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"Engravidei do Chefe da Máfia… Mas Ele Não Sabia Quem Eu Realmente Era" Capítulo 2 — Você Não Vai Dormir Aqui

正文开头

“Eu não vou com você.”

Isabela falou sem tirar os olhos de Dante.

Ele permaneceu na porta.

“Vai.”

“Não foi um convite.”

“Nem a minha resposta.”

Lucas quase sorriu.

Dante percebeu.

“Algum problema?”

“Vários.”

“Lucas.”

Isabela lançou um olhar de advertência.

Dante respirou fundo.

“Bruno.”

Um dos homens perto da SUV atravessou a rua.

Alto, negro, ombros largos, terno preto.

Bruno Almeida não parecia precisar levantar a voz para ser obedecido.

Dante apontou discretamente para a esquina.

“Câmeras.”

Bruno assentiu.

“Já estou verificando.”

Isabela cruzou os braços.

“Você não pode simplesmente aparecer na minha casa, descobrir que estou grávida e decidir onde eu vou dormir.”

“Posso decidir onde meu filho não vai dormir quando alguém está observando este prédio.”

“Meu filho também.”

“Exatamente.”

Lucas deu um passo à frente.

“Ela pode ficar em outro lugar.”

Dante olhou para ele.

“Você tem segurança?”

“Tenho uma porta.”

“Eu também tinha uma, até ela abrir.”

Lucas ficou vermelho.

Isabela interrompeu antes que os dois piorassem a situação.

“Chega.”

Dante olhou novamente para ela.

“Cinco minutos.”

“Para quê?”

“Para Bruno descobrir se estou errado.”

“E se estiver?”

“Eu vou embora.”

Lucas apontou para a porta.

“Ótimo.”

Dante ignorou.

Cinco minutos depois, Bruno voltou segurando um tablet.

Seu rosto estava sério.

“Temos um problema.”

Isabela sentiu o estômago apertar.

Bruno mostrou imagens de uma câmera de uma farmácia do outro lado da rua.

A mesma caminhonete preta aparecia estacionada perto do prédio.

Segunda-feira.

Quarta-feira.

Naquela manhã.

“Três dias”, Bruno disse.

Lucas perdeu o sorriso.

“Placa?”

“Clonada.”

Dante olhou para Isabela.

“Agora faça a mala.”

Ela ainda hesitou.

Então Bruno deslizou o dedo pela tela.

“Tem mais.”

Uma câmera mostrava um homem saindo do veículo.

Boné.

Óculos escuros.

Celular na mão.

Ele apontou a câmera para a entrada do prédio exatamente quando Isabela saía para trabalhar.

Uma fotografia.

Depois outra.

Depois outra.

O sangue dela gelou.

Dante percebeu.

“Você conhece esse homem?”

“Não.”

Era verdade.

Mas ela conhecia aquele tipo de medo.

Lucas se aproximou.

“Isa…”

“Estou bem.”

Dante respondeu:

“Pare de dizer isso.”

Ela virou para ele.

“O quê?”

“Você diz que está bem toda vez que claramente não está.”

Aquilo a irritou porque era verdade.

Isabela entrou no quarto.

Pegou uma mochila.

Colocou duas calças, algumas blusas e documentos.

Quando voltou, Lucas estava esperando.

“Eu vou com você.”

“Não.”

“Isabela.”

“Se eles estão atrás de mim, você fica mais seguro longe.”

“E você acha que fica segura com ele?”

Ela olhou para Dante.

“Não sei.”

Dante ouviu.

Não reagiu.

Foi Bruno quem abriu a porta da SUV.

Durante o caminho até Jardim Europa, Isabela permaneceu junto à janela.

Dante sentou ao lado dela.

Nenhum dos dois falou durante vários minutos.

Até ele quebrar o silêncio.

“Você ia me contar?”

Ela sabia exatamente sobre o que ele falava.

“Sim.”

“Quando?”

“Quando descobrisse como.”

“Você descobriu hoje?”

“Hoje.”

Dante assentiu lentamente.

“Então acredito.”

Ela virou o rosto.

正文1

“Só isso?”

“Só.”

“Não vai pedir exame?”

