"Pedi Para Um Estranho Fingir Que Me Amava… Sem Saber Que Ele Era o Chefe da Máfia" Capítulo 2 — Uma Dívida Que Nunca Foi Minha
“Isso é impossível.”
Isabela estava de pé diante da mesa de Dante.
Não conseguia sentar.
Se sentasse, talvez não conseguisse levantar novamente.
“Meu CPF pode ter sido roubado. Meus documentos podem ter sido copiados. Mas isso…”
Ela apontou para a imagem impressa.
“Essa mulher não sou eu.”
Dante permaneceu sentado.
“Tem certeza?”
Isabela lançou um olhar furioso.
“Eu sei como é meu próprio rosto.”
“Não estou questionando você.”
“Parece.”
“Estou tentando entender até onde eles foram.”
Augusto deslizou um tablet pela mesa.
“Houve validação por vídeo.”
Isabela olhou.
Uma mulher aparecia diante de uma câmera.
Cabelo castanho.
Formato do rosto semelhante.
Maquiagem discreta.
Ela segurava um documento diante da lente.
A qualidade era ruim.
Mas, para um sistema automatizado, poderia passar por Isabela.
“Meu Deus.”
“Reconhece essa mulher?”, Dante perguntou.
“Não.”
“Alguma amiga de Marcelo?”
“Eu nunca vi.”
Isabela passou as mãos pelo rosto.
“Por que alguém faria isso por quatrocentos e vinte mil?”
Dante olhou para Augusto.
O gerente respondeu:
“Talvez o valor seja maior.”
Ela ficou imóvel.
“Maior?”
“Esse é apenas o contrato que encontramos até agora.”
Isabela sentiu uma náusea subir.
Dante fechou o tablet.
“Chega por hoje.”
Ela o encarou.
“Chega?”
“Você está em choque.”
“Minha vida pode estar destruída e você acha que eu preciso dormir?”
“Acho que precisa conseguir pensar.”
“Eu consigo pensar.”
“Então sente.”
Isabela não se mexeu.
Dante esperou.
Ela finalmente puxou a cadeira e sentou.
“Você investigou minha vida inteira em duas horas?”
“Não.”
“Parece que sim.”
“Procurei transações relacionadas ao nome de Marcelo.”
“Sem minha autorização.”
“Sim.”
A resposta direta a desarmou por um instante.
“Isso deveria me deixar tranquila?”
“Não.”
“Então por que fez?”
“Porque vi a maneira como ele olhou para você.”
Isabela ficou calada.
Dante continuou:
“Homens como Marcelo contam com duas coisas. Medo e isolamento.”
“E homens como você contam com o quê?”
“Informação.”
Ela olhou para a pasta.
“E o que você quer em troca?”
“Nada.”
Isabela riu.
“Homens ricos não fazem nada de graça.”
“Você tem uma opinião muito ruim sobre homens ricos.”
“Tenho experiência.”
“Com um.”
“Foi suficiente.”
Dante recostou-se.
“Bruno Azevedo comanda minha segurança. Posso colocá-lo para investigar isso.”
“Não.”
“Isabela.”
“Não.”
Ela se levantou.
“Não vou trocar um homem controlando minha vida por outro.”
O olhar de Dante endureceu por um segundo.
Mas ele não a impediu.
Pegou um cartão e colocou sobre a mesa.
Não tinha logotipo.
Apenas um número.
“Meu telefone.”
“Não quero.”
“Não precisa querer.”
“Você sempre é assim?”
“Assim como?”
“Insuportável.”
“Frequentemente.”
Isabela quase sorriu.
Quase.
Dante empurrou o cartão na direção dela.
“Leve.”
“Para quê?”
“Quando perceber que isso não é só uma dívida, me liga.”
Ela pegou o cartão apenas para encerrar a discussão.
“Boa noite, senhor Montenegro.”
“Dante.”
“Não.”
Ele ergueu uma sobrancelha.
“Boa noite, senhor Montenegro.”
Ela saiu.
***
Às sete e dez da manhã, o telefone tocou.
Isabela estava dormindo.
Atendeu sem olhar.
“Alô?”
“Senhora Isabela Oliveira Martins?”
“Sim.”
“Estamos entrando em contato referente ao débito vencido…”
Ela desligou.
Às sete e vinte e quatro, outro número ligou.
Às oito e três, outro.
Às nove, recebeu um e-mail.
Às nove e dezessete, uma mensagem do banco.
**CONTA TEMPORARIAMENTE BLOQUEADA PARA ANÁLISE.**
Isabela sentou na cama.
“Não.”
Tentou entrar no aplicativo novamente.
Bloqueado.
Ligou para o banco.
Quarenta minutos depois, ainda não tinha resposta.
Às onze, alguém bateu à porta.
Era o proprietário do apartamento.
“Isabela, chegou uma notificação.”
Ela leu.
Cobrança.
Seu nome.
Seu CPF.
Outro valor que não reconhecia.
O telefone tocou novamente.
Dessa vez, ela conhecia o número.
Marcelo.
Isabela deixou tocar.
Ele ligou outra vez.
Na terceira, ela atendeu.
“O que você fez?”
“Bom dia para você também.”
“Marcelo.”
“Eu avisei que você estava cometendo um erro.”
“Você usou meu CPF.”
Silêncio.
Depois uma risada.
“Você deveria ter cuidado melhor dos seus documentos.”
“Seu desgraçado.”
“Olha a educação.”
“Eu vou à polícia.”
“Vai.”
A tranquilidade dele a assustou.
“Tenho uma proposta.”
“Não quero nada de você.”
“Quer seus setenta e oito mil.”
Isabela ficou em silêncio.
Marcelo percebeu.
