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"Amamentei a Filha Faminta do Chefe da Máfia no Avião… E Ele Disse Que Eu Nunca Mais Voltaria Para Casa" Capítulo 8 — O Pecado dos Montenegro

正文开头

Dante não falou por vários segundos.

Isabela olhou de Teresa para ele.

"Que história é essa?"

Teresa sentou lentamente.

Parecia ter envelhecido dez anos em poucos segundos.

"Dante tinha vinte e poucos anos."

"Mãe."

"Ela precisa saber."

"Então fale tudo."

Teresa fechou os olhos.

"Augusto Montenegro construiu muito mais do que empresas."

Augusto.

Pai de Dante.

Morto havia oito anos.

Nos jornais, era lembrado como um dos empresários mais poderosos de São Paulo.

"Nos anos noventa e no começo dos anos dois mil, ele tinha acordos com clínicas, cartórios e intermediários."

Isabela sentiu frio.

"Que tipo de acordos?"

Teresa olhou para ela.

"Mulheres pobres davam à luz. Algumas eram convencidas de que os filhos tinham morrido. Outras assinavam documentos que não entendiam."

Isabela levou a mão à boca.

"Não."

"Os bebês eram entregues a famílias que pagavam."

Dante virou o rosto.

"Eu encerrei tudo."

Isabela olhou para ele.

"Você sabia?"

"Descobri quando assumi o grupo."

"Quando?"

"Depois da morte dele."

"E simplesmente fechou?"

"Entreguei clínicas para investigação. Demiti pessoas. Fechei empresas."

"Mas não contou tudo."

Dante ficou em silêncio.

Isabela entendeu.

"Você protegeu o nome Montenegro."

"Protegi funcionários que não tinham nada a ver com aquilo."

"E o nome Montenegro."

"Sim."

A honestidade não tornou aquilo melhor.

Isabela pegou a bolsa.

"Então Rafael morreu investigando uma coisa que sua família criou."

"Meu pai criou."

"Seu sobrenome abriu as portas."

"Eu sei."

"Suas empresas pagaram a clínica."

"Eu sei."

"Meus filhos desapareceram dentro de uma rede construída pelos Montenegro."

Dante não respondeu.

Isabela sentiu as lágrimas.

"Eu amamentei sua filha."

A voz dela falhou.

"Enquanto meus filhos estavam escondidos por pessoas usando seu dinheiro."

Dante ficou pálido.

"Isabela..."

"Não."

Ela levantou a mão.

"Não se aproxime."

Ele parou.

"Eu vou embora."

"Você ainda corre perigo."

"Eu não consigo respirar nesta casa."

Dante fechou os olhos.

Depois fez algo que Isabela não esperava.

Saiu da frente.

"Bruno leva você."

Ela ficou surpresa.

"Sem homens na minha porta?"

"Se você não quiser, não."

"Sem me seguir?"

Dante demorou.

"Sem seguir."

Isabela pegou a bolsa.

Chegou à porta.

"Isabela."

Ela virou.

Dante não tentou impedi-la.

"Se você quiser me odiar, odeie."

A voz dele estava baixa.

"Mas eu vou encontrar seus filhos."

Ela saiu.

Durante duas horas, Isabela ficou dentro do carro de Bruno sem pedir que ele dirigisse para lugar algum.

"Vai voltar para casa?"

Ele perguntou.

"Não sei."

Bruno esperou.

"Você sabia?"

"Sobre Augusto?"

"Sim."

"Sabia de partes."

"E ficou trabalhando para Dante?"

Bruno olhou pela janela.

"Porque foi Dante quem acabou com aquilo."

"Não acabou."

"Achou que tinha acabado."

Isabela soltou um riso amargo.

"Isso muda alguma coisa?"

"Para você?"

Bruno balançou a cabeça.

"Talvez não."

O telefone dele tocou.

Bruno atendeu.

"Fala."

Seu rosto mudou.

"Quando?"

Isabela percebeu.

"O que aconteceu?"

Bruno desligou.

"Camila Nogueira."

"Quem?"

"Delegada. Ela vinha investigando irregularidades ligadas ao hospital."

"E?"

"Encontrou uma placa."

Isabela ficou alerta.

"De quê?"

"Um veículo usado para transportar os bebês depois de Cotia."

"Para onde?"

Bruno não respondeu.

"Bruno."

"Atibaia."

Ela franziu a testa.

"E o que tem em Atibaia?"

Bruno fechou os olhos por um instante.

"Uma propriedade dos Montenegro."

Isabela sentiu o sangue gelar.

"Você está brincando."

"Não."

"Então Dante mentiu."

"Não necessariamente."

"Uma casa da família dele?"

"Está abandonada há anos."

"Vamos."

"Preciso avisar Dante."

"Avise no caminho."

Bruno ligou o carro.

Quarenta minutos depois, encontraram Dante em uma estrada na saída de São Paulo.

Ele entrou no carro de Isabela.

"Camila conseguiu uma imagem recente."

Dante mostrou o telefone.

Câmera de pedágio.

Um SUV preto.

"Esse carro está registrado em nome de uma empresa de Marcelo."

Isabela sentiu o coração acelerar.

"Quando?"

"Hoje."

"Ele está indo para Atibaia?"

"Já chegou."

Outra imagem.

Câmera de uma propriedade próxima.

Marcelo saindo do veículo.

Isabela ampliou.

"Espera."

Havia algo nos braços dele.

Um volume pequeno.

Cobertor azul.

Ela parou de respirar.

"É um bebê."

Dante olhou para Bruno.

"Quanto falta?"

"Trinta e cinco minutos."

"Faça em vinte."

O carro acelerou.

Isabela não conseguia tirar os olhos da imagem.

Marcelo Ferraz.

Atibaia.

Um bebê.

Então percebeu algo.

Na lateral do cobertor havia uma pequena faixa branca.

Nela, uma letra bordada.

T.

Isabela apertou o telefone.

"Tomás."

Dante olhou para ela.

"Não sabemos."

"Eu sei."

"Isabela."

"É ele."

Pela primeira vez, Dante não tentou corrigir.

Apenas segurou o rádio.

"Todos para Atibaia."

Isabela olhou novamente para a fotografia.

Depois de três meses ouvindo que seus filhos estavam mortos, ela finalmente estava indo em direção a um deles.

Mas uma pergunta continuava queimando dentro dela.

Se Marcelo estava com Tomás...

onde estava Miguel?

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