imediatamente voltou a ser o homem frio que comandava o Grupo Montenegro.

“Fala.”

Bruno colocou um tablet sobre a mesa.

“O anel que Ricardo usou ontem à noite aparece claramente nas imagens oficiais da festa.”

Abriu uma fotografia.

Ricardo estava ao fundo, segurando uma taça.

Isabela aproximou-se.

“Esse.”

Bruno ampliou.

A pequena linha atravessava o brasão.

O mesmo risco da fotografia de Gabriel.

Dante não piscou.

“E o anel que ele mostrou hoje?”

“Outro.”

“Tem certeza?”

“Tenho.”

Bruno passou para a fotografia feita discretamente naquela manhã.

A peça era praticamente idêntica.

Mas nova.

Sem o risco.

Sem desgaste.

Isabela cruzou os braços.

“Então ele trocou.”

Dante continuou olhando para as imagens.

Bruno falou:

“Ou perdeu.”

“E por que não contou?”

“Boa pergunta.”

Dante pegou o telefone.

Isabela segurou seu braço.

Foi instintivo.

Bruno olhou para a mão dela.

Dante também.

Isabela soltou imediatamente.

“Não liga.”

“Por quê?”

“Porque se ele trocou o anel depois da festa, ele já sabe que você pode desconfiar.”

“E?”

“Se você perguntar agora, vai avisar exatamente o que descobriu.”

Dante ficou calado.

“Deixa ele achar que você não viu.”

“Você está me dizendo como investigar minha própria família?”

“Estou.”

“Corajosa.”

“Prática.”

Bruno escondeu um sorriso.

Dante olhou novamente para a fotografia.

“Quero saber onde Ricardo esteve depois que saiu daqui.”

“Já estou verificando.”

“E Marcelo?”

“Na sede do grupo desde cedo.”

“Quero os registros de acesso.”

Bruno assentiu.

Dante pegou a chave.

“E quero saber o que isso abre.”

A resposta veio menos de uma hora depois.

Banco Paulista Privado.

Avenida Brigadeiro Faria Lima.

Cofre 317.

Registrado exclusivamente em nome de Helena Montenegro.

Dante ficou olhando para a tela.

“Ela nunca falou desse banco.”

Bruno respondeu:

“Talvez esse fosse o objetivo.”

Isabela estava perto da janela.

“Esconder de quem?”

Dante olhou para ela.

Era a pergunta que nenhum deles queria responder.

***

Duas horas depois, Isabela finalmente conseguiu ficar sozinha.

Ou quase.

Ela saiu do quarto e encontrou Gabriel sentado no corredor.

“Você está me seguindo?”

“Não.”

正文1

“Tem certeza?”

“Tenho.”

“Então por que está sentado na porta do meu quarto?”

Gabriel pensou.

“Coincidência.”

Isabela riu.

Foi a primeira vez que Dante ouviu aquele som.

Ele vinha pelo corredor e parou alguns metros atrás.

Gabriel levantou.

“Você vai embora?”

Isabela perdeu o sorriso.

“Não agora.”

“Depois?”

“Gabriel…”

“Todo mundo vai embora.”

Ela se abaixou.

A frase era grande demais para uma criança de cinco anos.

“Sua mãe não foi embora porque quis.”

“Eu sei.”

“E eu estou aqui.”

“Hoje.”

Isabela não soube responder.

Gabriel olhou para o curativo em sua mão.

“Você se machucou por mim.”

“Eu faria de novo.”

Dante sentiu alguma coisa apertar dentro do peito.

Gabriel abraçou Isabela.

Ela o abraçou de volta.

Dante deveria ter ido embora.

Não foi.

Ficou observando.

Até Isabela levantar os olhos e perceber que ele estava ali.

Os dois se encararam.

Dante desviou primeiro.

“Bruno achou o banco.”

Isabela soltou Gabriel.

“E?”

“Vamos amanhã.”

“Vamos?”

“Você vem.”

“Por quê?”

“Porque foi você quem encontrou metade das coisas que estamos procurando.”

“Eu encontrei uma abotoadura no chão.”

“E percebeu o que significava.”

“Também percebi que seu primo trocou de anel.”

“Exatamente.”

Isabela cruzou os braços.

“Então agora eu faço parte da investigação?”

Dante respondeu:

“Agora você faz parte do problema.”

Ela estreitou os olhos.

“Que romântico.”

Dante quase sorriu.

Quase.

***

No fim da tarde, Ricardo apareceu novamente.

Desta vez, encontrou Dante sozinho no terraço.

“Você está me evitando?”

“Estou trabalhando.”

“Bruno pediu meu itinerário.”

“Procedimento.”

Ricardo aproximou-se.

“Somos família.”

“Por isso mesmo.”

Ricardo soltou o ar.

“Você acha que fui eu.”

Dante olhou para o jardim.

“Eu acho que alguém dentro da minha casa tentou usar Gabriel para chegar até mim.”

“E acha que esse alguém sou eu?”

“Eu não disse isso.”

“Mas está olhando pra mim diferente.”

Dante finalmente se virou.

“Seu anel.”

Ricardo ficou imóvel.

“O que tem?”

“Bonito.”

Silêncio.

“Meu pai escolheu o desenho.”

Ricardo baixou os olhos para a própria mão.

“Eu sei.”

Dante não perguntou sobre o risco.

Não perguntou sobre a troca.

Apenas observou.

Ricardo percebeu que havia algo errado.

Mas não sabia quanto Dante sabia.

Era exatamente o que Isabela queria.

Quando Ricardo foi embora, Dante entrou no escritório.

Isabela estava esperando.

“E?”

“Ele ficou nervoso.”

“Quando?”

“Quando falei do anel.”

“Então sabe.”

“Talvez.”

Isabela olhou para a chave.

“E amanhã?”

“Amanhã descobrimos o que Helena queria esconder.”

Dante pegou a chave.

Foi então que Bruno entrou rapidamente.

“Temos um problema.”

Dante se virou.

“Qual?”

“O anel do seu pai.”

“O que tem?”

Bruno colocou uma pequena caixa de veludo sobre a mesa.

Aberta.

Vazia.

Dante olhou para ele.

“Onde estava?”

“No cofre da mansão.”

“Quem abriu?”

“Ninguém deveria conseguir.”

“Bruno.”

“Dante…”

“Quem?”

Bruno respirou fundo.

“O último registro de acesso ao cofre foi feito três dias antes da festa.”

Dante sentiu o corpo endurecer.

“Com qual senha?”

Bruno olhou para Isabela.

Depois para Dante.

“A de Ricardo.”

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