localização atual: Novela Mágica O Marido Dela Sabia de Tudo Capítulo 3 — O Homem Que Disse Me Amar
标题上

"O Marido Dela Sabia de Tudo" Capítulo 3 — O Homem Que Disse Me Amar

正文开头

Capítulo 3 — O Homem Que Disse Me Amar

"Você poderia perguntar o que aconteceu comigo", respondi.

Bruno fechou a porta devagar. Trazia a mesma pasta de trabalho que levava todos os dias. Pousou-a no chão, como se um movimento brusco fosse piorar a conversa.

"Você falou com Tomás."

"Encontrei você ontem, no estacionamento. Isadora estava no carro."

Ele apertou os lábios e olhou para a janela. Nenhum espanto; só a busca por um ponto de partida.

"Há quanto tempo?" perguntei.

"Alguns meses."

"Quais meses?"

"Desde o começo do ano."

O começo do ano incluía os dias em que ele me acompanhara às consultas de minha mãe. Incluía a tarde em que escolhemos um salão para a festa.

"Você dormiu com ela enquanto discutíamos a data do casamento?"

"Sim."

A resposta simples não aliviou nada. Peguei meu telefone e abri a anotação que fizera no hotel.

"A Sampaio Consultoria Estratégica é sua?"

Bruno virou a cabeça. "Ele mostrou os contratos?"

"Responda."

"É minha. Prestei serviços à equipe de Isadora fora das minhas atribuições."

"Você declarou isso à empresa?"

"Eu precisava de aprovação para cada projeto?"

"Essa pergunta não é uma resposta."

Ele caminhou até a bancada e apoiou as duas mãos nela. "Recebi dinheiro, Helena. Não tirei nada da conta de Tomás."

"Ainda não falei em roubo."

"Mas ele falou. É o que quer que você pense."

Contei que vira o registro da assistência médica de minha mãe. Bruno perdeu a cor antes mesmo de eu mencionar a mensagem.

"Você escreveu para Isadora que eu não enfrentaria quem pagou a cirurgia dela."

"Eu estava tentando acalmá-la."

"Usando a saúde da minha mãe para calcular o que eu faria."

"Eu consegui aquela ajuda quando você estava desesperada."

"Sou grata pelo que fez naquela época. Não por esta conversa."

Ele abriu a boca e tornou a fechá-la. Então puxou uma cadeira.

"Senta. Há coisas sobre Tomás que você precisa saber."

"Posso ouvi-las em pé."

"Isadora estava tentando impedir a venda de uma divisão do grupo. Ela acredita que o acordo prejudica funcionários. Tomás precisava que ela perdesse força nas negociações."

"E você acreditou nela por amor?"

"No começo, pelo dinheiro", disse ele. "Depois, também por ela."

Foi a primeira frase daquela noite que Bruno não tentou deixar bonita.

"Tem documentos sobre a venda?" perguntei.

"Tenho material de reuniões. Posso conseguir mais."

"Não quero que invada nada por minha causa. Separe o que você obteve legitimamente e entregue a quem estiver conduzindo a apuração."

Ele me olhou como se eu tivesse respondido a uma pergunta diferente.

"Você ainda fala como advogada."

"É o meu trabalho. Você gostava dele quando precisava que eu revisasse seus contratos."

Bruno passou a mão pelo rosto. "Estou tentando explicar que Tomás me colocou perto dela de propósito. Vi as mudanças nas minhas viagens, nas reuniões. Antes ele mal sabia meu nome. De repente, eu estava em todo evento em que Isadora aparecia."

正文1

"E isso começou antes ou depois dos pagamentos?"

Bruno puxou o primeiro comunicado da pasta. A data precedia em semanas o contrato de consultoria. Virei a página e encontrei o nome de Isadora entre os participantes de uma viagem. Bruno havia marcado o documento com caneta, provavelmente antes de chegar em casa.

"Você vinha juntando isso para se defender", falei.

"Descobri as datas quando Tomás começou a fazer perguntas sobre os contratos."

"Você desconfiou que ele tivesse armado uma situação e continuou vindo para casa sem me contar nada."

"Se eu contasse, você iria embora."

"Pelo menos nessa parte, você entendeu perfeitamente o que eu escolheria."

"Ele a obrigou a entrar naquele carro?"

"Não."

"Assinou seus contratos de consultoria por você?"

"Não. Estou assumindo o que fiz. Mas você precisa entender por que ele apareceu exatamente quando você nos viu."

Eu já me fizera a mesma pergunta.

"Se tiver o histórico de designações, me mostre as suas cópias", falei. "Sem pegar nada a que você não tenha direito."

Bruno abriu a pasta. Tirou três comunicados impressos, todos endereçados a ele, com mudanças de equipe aprovadas em meses diferentes. Fotografei as datas e os remetentes. Aquilo provava que ele e Isadora haviam trabalhado juntos com frequência; ainda não provava por que Tomás permitira isso.

"Você contou a Isadora que pretendia se casar comigo?"

"Contei."

"E a mim disse que sairia tarde do trabalho."

"Eu sei."

"Não, Bruno. Você soube o que estava fazendo todas as vezes que voltou para esta casa. Eu é que só soube ontem."

Ele se aproximou da mala. "Eu amava você."

"Talvez. Mas preferiu esconder uma vida inteira para manter a nossa disponível quando quisesse voltar."

"Não foi uma vida inteira."

"Para mim, foi a vida que eu estava construindo."

Meu telefone vibrou. Era minha colega:

Está tudo bem?

Digitei

Estou saindo

e mostrei a Bruno que alguém sabia onde eu estava. Ele recuou um passo, ferido pelo gesto. Eu não o fiz para machucá-lo.

"Vou buscar o resto das minhas coisas quando combinar um horário", falei. "Não fale com minha mãe antes de mim."

"Helena, por favor."

"Você pode contestar a versão de Tomás. Eu vou verificar o que puder. Isso não muda o que aconteceu entre nós."

Peguei a mala. Bruno não a segurou.

No corredor, ele disse que Tomás sabia da antiga amizade entre nossas famílias. Não reconheci de imediato de que falava.

Do lado de fora do prédio, ainda antes de entrar no elevador, conferi que minhas anotações estavam salvas em meu aparelho pessoal. Os comunicados corporativos continuaram separados na bolsa. Não queria tratar como meu algo que pudesse pertencer à investigação de outra pessoa.

"Que amizade?"

"Pergunte a ele por que guardou uma fotografia sua de infância."

A porta do elevador abriu. Entrei sem responder. As cópias dos comunicados estavam na bolsa, junto da fotografia que eu tirara no estacionamento. Eu tinha provas de algumas coisas e a palavra de Bruno para outras. Sabia a diferença.

Quando cheguei ao térreo, liguei para o escritório de Tomás. Disse à assistente que precisava falar com ele sobre as designações de Bruno, e somente sobre isso.

Ela me ofereceu um horário para a manhã seguinte.

"Hoje", respondi. "Ele já teve tempo suficiente para preparar respostas."

下一张上
下一章下

você pode gostar

Compartilhar Link

Copie o link abaixo para compartilhar com seus amigos:

页面底部