“Se eu precisar de um exame para acreditar em você, nós temos problemas maiores.”

Isabela não esperava aquela resposta.

A SUV entrou por portões altos.

Ela já tinha visto casas luxuosas.

Mas a mansão Montenegro parecia outra coisa.

Pedra clara.

Vidro.

Jardins impecáveis.

Seguranças discretamente posicionados.

A casa de alguém que não precisava provar que tinha poder.

A porta principal abriu antes que chegassem.

Uma mulher elegante, perto dos sessenta anos, esperava no hall.

Beatriz Montenegro.

Atrás dela estava Augusto.

O pai de Dante.

Ele olhou primeiro para o filho.

Depois para Isabela.

Por último, para a mochila.

“Então é verdade.”

Dante endureceu.

“Quem contou?”

“Você acha que Bruno trabalha há quinze anos nesta casa sem que eu saiba quando alguma coisa acontece?”

Bruno desviou os olhos.

Augusto encarou Isabela.

“Você está grávida?”

“Pai.”

“Perguntei a ela.”

Isabela ergueu o queixo.

“Estou.”

“Quanto tempo?”

“Seis semanas.”

Augusto olhou para Dante.

“E você acredita que é seu?”

O silêncio caiu sobre o hall.

Isabela sentiu o rosto queimar.

Dante deu um passo.

“Cuidado.”

Augusto nem piscou.

“Eu só fiz a pergunta que qualquer homem sensato faria.”

“Não nesta casa.”

“Esta casa é minha.”

Dante aproximou-se.

“Ela está carregando meu filho. Enquanto estiver aqui, você vai tratá-la com respeito.”

Augusto soltou uma risada sem humor.

“Você a conhece há quanto tempo?”

Dante não respondeu.

“Exatamente.”

Augusto voltou-se para Isabela.

“Um exame resolve.”

Ela apertou a alça da mochila.

“Não preciso provar nada para o senhor.”

“Se pretende entrar nesta família—”

“Eu não pretendo entrar na sua família.”

A resposta saiu tão rápido que até Dante olhou para ela.

Isabela continuou:

“Estou grávida. Não pedi dinheiro, sobrenome, casa ou autorização.”

Beatriz finalmente falou:

“Augusto, basta.”

Ele olhou para a esposa.

“Você não sabe quem ela é.”

Isabela sentiu um arrepio.

Dante respondeu:

“Nem você.”

“Esse é exatamente o problema.”

Augusto saiu.

Beatriz aproximou-se de Isabela.

“Você comeu?”

A pergunta era tão inesperada que ela demorou a responder.

“Não.”

“Então vai comer.”

Dante quase sorriu.

Beatriz olhou para ele.

“E você também.”

Horas depois, Isabela estava num quarto maior que o apartamento inteiro.

Não conseguiu dormir.

Às duas da manhã, pegou a mochila.

Desceu silenciosamente.

Precisava pensar.

Longe de Dante.

Longe dos Montenegro.

Longe daquela casa.

Chegou à garagem.

Então ouviu um ruído.

Um gemido abafado.

Isabela parou.

Bruno estava perto de uma das colunas.

Dois seguranças seguravam um homem.

O mesmo homem das imagens.

Boné.

Jaqueta escura.

Bruno arrancou alguma coisa do bolso dele.

Uma fotografia.

Isabela deu um passo involuntário.

Dante apareceu atrás dela.

“Eu mandei você ficar no quarto.”

“E eu não trabalho para você.”

Bruno olhou para os dois.

Depois entregou a foto a Dante.

Ele analisou.

Sua expressão mudou.

“Isabela.”

Ela não respondeu.

Dante virou a fotografia para ela.

Era uma foto antiga.

Uma jovem de cabelos mais claros saindo de um prédio.

Isabela reconheceu imediatamente a bolsa.

O casaco.

O rosto.

Ela tinha vinte e quatro anos.

Na época ainda se chamava Helena.

Dante virou a fotografia.

No verso havia apenas duas palavras escritas à mão.

**HELENA DUARTE.**

Dante ergueu lentamente os olhos.

Isabela não conseguiu esconder o terror.

E ele viu.

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