标题上

"Amamentei a Filha Faminta do Chefe da Máfia no Avião… E Ele Disse Que Eu Nunca Mais Voltaria Para Casa" Capítulo 9 — Tomás

正文开头

A estrada para Atibaia parecia não terminar.

Isabela mantinha os olhos presos à imagem no celular. Marcelo Ferraz carregava um bebê envolvido em um cobertor azul, e uma pequena letra T aparecia bordada na lateral.

"É ele."

Dante estava sentado ao lado dela.

"Pode ser."

"É meu filho."

Desta vez, ele não discutiu.

Bruno dirigia enquanto dois carros da segurança seguiam atrás.

Quando o portão da propriedade Montenegro apareceu, Dante falou pelo rádio.

"Ninguém entra atirando."

Bruno olhou pelo retrovisor.

"Se houver resistência?"

"Há um bebê lá dentro."

Isabela sentiu o estômago apertar.

Dante continuou:

"Meu primeiro objetivo é tirar a criança de lá."

"Seu primeiro objetivo?"

Isabela virou para ele.

"Meu filho não é uma operação."

"Eu sei."

"Então diga o nome dele."

Dante sustentou seu olhar.

"Tomás."

O portão estava destrancado.

Isso foi pior.

Bruno reduziu.

"Ele sabe que estamos vindo."

A casa de campo surgia atrás das árvores. Era grande, antiga e silenciosa.

Dante segurou o braço de Isabela antes que ela abrisse a porta.

"Fique no carro."

"Nem pense."

"Isabela."

"Passei três meses longe dele."

A voz dela tremeu.

"Não vou ficar sentada a cinquenta metros do meu filho porque você mandou."

Dante a soltou.

"Então fica atrás de mim."

Entraram.

A sala estava vazia.

Uma mamadeira permanecia sobre uma mesa.

Ainda morna.

Isabela tocou nela.

"Ele está aqui."

Um choro veio do andar superior.

O corpo inteiro de Isabela reagiu.

"Tomás."

Ela correu.

"Isabela!"

Dante foi atrás.

No segundo andar, uma porta estava aberta.

Marcelo estava perto da janela.

Nos braços dele havia um bebê.

Isabela parou.

Todo o mundo desapareceu.

O cabelo escuro.

As mãos pequenas.

O cobertor azul.

"Me dá ele."

Marcelo sorriu.

"Você realmente chegou longe."

"Me dá meu filho."

"Seu filho?"

Ele olhou para o bebê.

"Curioso como três meses mudam o significado dessa palavra."

Dante entrou.

"Marcelo."

O sorriso desapareceu.

"Quinze anos."

Dante falou baixo.

"Quinze anos sentado à minha mesa."

"E quinze anos vendo você fingir que era diferente do seu pai."

"Coloque o bebê no berço."

"Ou?"

Dante não respondeu.

Não precisava.

Marcelo riu.

"Você não vai fazer nada enquanto eu estiver com ele."

Isabela deu um passo.

"Marcelo, olha para mim."

Ele olhou.

"Você quer Dante."

Outro passo.

"Quer os documentos."

Mais um.

"Quer dinheiro. Quer fugir."

Ela apontou para Tomás.

"Ele não significa nada para você."

Marcelo ficou sério.

"Foi isso que Rafael disse."

Isabela congelou.

"Você matou meu marido?"

"Seu marido deveria ter entregado o pendrive."

"Você matou ele?"

"Eu mandei assustá-lo."

Marcelo deu de ombros.

"O motorista exagerou."

Um som saiu da garganta de Isabela.

Dante avançou um passo.

Marcelo apertou Tomás contra o peito.

"Não."

Dante parou.

Isabela olhou para o filho.

Tomás estava acordando.

Seu rosto se contraiu.

Ele começou a chorar.

"Por favor."

Isabela abriu os braços.

"Ele está assustado."

Marcelo olhou para o bebê.

Por uma fração de segundo, sua atenção se desviou.

正文1

Bruno apareceu na porta lateral.

Dante viu.

Não se moveu.

Isabela continuou falando.

"Me dá ele."

Tomás chorou mais forte.

"Você já tirou três meses de mim."

Ela estava chorando agora.

"Não tira mais um minuto."

Marcelo respirou fundo.

Então empurrou o bebê na direção dela.

Isabela correu.

Pegou Tomás.

Bruno avançou no mesmo instante.

Marcelo tentou alcançar a janela, mas Dante o derrubou contra a parede.

Isabela não viu mais nada.

Sentou no chão.

Tomás chorava em seus braços.

"Sou eu."

Ela beijou sua testa.

"Meu amor, sou eu."

As lágrimas caíam sobre o cobertor.

"Desculpa."

Tomás agarrou seu dedo.

Isabela parou.

Virou delicadamente o corpo dele.

Afastou o tecido do ombro esquerdo.

A pequena marca estava ali.

Exatamente onde lembrava.

Um som quebrado escapou de sua boca.

"Tomás."

Dante ficou imóvel do outro lado do quarto.

Isabela abraçou o filho.

"Meu Tomás."

Minutos depois, Marcelo estava imobilizado.

Camila Nogueira chegou com agentes.

Isabela quase não percebeu.

Só existia Tomás.

Até lembrar.

"Miguel."

Levantou a cabeça.

"Cadê Miguel?"

Marcelo permaneceu calado.

Isabela entregou Tomás a Teresa, que acabara de chegar com outra equipe, e caminhou até ele.

"Onde está meu outro filho?"

Marcelo sorriu.

"Você ainda não entendeu."

"Entendi que você é um monstro."

"Não."

Ele inclinou a cabeça.

"Miguel nunca veio para cá."

Isabela ficou imóvel.

"Então onde está?"

Marcelo olhou para Dante.

"Procure os registros originais."

Dante estreitou os olhos.

"Quais?"

"Hospital Santa Cecília."

Marcelo voltou a olhar para Isabela.

"Seu segundo filho esteve mais perto de você do que imagina."

Dante pareceu compreender alguma coisa.

Pegou o celular.

"Bruno. Quero o arquivo bruto da noite do parto."

"Já temos."

"Não. Temos a cópia alterada."

Dante olhou para Marcelo.

"Quero a original."

Isabela apertou Tomás contra o peito.

Um filho havia voltado para seus braços.

Mas Miguel nunca tinha saído de São Paulo.

下一张上
下一章下

você pode gostar

Compartilhar Link

Copie o link abaixo para compartilhar com seus amigos:

页面底部