“Assina um documento dizendo que reconhece os empréstimos. Eu devolvo o dinheiro da conta.”
“Você enlouqueceu?”
“Pensa bem. Setenta e oito mil na sua mão hoje.”
“Em troca de assumir quatrocentos e vinte mil que não peguei?”
“Você sempre foi boa em matemática.”
“Vai para o inferno.”
“Isa.”
Ela fechou os olhos.
“Não me chama assim.”
“Aquele homem não vai ficar interessado em você por muito tempo.”
“Isso não tem nada a ver com ele.”
“Tem tudo a ver.”
A voz de Marcelo ficou mais baixa.
“Você acha que Dante Montenegro é príncipe de conto de fadas?”
“Não.”
“Ótimo. Pelo menos não perdeu completamente a inteligência.”
“Acabou?”
“Assina.”
“Não.”
“Você vai se arrepender.”
“Já me arrependi.”
“Do quê?”
“Dos três anos e meio que passei com você.”
Ela desligou.
As mãos tremiam.
O cartão de Dante estava sobre a mesa.
Isabela olhou para ele.
Não ligou.
***
Naquela noite, insistiu em trabalhar.
Precisava do dinheiro.
Precisava, principalmente, sentir que Marcelo ainda não havia roubado tudo.
O turno terminou depois da meia-noite.
Isabela recusou a carona de uma colega e seguiu em direção à rua onde costumava chamar carro por aplicativo.
Foi quando percebeu o veículo.
Um sedã preto.
Parado do outro lado da rua.
Ela caminhou.
O carro começou a andar.
Isabela diminuiu.
Ele diminuiu.
Seu coração acelerou.
Virou na esquina.
O sedã virou também.
Ela pegou o celular.
O cartão de Dante estava dentro da capinha.
Antes que pudesse discar, o carro acelerou.
Isabela começou a andar mais rápido.
Os faróis se aproximaram.
Então uma SUV preta surgiu da rua lateral e entrou violentamente entre ela e o sedã.
O outro carro freou.
A porta da SUV abriu.
Um homem alto, negro, de terno escuro, desceu imediatamente.
“Senhora Isabela?”
Ela recuou.
“Quem é você?”
“Bruno Azevedo.”
O nome.
Segurança de Dante.
Isabela olhou para a SUV.
O vidro traseiro baixou.
Dante estava sentado lá dentro.
Ela atravessou a calçada furiosa.
“Você mandou me seguir?”
“Não.”
“Não minta para mim.”
“Eu não mandei.”
Ela apontou para Bruno.
“Então ele está fazendo o quê aqui?”
“Augusto informou que você saiu sozinha.”
“Isso se chama mandar me seguir.”
“Bruno chegou há trinta segundos.”
O sedã preto arrancou.
Bruno ergueu o celular e fotografou a placa.
Dante abriu a porta.
“Entre.”
“Não.”
“Isabela.”
“Eu disse não.”
Ele a encarou por dois segundos.
Então saiu da SUV.
Manteve distância.
“Tudo bem.”
Aquilo a desconcertou.
“Tudo bem?”
“Você não quer entrar. Não entra.”
Bruno voltou.
“Consegui a placa.”
Digitou rapidamente no celular.
Sua expressão mudou.
Dante percebeu.
“Fala.”
Bruno olhou para Isabela.
Depois para Dante.
“O veículo está registrado em nome de uma empresa.”
“Qual?”
Bruno virou a tela.
Dante ficou imóvel.
Isabela leu o nome.
**Montenegro Participações e Serviços Ltda.**
Ela sentiu o sangue gelar.
O carro que a seguira pertencia ao Grupo Montenegro.
Isabela levantou os olhos lentamente.
“Você disse que não mandou.”
“Não mandei.”
“Então alguém da sua empresa mandou.”
Dante não respondeu.
E, pela primeira vez desde que o conhecera, Isabela viu algo realmente perigoso surgir em seus olhos.
Não era ameaça contra ela.
Era a percepção de que o inimigo podia estar muito mais perto do que imaginavam.
você pode gostar
-
TerminadoCapítulo 5
Papai bilionário do bebê
Uma noite de amor que jamais seria esquecida. Ela dormiu com um bilionário. Apenas Jessica não sabia disso na época, outra coisa que ela não sabia é que, ao sair daquele apartamento de luxo, ela carregaria o herdeiro de uma empresa multibilionária.Moderno08 10 -
TerminadoCapítulo 4
Paixão e Domínio: Ex-esposa do CEO
Tudo o que pode levar é um escândalo para despedaçar uma história de amor de 15 anos. Conheça os Barnes. Angelina (Angel) e James Buchanan Barnes IV (Bucky). Seu romance antes de conto de fadas foi destruído. Mas quando a verdade vier à tona, eles serão capazes de reparar o estrago ou estará tão danificado que não poderá ser consertado?Moderno08 11 -
TerminadoCapítulo 2
Depois do falecimento do meu marido, eu enfrentei a amante com astúcia
Meu marido Joaquim sofreu um acidente de carro, ficou gravemente ferido e à beira da morte. O médico disse que salvá-lo teria pouco significado, então me preparei psicologicamente. Eu estava bem preparada e fiz um gesto com a mão: "Não vou dar mais problemas ao hospital, desistindo do tratamento." Obtive o atestado de óbito, encerrei a conta, levei-o ao crematório e, após seis horas, ele se tornou um monte de cinzas. Eu bato na urna de cinzas e digo: "Joaquim, oh Joaquim, você realmente era uma boa pessoa!" Joaquim tinha uma fortuna, partiu jovem e não deixou testamento. Recebi dois terços de toda a herança. Existe alguém mais atencioso do que Joaquim?Moderno08 4