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"Amamentei a Filha Faminta do Chefe da Máfia no Avião… E Ele Disse Que Eu Nunca Mais Voltaria Para Casa" Capítulo 3 — O Médico Que Assinou Duas Mortes

正文开头

Dante fechou a porta.

"Explique."

"Não tenho nada para explicar."

Isabela pegou a bolsa que havia deixado sobre uma cadeira.

"Eu vou embora."

"Você acabou de dizer que Henrique matou seus filhos."

"Eu disse que vou embora."

Dante ficou diante da porta.

Isabela congelou.

"Saia da frente."

"Não até entender."

"Você prometeu que eu não era prisioneira."

"Não é."

"Então saia."

Dante abriu espaço imediatamente.

Aquilo desarmou Isabela.

Ela permaneceu onde estava.

Dante apontou para a pasta caída.

"Quem é Henrique Sampaio para você?"

Isabela olhou para Lívia dormindo.

"Foi o médico que assinou a morte dos meus filhos."

Dante não disse nada.

"Tomás e Miguel."

A voz dela ficou mais baixa.

"Eram gêmeos."

Dante olhou para ela.

"Quantos meses teriam?"

"Três."

Ele entendeu.

Era por isso que ela ainda produzia leite.

Era por isso que havia chorado no avião.

"Seu marido?"

"Morto."

Dante permaneceu em silêncio.

Isabela respirou fundo.

"Rafael morreu cinco dias depois do parto."

"Como?"

"Acidente de carro."

Ela apertou os dedos.

"Foi o que disseram."

Dante percebeu a mudança.

"Você não acredita?"

"Na época eu não tinha forças para acreditar em nada."

Isabela sentou.

"Eu tive uma hemorragia durante o parto. Fiquei sedada. Quando acordei, Rafael estava estranho."

"Como?"

"Ele dizia que tinha ouvido um dos bebês chorando."

Dante se aproximou.

"Depois da hora registrada da morte?"

Isabela levantou os olhos.

"Sim."

O quarto ficou silencioso.

"Rafael discutiu com os médicos. Disse que queria ver os corpos."

"E viu?"

"Não."

"Você viu?"

A pergunta saiu com cuidado.

Isabela balançou a cabeça.

"Disseram que eu não estava em condições."

"Quem disse?"

"Henrique."

Dante pegou o celular.

"Bruno."

A resposta veio imediatamente.

"Sim."

"Suba."

Menos de um minuto depois, Bruno entrou.

Dante entregou a pasta.

"Quero tudo sobre Henrique Sampaio."

Bruno assentiu.

"E sobre Hospital Santa Cecília."

Dante olhou para Isabela.

"Parto de Isabela Oliveira Martins. Três meses atrás. Gêmeos Tomás e Miguel Martins."

Bruno olhou para ela.

"Entendido."

"Também quero tudo sobre Rafael Martins."

Isabela se levantou.

"Não."

Dante virou.

"Não investigue meu marido."

"Se ele morreu cinco dias depois de questionar duas mortes, eu vou investigar."

"Você não tem direito."

"Talvez não."

Dante falou baixo.

"Mas você quer saber a verdade."

Ela odiou porque ele estava certo.

Bruno saiu.

Isabela passou as mãos pelo rosto.

"Eu passei três meses tentando sobreviver."

Dante permaneceu diante dela.

"Então sobreviva mais uma noite."

"Você fala como se fosse simples."

"Não é."

Pela primeira vez, havia algo diferente na voz dele.

Isabela ergueu os olhos.

Dante olhava para Lívia.

"A mãe dela morreu há quatro meses."

Isabela ficou em silêncio.

"Durante o parto?"

"Não."

Ele não explicou.

E ela percebeu que não deveria perguntar.

Ainda.

Horas depois, Isabela estava na cozinha quando Teresa entrou.

"Não conseguiu dormir?"

"Não."

Teresa colocou água para ferver.

"Dante também não."

"Seu filho não parece dormir muito."

"Desde que Lívia nasceu, quase nada."

Teresa colocou duas xícaras sobre a mesa.

正文1

"Ele era diferente antes."

"Antes de quê?"

Teresa hesitou.

"Antes de descobrir que dinheiro não consegue impedir todas as mortes."

Isabela olhou para ela.

"Isso deveria me fazer sentir pena?"

"Não."

Teresa sentou.

"Meu filho não precisa da sua pena."

"Então do que precisa?"

Teresa sorriu tristemente.

"Talvez de alguém que não tenha medo de dizer não."

Antes que Isabela respondesse, Bruno entrou.

Seu rosto estava sério.

"Dante está no escritório."

Isabela levantou imediatamente.

No escritório, havia vários documentos espalhados pela mesa.

Dante estava em pé.

"Encontrou?"

Bruno fechou a porta.

"Os registros oficiais."

Entregou duas cópias.

CERTIDÃO DE ÓBITO.

Tomás Martins.

Miguel Martins.

Isabela reconheceu os nomes.

As datas.

A assinatura.

Henrique Sampaio.

"Eu já vi isso."

"Continue."

Bruno colocou outro documento.

"Solicitei os registros de liberação dos corpos."

Isabela ficou imóvel.

"Não existem."

Ela levantou os olhos.

"Como assim?"

"Não há registro de entrega para funerária."

Outra folha.

"Não há cremação."

Outra.

"Não há sepultamento."

Isabela começou a respirar mais rápido.

"Talvez tenham perdido os registros."

Bruno balançou a cabeça.

"De dois bebês na mesma noite?"

Dante perguntou:

"E a transferência para o necrotério?"

Bruno ficou em silêncio.

Isabela percebeu.

"Fala."

"Também não existe."

Ela segurou a mesa.

"Então onde estão meus filhos?"

Ninguém respondeu.

"ONDE ESTÃO MEUS FILHOS?"

Dante segurou seus braços antes que ela caísse.

Isabela tentou se afastar.

"Não toca em mim."

Ele soltou imediatamente.

Ela chorava agora.

"Eu enterrei duas caixas vazias?"

Bruno olhou para Dante.

Isabela percebeu.

"O quê?"

Dante ficou rígido.

"Isabela..."

"O quê?"

"Você teve funeral?"

Ela fechou os olhos.

"Rafael já estava morto. Minha irmã organizou tudo. Disseram que os caixões não poderiam ser abertos."

Dante ficou em silêncio por alguns segundos.

Então puxou uma cadeira.

"Você precisa sentar."

"Eu não preciso sentar."

"Isabela."

"Preciso saber se meus filhos estão vivos."

Dante colocou as certidões sobre a mesa.

"Eu ainda não posso dizer isso."

Ela olhou para ele.

"Mas pode dizer o quê?"

Dante sustentou seu olhar.

"Que seus filhos foram declarados mortos."

Empurrou os documentos seguintes em sua direção.

"Mas ninguém consegue provar onde estão os corpos."

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