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"Amamentei a Filha Faminta do Chefe da Máfia no Avião… E Ele Disse Que Eu Nunca Mais Voltaria Para Casa" Capítulo 5 — Dois Bebês na Fotografia

正文开头

"Meus filhos estão vivos."

As palavras saíram da boca de Isabela como se pertencessem a outra pessoa.

Durante três meses, ela havia aprendido a usar o passado.

Meus filhos eram.

Meus filhos teriam.

Meus filhos deveriam estar.

Agora, pela primeira vez, usava o presente.

Estão.

Dante permaneceu ao lado dela, olhando para a fotografia.

"Não podemos ter certeza ainda."

Isabela virou-se bruscamente.

"Eu conheço essa marca."

"Eu acredito em você."

"Então não diga que não temos certeza."

"Uma fotografia pode ser manipulada."

A resposta a atingiu como uma agressão.

"Você acha que eu estou imaginando?"

"Não."

Dante manteve a voz baixa.

"Acho que alguém quer que você reaja sem pensar."

"São meus filhos."

"E justamente por isso precisamos pensar por você enquanto você não consegue."

Isabela levantou a mão.

Por um instante, Dante achou que ela fosse bater nele.

Ela não bateu.

Abaixou a mão lentamente.

"Não fale comigo como se eu fosse incapaz."

Dante não recuou.

"Então me diga o que faria agora."

"Procuraria meus filhos."

"Onde?"

Ela abriu a boca.

Nenhuma resposta saiu.

Dante apontou para a fotografia.

"É isso que a pessoa que deixou essa foto quer. Que você saia correndo atrás de qualquer pista."

Isabela olhou novamente para os bebês.

Bruno aproximou-se usando luvas.

"Preciso da foto."

Ela apertou os dedos ao redor do papel.

"Não."

"Isabela."

Dante falou com cuidado.

"Deixe Bruno trabalhar."

Ela entregou.

Bruno fotografou frente e verso e colocou a imagem dentro de um envelope plástico.

"Vou procurar digitais."

"Procure o lugar."

Isabela respondeu.

Bruno olhou para ela.

"O fundo da foto."

Atrás dos bebês havia uma parede bege, parte de uma janela e uma pequena faixa azul decorativa.

"Alguma coisa deve identificar onde eles estavam."

Bruno assentiu.

"Vou tentar."

Dante virou-se para os homens no corredor.

"Ninguém entra ou sai."

"Nem funcionários?"

"Ninguém."

Teresa ainda segurava Lívia.

"Dante, você acha que alguém da casa colocou isso aqui?"

"Alguém entrou no quarto da minha filha sem ser visto."

Ele olhou ao redor.

"Neste momento, acho qualquer coisa."

A expressão de Teresa mudou.

Pela primeira vez, Isabela percebeu que até a mãe de Dante tinha medo daquele mundo.

Nas horas seguintes, a mansão virou uma fortaleza.

Funcionários foram entrevistados.

Câmeras foram revisadas.

Portas de serviço foram verificadas.

Nada.

Quem havia colocado a fotografia no quarto de Lívia conhecia os pontos cegos da segurança.

Isso incomodou Dante mais do que qualquer ameaça escrita.

Isabela permaneceu no quarto de hóspedes.

Não conseguia tirar os olhos da cópia digital que Bruno enviara ao seu telefone.

Tomás.

Miguel.

Repetia os nomes mentalmente.

Tentava imaginar quem havia trocado suas roupas.

Quem os havia alimentado.

Quem os segurava quando choravam.

Se tinham chorado por ela.

A porta se abriu devagar.

Teresa entrou carregando uma bandeja.

"Você precisa comer."

"Não consigo."

"Eu imaginava."

Teresa colocou a bandeja sobre a mesa.

"Então pelo menos beba água."

Isabela continuou olhando para o telefone.

正文1

"Se fossem seus filhos, você conseguiria ficar sentada?"

Teresa não respondeu imediatamente.

"Não."

