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"Amamentei a Filha Faminta do Chefe da Máfia no Avião… E Ele Disse Que Eu Nunca Mais Voltaria Para Casa" Capítulo 2 — A Mansão Montenegro

正文开头

Isabela demorou alguns segundos para entender.

"Tentou?"

Dante permaneceu imóvel.

Ela apontou para Lívia.

"Você está dizendo que alguém fez isso de propósito?"

"É o que estamos investigando."

"Então chame a polícia."

Bruno desviou os olhos.

Isabela percebeu.

"Claro."

Ela soltou uma risada sem humor.

"Dante Montenegro não chama a polícia."

"Não quando ainda não sei em quem confiar."

"Esse é problema seu."

"Era."

Dante aproximou Lívia do peito.

"Até você alimentá-la."

Isabela sentiu um arrepio.

"Eu não contei isso para ninguém."

"Não precisa."

"Então por que eu estaria em perigo?"

"Havia nove pessoas neste avião."

Dante falou calmamente.

"Todas viram você chegar perto da minha filha. Quem fez isso vai descobrir que Lívia conseguiu se alimentar."

"Isso não me transforma em alvo."

"Você quer apostar sua vida nisso?"

Isabela ficou em silêncio.

Dante continuou.

"Quarenta e oito horas."

"O quê?"

"Fique sob minha proteção por quarenta e oito horas."

"Na sua casa?"

"Sim."

"Não."

"Isabela."

"Não use meu nome como se me conhecesse."

Dante estreitou os olhos.

Ela percebeu tarde demais.

"Como sabe meu nome?"

Bruno respondeu:

"Lista de passageiros."

Isabela olhou para ele.

"Vocês investigaram todos?"

"Antes da decolagem."

Dante respondeu sem constrangimento.

"É procedimento."

"Na sua vida talvez."

A porta finalmente abriu.

Do lado de fora havia dois carros pretos.

Isabela olhou para a pista.

Depois para os homens.

"Se eu disser não?"

Dante demorou a responder.

"Bruno leva você para onde quiser."

Aquilo a surpreendeu.

"Então posso ir?"

"Pode."

Ele fez uma pausa.

"Mas dois homens meus ficarão na porta do seu prédio."

"Isso é absurdo."

"Provavelmente."

Dante começou a descer.

"Mas você continuará viva para reclamar."

Isabela odiou perceber que tinha medo de ir embora.

Quarenta minutos depois, estava dentro de um carro seguindo em direção ao Jardim Europa.

A Mansão Montenegro ficava atrás de muros altos, árvores antigas e um sistema de segurança que parecia pertencer a uma embaixada.

Quando o portão abriu, Isabela sentiu o estômago apertar.

"Quarenta e oito horas."

Ela falou para Bruno.

"Depois eu vou embora."

"Fale com Dante."

"Estou falando com você."

"Esse é exatamente o problema."

Isabela lançou um olhar irritado.

Bruno quase sorriu.

Dentro da mansão, uma mulher de cabelos grisalhos apareceu no hall.

"Dante."

Ela foi diretamente até Lívia.

"Meu Deus. Como ela está?"

"Comeu."

A mulher parou.

"Como?"

Dante olhou para Isabela.

A mulher acompanhou seu olhar.

"Quem é ela?"

"Isabela Martins."

"Teresa Montenegro."

A senhora estendeu a mão.

"Sou mãe dele."

Isabela apertou sua mão.

Teresa olhou novamente para Lívia.

"Você conseguiu fazê-la comer?"

Isabela não respondeu imediatamente.

Dante respondeu por ela.

"Isabela amamentou Lívia."

Teresa ficou completamente imóvel.

Seus olhos suavizaram.

"Então eu lhe devo mais do que posso dizer."

"Não me deve nada."

Isabela respondeu rápido.

"Eu só quero ir para casa quando isso acabar."

Teresa olhou para o filho.

"Dante."

"Quarenta e oito horas."

"Você prometeu?"

"Prometi."

Teresa pareceu satisfeita.

"Então cumpra."

正文1

Isabela foi levada para um quarto de hóspedes no segundo andar.

Era maior que seu apartamento.

Não conseguiu descansar.

Uma hora depois, ouviu Lívia chorar.

Sentou na cama.

"Não."

O choro continuou.

Isabela levantou.

"Não faça isso."

Outro choro.

Ela abriu a porta.

Seguiu o som até o quarto do bebê.

Dante estava lá.

Sem paletó.

Sem segurança.

Sem qualquer aparência de homem poderoso.

Apenas segurando a filha.

A mamadeira permanecia intocada.

"Ela rejeitou de novo?"

Dante assentiu.

Isabela entrou.

"Me dê ela."

"Você não precisa."

"Eu sei."

Pegou Lívia.

A menina parou de chorar quase imediatamente.

Dante observou.

"Ela gosta de você."

"Ela está associando meu cheiro a comida."

"Você sempre explica tudo de forma tão fria?"

Isabela olhou para ele.

"É mais fácil."

"Do que sentir?"

A pergunta a irritou.

"Você não sabe nada sobre o que eu sinto."

Dante percebeu que havia atravessado um limite.

"Tem razão."

Isabela se sentou.

"Saia."

Ele saiu sem discutir.

Depois de alimentar Lívia, Isabela a colocou no berço.

A menina segurou seu dedo.

Aquela mão minúscula quase destruiu todas as defesas que ela havia construído.

"Não faça isso comigo."

Lívia dormiu.

Isabela limpou uma lágrima.

Ao levantar, viu uma pasta sobre a cômoda.

Não pretendia mexer.

Então leu o cabeçalho.

HOSPITAL SANTA CECÍLIA.

Seu coração parou.

Pegou a pasta.

Era um relatório pediátrico de Lívia.

Hospital Santa Cecília.

A mesma instituição.

O mesmo prédio.

Os mesmos corredores.

O lugar onde ela havia entrado grávida de dois filhos e saído sem nenhum.

Isabela folheou as páginas.

Uma assinatura apareceu no final.

Sua mão começou a tremer.

DR. HENRIQUE SAMPAIO.

Ela conhecia aquele nome.

Jamais esqueceria.

Henrique Sampaio tinha ficado ao lado de sua cama três meses antes.

Tinha segurado uma prancheta.

Tinha evitado olhar diretamente para ela.

E tinha dito:

"Sinto muito, senhora Martins. Nenhum dos dois sobreviveu."

A pasta caiu no chão.

Dante apareceu na porta.

"Isabela?"

Ela olhou para ele, pálida.

"Por que esse médico cuida da sua filha?"

Dante franziu a testa.

"Henrique?"

"Responda."

"Ele atende a família há anos."

Isabela deu um passo para trás.

"Esse homem matou meus filhos."

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