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"Amamentei a Filha Faminta do Chefe da Máfia no Avião… E Ele Disse Que Eu Nunca Mais Voltaria Para Casa" Capítulo 6 — O Homem em Quem Dante Confiava

正文开头

"Prenda ele."

Isabela estava em pé diante da mesa de Dante.

Ele permaneceu sentado.

"Não."

Ela piscou.

"Não?"

"Não ainda."

"Encontramos o nome dele pagando o lugar onde meus filhos ficaram."

"Encontramos uma assinatura digital."

"E isso não basta?"

"Não para mim."

Isabela bateu a mão na mesa.

"Claro."

Dante levantou os olhos.

"Claro o quê?"

"Você protege os seus."

"Marcelo não é meu sangue."

"É seu amigo."

"Era."

"Então faça alguma coisa."

"Estou fazendo."

"Sentado?"

Dante levantou lentamente.

"Se Marcelo estiver envolvido e eu mandar buscá-lo agora, o que acontece?"

"Ele fala."

"Não."

Dante contornou a mesa.

"Ele nega. Os advogados aparecem. Quem estiver com Miguel e Tomás recebe um aviso."

Isabela ficou quieta.

"E então meus filhos somem de novo."

"Exatamente."

Ela odiava aquela lógica.

Porque fazia sentido.

"Então você vai fingir que não sabe."

"Vou deixá-lo acreditar que ainda confio nele."

"Por quanto tempo?"

"Até ele me levar aos seus filhos."

Naquela mesma tarde, Marcelo Ferraz entrou na Mansão Montenegro.

Isabela o observou do andar superior.

Era um homem elegante, pouco mais de quarenta anos, cabelo escuro cuidadosamente penteado e um sorriso fácil demais.

Abraçou Dante.

"Dizem que sua viagem foi um desastre."

Dante aceitou o abraço como se nada tivesse acontecido.

"Já tive piores."

"E Lívia?"

"Melhor."

Marcelo olhou ao redor.

"Ouvi dizer que você trouxe uma convidada."

Isabela sentiu o estômago revirar.

Ele sabia.

Dante deu de ombros.

"Notícias correm."

"Na sua casa, sempre."

Marcelo ergueu os olhos.

Viu Isabela.

Sorriu.

"Senhora Martins."

Ela desceu.

"Marcelo Ferraz."

"Conhece meu nome."

"Todo mundo aqui conhece."

Ele estendeu a mão.

Isabela não apertou.

Marcelo pareceu achar graça.

"Entendo."

Dante interveio.

"Isabela está ajudando com Lívia."

"Ouvi falar."

Marcelo olhou para ela por tempo demais.

"Uma sorte extraordinária vocês terem se encontrado naquele avião."

Isabela sentiu um frio na nuca.

"Sorte?"

"Ou destino."

Dante observava cada movimento dele.

Marcelo permaneceu para o jantar.

Isabela mal conseguiu comer.

O homem conversava como se fosse parte da família.

Falava com Teresa.

Perguntava por Lívia.

Contava histórias antigas de Dante.

Se ele havia roubado seus filhos, era assustadoramente bom em esconder.

Depois do jantar, Isabela saiu para o jardim.

Precisava respirar.

"Ele não vai lhe contar."

A voz veio atrás.

Ela virou.

Marcelo estava sozinho.

"Contar o quê?"

"Por que está realmente ajudando você."

Isabela ficou alerta.

"Não sei do que está falando."

"Claro que sabe."

Marcelo colocou as mãos nos bolsos.

"Dante encontrou alguma coisa."

"Pergunte a ele."

"Você confia muito rápido."

"Eu conheço Dante há três dias. Não confio em ninguém nesta casa."

Marcelo sorriu.

"Essa foi a primeira coisa inteligente que ouvi hoje."

Isabela começou a sair.

"Seu marido também não confiava."

Ela parou.

"Você conhecia Rafael?"

Marcelo percebeu o impacto.

"Pouco."

"Como?"

"Ele fazia perguntas."

"Sobre meus filhos?"

"Sobre Montenegro."

Isabela se aproximou.

"Que perguntas?"

Marcelo baixou a voz.

"Pergunte a Dante."

"Estou perguntando a você."

"Rafael descobriu que algumas empresas do grupo tinham relação com o Hospital Santa Cecília."

正文1

O coração dela acelerou.

"Que relação?"

"Transporte. Contratos. Pagamentos."

Marcelo inclinou a cabeça.

"Seu marido achava que havia algo errado."

"Por que nunca me contou?"

"Talvez tenha tentado."

Isabela sentiu raiva.

"Você está tentando fazer o quê?"

"Evitar que você cometa o mesmo erro dele."

"Qual?"

"Confiar no homem errado."

Marcelo saiu antes que ela pudesse responder.

Naquela noite, Isabela entrou no escritório de Dante.

Ele não estava.

Não pretendia procurar nada.

Foi o que disse a si mesma.

Então viu uma pasta aberta.

RELATÓRIOS DE SEGURANÇA.

Havia nomes.

Funcionários.

Fornecedores.

Médicos.

Ela passou as páginas.

Parou.

RAFAEL MARTINS.

Seu coração bateu mais forte.

Pegou a folha.

Havia uma fotografia do marido.

Data anterior à morte.

Anotações.

Investigação externa.

Contato não autorizado.

Isabela ouviu a porta.

Dante entrou.

Parou ao vê-la.

"Você conhecia meu marido."

Não era uma pergunta.

Dante fechou a porta.

"Conhecia o nome."

"Mentiroso."

"Isabela."

"Você mandou investigar Rafael."

"Não."

Ela levantou a folha.

"Então isso apareceu sozinho?"

"Foi produzido pela segurança do grupo."

"Seu grupo."

"Sim."

"Por quê?"

Dante respirou fundo.

"Rafael tentou entrar em contato comigo."

"Quando?"

"Antes de morrer."

Isabela ficou pálida.

"Sobre o quê?"

"Eu não sabia na época."

"E agora?"

Dante caminhou até um cofre.

Digitou a senha.

Abriu.

Retirou um pequeno envelope.

Colocou sobre a mesa.

Dentro havia um pendrive preto.

Isabela olhou.

"O que é isso?"

"Chegou à minha segurança no dia seguinte à morte de Rafael."

"Você teve isso por três meses?"

"Estava criptografado."

"Por que não me procurou?"

"Porque até dois dias atrás seu nome não significava nada para mim."

A crueldade involuntária da frase fez Dante parar.

"Não foi isso que quis dizer."

"Mas é verdade."

Isabela segurou o pendrive.

"Conseguiram abrir?"

"Hoje."

Ela levantou os olhos.

Dante empurrou um notebook para perto.

"Seu marido estava tentando chegar até mim quando morreu."

Isabela conectou o pendrive.

Uma única pasta apareceu na tela.

O nome era simples.

**SE ALGO ACONTECER COMIGO.**

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