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"Amamentei a Filha Faminta do Chefe da Máfia no Avião… E Ele Disse Que Eu Nunca Mais Voltaria Para Casa" Capítulo 10 — Miguel

正文开头

Henrique Sampaio abriu a porta às quatro e vinte da manhã.

Ao ver Dante Montenegro, empalideceu.

Ao ver Isabela com Tomás nos braços, perdeu completamente a cor.

"Ele está vivo."

Isabela entrou sem ser convidada.

"Você sabia."

Henrique recuou.

"Isabela..."

"Não diga meu nome."

Tomás dormia contra seu peito.

"Onde está Miguel?"

Henrique olhou para Dante.

"Eu posso explicar."

"Então explique."

Dante fechou a porta.

Henrique sentou.

"Naquela noite, recebi ordens."

"De Marcelo?"

"Sim."

Henrique passou as mãos pelo rosto.

"Os dois bebês deveriam ser declarados mortos."

Isabela sentiu náusea.

"Você assinou."

"Assinei."

"Olhou para mim e disse que meus filhos tinham morrido."

"Eu sei."

"Não. Você não sabe."

Ela deu um passo.

"Você não sabe como é acordar todos os dias desejando não ter acordado."

Henrique abaixou a cabeça.

"Tomás foi levado."

"E Miguel?"

"O quadro dele piorou."

Henrique respirou fundo.

"Ele teve dificuldade respiratória. Marcelo queria que fosse transferido mesmo assim."

"E você?"

"Eu achei que ele morreria no transporte."

Isabela parou.

"Então?"

"Eu falsifiquei a transferência."

Dante franziu a testa.

"Você o escondeu."

Henrique assentiu.

"Uma enfermeira levou Miguel para outra ala com um prontuário diferente."

"Patrícia Nunes?"

"Sim."

Isabela quase não conseguia respirar.

"Onde ele está agora?"

Henrique levantou.

"Depois da morte de Rafael, percebi que Marcelo não pararia."

"ONDE?"

Henrique pegou o telefone.

"Com Patrícia."

Vinte e cinco minutos depois, Bruno conseguiu o endereço.

Vila Mariana.

Isabela olhou para Dante.

"Vila Mariana?"

Era o mesmo bairro onde ela morava.

Marcelo havia dito a verdade.

Miguel estivera perto.

O prédio ficava a menos de três quilômetros do apartamento de Isabela.

Quando Patrícia abriu a porta, começou a chorar.

"Eu estava esperando esse dia."

Isabela viu um berço atrás dela.

Suas pernas quase falharam.

"Ele está aí?"

Patrícia assentiu.

"Está."

Isabela entrou.

Miguel dormia.

Tomás continuava nos braços de Teresa, que esperava no corredor.

Isabela aproximou-se do berço.

Tocou a mão de Miguel.

O bebê abriu os olhos.

"Oi."

Sua voz desapareceu.

"Eu sou sua mãe."

Pegou-o.

Miguel se acomodou contra seu peito como se conhecesse aquele lugar.

Isabela chorou.

Teresa entrou com Tomás.

"Isabela."

Ela olhou.

Os dois irmãos estavam novamente no mesmo quarto.

Isabela sentou no sofá.

Teresa colocou Tomás em seu outro braço.

Dois filhos.

Dois pesos pequenos.

Duas respirações.

Durante três meses, disseram que ela não tinha nenhum.

Dante ficou na porta.

Não entrou.

Aquele momento não pertencia a ele.

Isabela olhou para os gêmeos.

Depois levantou os olhos para Dante.

"Vem."

Ele hesitou.

"Vem."

Dante aproximou-se.

Isabela olhou para Tomás.

"Esse é Tomás."

Depois Miguel.

"E esse é Miguel."

Dante sorriu pela primeira vez sem qualquer defesa.

"Prazer, rapazes."

Isabela riu chorando.

Horas depois, Camila reuniu as provas.

Marcelo seria responsabilizado pelo esquema, pelo sequestro dos bebês e pelas ações ligadas à morte de Rafael.

Mas havia um problema maior.

Os documentos de Rafael mostravam que a rede existia havia décadas.

Torná-los públicos atingiria não apenas Marcelo.

Atingiria Augusto Montenegro.

O Grupo Montenegro.

Dante.

Camila colocou a pasta diante dele.

"Se isso for entregue integralmente, o nome da sua família estará em todos os jornais."

Dante olhou para Isabela.

Ela não disse nada.

"Você não vai pedir?"

"Pedir o quê?"

"Que eu entregue."

Isabela balançou a cabeça.

"Essa escolha não pode ser minha."

"Por quê?"

"Porque se fizer por mim, um dia pode me culpar."

Dante permaneceu em silêncio.

"Faça porque é certo ou não faça."

Ele olhou para os documentos.

Depois para Lívia, adormecida no colo de Teresa.

Tomás e Miguel estavam juntos no carrinho.

Três crianças.

Três vidas atingidas pelos segredos dos adultos.

Dante pegou a pasta.

Entregou para Camila.

"Tudo."

Camila arqueou a sobrancelha.

"Tem certeza?"

"Tudo."

"Isso pode destruir parte do seu grupo."

"Então reconstrua-se o que sobreviver."

Camila pegou a pasta.

Antes de ser levado, Marcelo pediu para falar com Isabela.

Dante recusou.

Isabela aceitou.

Marcelo estava algemado.

"Acabou."

Ela disse.

"Você acha?"

"Meus filhos estão comigo."

"Rafael está morto."

Isabela sentiu a dor.

Mas não desviou.

"E você vai responder pelo que fez."

Marcelo sorriu.

"Dante contou tudo?"

"Não me interessa mais o que você diz."

"Deveria."

Ele se aproximou o máximo que as algemas permitiam.

"Pergunte a ele quem era a mãe de Lívia."

O sorriso desapareceu.

"Pergunte por que ela morreu."

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