A sinceridade fez Isabela erguer os olhos.

"Então entende."

"Entendo por que você quer correr."

Teresa sentou diante dela.

"Também entendo por que Dante está tentando impedir."

"Todo mundo sempre encontra uma justificativa para ele controlar as pessoas."

"Eu não justifiquei."

Teresa manteve o olhar.

"Meu filho passou a vida inteira acreditando que controlar tudo era a única maneira de não perder ninguém."

"E funcionou?"

Teresa sorriu tristemente.

"Você conheceu Lívia no avião. Acho que já sabe a resposta."

Antes que Isabela perguntasse mais, alguém bateu.

Bruno entrou.

"Encontramos uma coisa."

Isabela levantou tão rápido que a cadeira caiu.

"Onde?"

"No fundo da fotografia."

Minutos depois, estavam no escritório.

Bruno projetou a imagem ampliada.

"Essa faixa azul."

Apontou para a parede.

"É um protetor hospitalar infantil. Modelo específico."

"E daí?"

Dante perguntou.

"Consegui o fabricante."

Bruno mudou a tela.

"O lote foi vendido para seis clínicas no estado de São Paulo."

"Seis?"

"Eliminei quatro pela cor das janelas e pelo piso."

Isabela aproximou-se.

"Restaram duas."

"Uma ainda funciona."

"E a outra?"

Bruno colocou uma fotografia na tela.

Uma casa grande transformada em clínica.

"Instituto Infantil Nova Esperança. Em Cotia."

Dante estreitou os olhos.

"Nunca ouvi falar."

"Fechou há cinco semanas."

"Depois do nascimento dos gêmeos."

"Sim."

Isabela já caminhava para a porta.

Dante segurou seu caminho sem tocá-la.

"Você não vai sozinha."

"Não disse que iria."

Duas horas depois, o carro entrou por uma estrada secundária em Cotia.

A clínica estava abandonada.

Portão fechado.

Janelas escuras.

Bruno e dois seguranças entraram primeiro.

Dante obrigou Isabela a esperar.

Ela suportou três minutos.

No quarto, abriu a porta do carro.

"Isabela."

Dante saiu atrás.

"Eu esperei."

"Foram três minutos."

"Foi o máximo que consegui."

Entraram.

O interior cheirava a desinfetante velho.

Algumas salas estavam vazias.

Outras tinham móveis cobertos por plástico.

No corredor do segundo andar, Isabela parou.

Dois berços.

Seu coração disparou.

Caminhou até eles.

No primeiro havia um adesivo quase arrancado.

Uma única letra permanecia.

T.

No outro:

M.

Isabela levou a mão à boca.

"Tomás."

Passou os dedos pelo berço.

"Miguel."

Dante ficou atrás dela.

Não tentou tocá-la.

Bruno entrou carregando uma pasta.

"Encontrei registros de pagamento."

Dante pegou.

Seu rosto mudou.

"Grupo Montenegro?"

"Uma subsidiária."

"Qual?"

"Ferraz Logística e Operações."

O silêncio foi imediato.

Isabela olhou para Dante.

"Ferraz?"

Dante continuava encarando o documento.

Bruno respondeu:

"Marcelo Ferraz."

Isabela já havia ouvido aquele nome.

Todo mundo em São Paulo que acompanhava negócios conhecia.

Braço direito de Dante Montenegro.

Diretor de operações do grupo.

Homem que aparecia ao lado dele em fotografias havia mais de uma década.

"Ele sabia?"

Isabela perguntou.

Dante não respondeu.

"Dante."

O maxilar dele se contraiu.

Bruno entregou outro papel.

"Não é só uma empresa ligada a ele."

Dante leu.

A autorização para os pagamentos tinha assinatura digital individual.

MARCELO FERRAZ.

Dante fechou a pasta.

Quinze anos de confiança acabavam de se transformar em uma pergunta.

E, pela primeira vez desde que Isabela o conhecera, Dante Montenegro parecia não saber em quem acreditar.

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