标题上

"A Empregada Viu o Pé do Chefe da Máfia Paralisado Se Mover… E Ele Mandou Trancar a Porta" Capítulo 3 — A Empregada Que Sabia Demais

正文开头

Durante duas semanas, Isabela viveu duas vidas dentro da Mansão Montenegro.

Depois das sete, era empregada.

Arrumava quartos.

Organizava roupas.

Servia café.

Baixava os olhos quando empresários chegavam.

Às cinco e meia da manhã, porém, ela entrava no terceiro andar e se transformava na única pessoa diante de quem Dante aceitava parecer fraco.

Naquela manhã, ele tentava levantar o joelho.

Falhou.

“De novo”, disse Isabela.

Dante fechou os olhos.

Nada.

“De novo.”

“Meu corpo não é uma máquina.”

“Ótimo. Porque máquina não reclama.”

Ele lançou um olhar mortal.

“Você fala assim com todos?”

“Só com mafiosos mimados.”

Dante soltou o ar pelo nariz.

Tentou outra vez.

O joelho subiu.

Pouco.

Mas subiu.

Isabela sorriu.

Dante viu.

“O quê?”

“Você conseguiu.”

“Dois centímetros.”

“Ontem foi um.”

Ele olhou para a própria perna.

A satisfação durou pouco.

“Não significa que vou andar.”

“Também não significa que não vai.”

Dante ficou calado.

Era nesses momentos que Isabela enxergava o homem atrás do sobrenome.

Ele não tinha medo da dor.

Tinha medo da esperança.

Porque acreditar que poderia voltar a andar significava admitir que alguém talvez tivesse roubado meses de sua recuperação.

Depois do exercício, Isabela voltou ao andar de serviço.

Teresa a esperava na lavanderia.

“Você está passando muito tempo lá em cima.”

Isabela continuou dobrando um lençol.

“O senhor Montenegro é exigente.”

“Ele sempre foi.”

Teresa fechou a porta.

O clique da fechadura fez Isabela erguer os olhos.

“Posso perguntar uma coisa?”

“Já perguntou.”

“Por que você aceitou este emprego?”

“Porque precisava trabalhar.”

“Com sua experiência?”

Isabela parou.

“Não sei do que está falando.”

Teresa aproximou-se.

“Clínica Santa Cecília.”

O coração de Isabela acelerou.

“Quem contou?”

“São Paulo é uma cidade grande até alguém querer descobrir seu passado.”

“Dante também sabe.”

A expressão de Teresa mudou quase imperceptivelmente.

Aquilo interessou a Isabela.

“Ele investigou você?”

“Parece que sim.”

Teresa passou a mão sobre uma pilha de toalhas.

“Então escute um conselho.”

“Estou ouvindo.”

“Não tente se tornar indispensável para Dante Montenegro.”

“Por quê?”

“Porque a última pessoa que conseguiu isso desapareceu.”

Isabela sustentou o olhar dela.

“Isso é uma ameaça?”

“É o segundo aviso que você recebe nesta casa.”

Teresa saiu.

Isabela esperou alguns segundos antes de respirar normalmente.

Naquela tarde, Dante estava no escritório quando Bruno Almeida entrou.

Alto, negro, terno escuro, expressão que raramente entregava qualquer emoção.

Colocou um envelope sobre a mesa.

“Encontrei alguma coisa sobre Isabela.”

Dante abriu.

Havia registros da Clínica Santa Cecília.

“Na noite do incidente, o acesso dela foi usado às 21h17.”

“Eu sei.”

“Isabela estava em outro andar às 21h17.”

Dante levantou os olhos.

“Tem certeza?”

“Uma câmera antiga mostra ela entrando no quarto 304 às 21h14 e saindo às 21h22.”

“Por que isso não apareceu na investigação?”

“O arquivo sumiu do relatório.”

Dante ficou imóvel.

“Quem assinou a auditoria?”

Bruno colocou outro papel diante dele.

Dante leu o nome.

Seu rosto endureceu.

“Henrique Valença.”

正文1

Bruno assentiu.

Naquela noite, Dante chamou Isabela.

Ela chegou irritada.

“Se for exercício, não. Você precisa descansar.”

Dante empurrou o documento.

“Leia.”

Isabela leu uma vez.

Depois outra.

As mãos começaram a tremer.

“Não.”

“Bruno encontrou o vídeo.”

“Isso prova que eu não estava lá.”

“Prova.”

Ela levou a mão à boca.

Durante nove meses, Isabela tinha repetido a mesma frase.

Eu não fiz isso.

Ninguém acreditara.

Agora duas páginas sobre uma mesa diziam que talvez ela estivesse certa.

“Henrique participou da auditoria”, Dante disse.

Isabela ergueu os olhos.

“Seu médico?”

“Meu médico.”

“Por que ele estava investigando a Santa Cecília?”

“Essa é a pergunta.”

Isabela começou a andar pela sala.

“Talvez não tenha relação.”

“Talvez.”

“Não faça isso.”

“Isso o quê?”

“Transformar tudo numa conspiração porque precisa de uma resposta.”

Dante ficou em silêncio.

Isabela sabia que estava falando tanto para ele quanto para si mesma.

Ela não queria que os dois casos estivessem ligados.

Porque, se estivessem, Henrique já tinha destruído a vida dela antes mesmo de ela entrar naquela casa.

Dante estendeu a mão.

“Isabela.”

Ela olhou.

“Não vou deixar isso acontecer de novo.”

A frase atingiu um lugar que ela tentava manter fechado.

Por um instante, nenhum dos dois desviou os olhos.

Então ouviram um barulho.

Algo caiu no corredor.

Dante imediatamente voltou à cadeira.

Isabela abriu a porta.

Não havia ninguém.

Apenas uma bandeja de prata caída no chão.

E um pequeno copo de porcelana.

Isabela reconheceu.

Era o recipiente em que Teresa levava os medicamentos noturnos de Dante.

Ela se abaixou.

Uma cápsula havia rolado para perto da parede.

Isabela pegou.

“Não tome isso hoje.”

Dante olhou para ela.

“Você acabou de dizer que não retiraria medicamento.”

“Eu disse que não faria isso sem motivo.”

“E agora?”

Isabela ergueu a cápsula.

“Agora eu quero descobrir como você acorda sem ela.”

No fim do corredor, uma porta se fechou devagar.

下一张上
下一章下

você pode gostar

Compartilhar Link

Copie o link abaixo para compartilhar com seus amigos:

页面底部