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"Amamentei a Filha Faminta do Chefe da Máfia no Avião… E Ele Disse Que Eu Nunca Mais Voltaria Para Casa" Capítulo 7 — O Segredo de Rafael

正文开头

Isabela não conseguiu clicar.

Seus dedos permaneceram sobre o teclado.

Três meses.

Durante três meses, havia desejado ouvir a voz de Rafael mais uma vez.

Agora estava com medo.

"Quer que eu saia?"

Dante perguntou.

"Não."

Ela respirou fundo.

"Fique."

Abriu a pasta.

Havia documentos, fotografias, planilhas e quatro vídeos.

O primeiro mostrava Rafael sentado no escritório pequeno do apartamento deles.

Isabela reconheceu a estante atrás.

Reconheceu a camisa azul.

Reconheceu até a caneca que ela havia comprado para ele.

A imagem começou.

"Meu nome é Rafael Martins."

Isabela cobriu a boca.

"Se alguém estiver assistindo a isso, provavelmente alguma coisa deu errado."

As lágrimas vieram imediatamente.

Rafael olhou diretamente para a câmera.

"Isabela, se for você..."

Ele parou.

"Me perdoa."

Ela soltou um soluço.

Dante desviou o rosto.

"Eu não contei porque você estava grávida. Achei que conseguiria resolver antes que os meninos nascessem."

Rafael levantou alguns papéis.

"Há meses estou investigando movimentações estranhas ligadas ao Hospital Santa Cecília."

A imagem tremeu.

"Recém-nascidos com registros alterados. Mães recebendo informações contraditórias. Pagamentos feitos por empresas de logística."

Isabela olhou para Dante.

Ele não se moveu.

Rafael continuou.

"Uma dessas empresas pertence ao Grupo Montenegro."

Dante fechou os olhos por um instante.

"Não sei se Dante Montenegro sabe."

Rafael falou na gravação.

"Mas alguém dentro da organização sabe."

Isabela voltou para a tela.

"Se meus filhos nascerem antes de eu conseguir entregar isso, não deixem ninguém tirá-los de perto de Isabela."

O vídeo terminou.

Isabela chorava silenciosamente.

"Ele sabia."

Dante permaneceu ao lado dela.

"Suspeitava."

"Ele tentou proteger os meninos."

"Sim."

"E morreu."

Dante não respondeu.

Isabela abriu os outros arquivos.

Havia placas de veículos.

Notas fiscais.

Nomes de empresas.

Um deles aparecia repetidamente.

Ferraz Logística e Operações.

Marcelo.

"Foi ele."

Isabela falou.

"Ainda precisamos provar."

"Pare de dizer isso."

"Preciso dizer."

Dante manteve a voz firme.

"Se eu agir apenas porque quero que Marcelo seja culpado, posso perder quem realmente está por trás disso."

"Você ainda está protegendo ele."

"Não."

Dante bateu a mão na mesa.

Foi a primeira vez que levantou a voz com ela.

"Estou tentando encontrar seus filhos vivos."

Isabela ficou em silêncio.

Dante respirou fundo.

"Desculpe."

Ela limpou as lágrimas.

"Por que você não sabia dessas empresas?"

"Grupo Montenegro tem dezenas de subsidiárias."

"Isso é uma desculpa?"

"Não."

Dante sustentou seu olhar.

"É minha culpa."

Isabela não esperava ouvir aquilo.

"Meu nome está em cima dessas empresas."

Ele continuou.

"Se alguém usou minha estrutura para fazer isso, eu deveria ter percebido."

"Rafael achava que você não sabia."

"Rafael foi mais generoso comigo do que deveria."

Bruno entrou.

"Dante."

"Fala."

"Consegui reconstruir parte do trajeto dos veículos citados no pendrive."

Ele colocou um mapa na tela.

Um veículo havia saído do Hospital Santa Cecília na madrugada do parto.

Seguiu até Cotia.

A mesma clínica.

Isabela apertou os olhos.

"Então eram eles."

"Provavelmente."

"Depois?"

Bruno apontou.

"Perdemos o carro."

正文1

"Como?"

"Trocaram de veículo."

Dante olhou para ele.

"Quem tinha acesso aos rastreadores?"

"Operações."

Marcelo.

Ninguém precisou dizer.

Mais tarde, Isabela foi ao quarto de Lívia.

Precisava sair daquele escritório.

A menina estava acordada.

Isabela a pegou.

"Seu pai é impossível."

Lívia fez um pequeno som.

"Não defenda ele."

A porta se abriu.

Dante.

"Ela concordou comigo."

"Ela tem quatro meses."

"Já demonstra bom julgamento."

Isabela quase sorriu.

Quase.

Dante se aproximou.

"Há algo que preciso contar."

Ela ficou séria.

"O quê?"

"Antes do voo."

"O que aconteceu antes do voo?"

"Recebi uma mensagem."

Dante tirou o telefone.

Mostrou uma fotografia.

Era Isabela saindo do prédio onde morava.

Ela empalideceu.

"Quem tirou isso?"

"Não sei."

Abaixo havia uma mensagem.

**A VIÚVA DE RAFAEL MARTINS AINDA NÃO SABE O QUE O MARIDO DESCOBRIU.**

Isabela sentiu o estômago revirar.

"Quando recebeu?"

"Antes de decolarmos do Rio."

"E você sabia que eu estava no avião?"

"Descobri pela lista de passageiros."

Ela se afastou.

"Foi por isso."

"Sim."

"Foi por isso que não me deixou voltar para casa."

Dante assentiu.

"Você mentiu."

"Eu disse que estava protegendo você."

"Mas não disse de quê."

"Porque você tinha acabado de salvar Lívia e estava emocionalmente destruída."

"Não decida o que eu consigo suportar."

"Eu sei."

"Não, não sabe."

Isabela colocou Lívia no berço.

"Você me tirou a escolha."

Dante ficou parado.

"Sim."

A resposta direta a fez olhar para ele.

"E faria de novo?"

Ele demorou.

"Naquele avião?"

"Sim."

"Se significasse manter você viva até descobrir quem estava atrás de Rafael..."

Ele respirou fundo.

"Sim."

Isabela saiu.

Não queria ouvir mais.

Na manhã seguinte, colocou roupas na bolsa.

Teresa encontrou-a no hall.

"Vai embora?"

"Preciso pensar."

"Dante sabe?"

"Não preciso da permissão dele."

"Não foi o que perguntei."

Isabela fechou a bolsa.

Antes que pudesse sair, Teresa viu uma das fotografias impressas sobre a mesa.

A clínica de Cotia.

A faixa azul.

A janela.

O rosto de Teresa perdeu a cor.

"De onde você tirou isso?"

Isabela percebeu.

"Você conhece?"

Teresa pegou a foto.

Suas mãos começaram a tremer.

"Dona Teresa?"

Dante entrou no hall.

"Mãe?"

Teresa olhou para o filho.

Havia medo em seus olhos.

"Marcelo não começou isso sozinho."

Dante ficou imóvel.

Teresa apertou a fotografia.

"Seu pai começou."

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