"A Empregada Que Destruiu a Cama do Chefe da Máfia" Capítulo 10 — Rosa Está Viva
O antigo prédio da Vértice Neurotecnologia ficava numa área industrial afastada de Cotia.
Abandonado por fora.
Não por dentro.
Dante percebeu isso antes mesmo de sair do carro.
Uma luz estava acesa no segundo andar.
"Você fica aqui", ele disse.
Marina cruzou os braços.
"Não."
"Não vou discutir."
"Ótimo. Então não discute."
Ela abriu a porta.
Dante segurou.
"Tem alguém tentando matar você."
"Não sabemos se estão tentando me matar."
"A mensagem na parede não pareceu um convite."
"Rosa pode estar lá."
"Bruno entra primeiro."
Marina encarou Dante.
"Se Rosa passou quatorze semanas escondida porque não confia em ninguém, acha que vai aparecer quando vir seis homens armados?"
Dante sabia que ela tinha razão.
Não gostou.
"Você fica do meu lado."
"Está bem."
"Do meu lado."
"Eu ouvi."
Entraram.
Bruno foi na frente.
O prédio ainda tinha equipamentos antigos.
Mesas cobertas por plástico.
Armários metálicos.
Cabos arrancados.
Logotipos apagados.
No segundo andar, encontraram comida.
Garrafas de água.
Cobertores.
Alguém vivia ali.
Marina chamou:
"Rosa?"
Silêncio.
"Meu nome é Marina Duarte."
Dante olhou para ela.
Marina continuou.
"Eu trabalho na mansão Montenegro."
Uma voz respondeu do fundo.
"Não trabalha mais."
Marina congelou.
Uma mulher apareceu atrás de uma porta.
Cabelos grisalhos presos de qualquer jeito.
Rosto magro.
Olhos cansados.
Segurava uma barra de ferro.
Marina reconheceu pela fotografia do cadastro.
"Rosa?"
A mulher olhou para Dante.
A barra caiu de sua mão.
"Senhor Dante."
Dante ficou imóvel.
"Você está viva."
Rosa começou a chorar.
"Desculpe."
Marina se aproximou devagar.
"Foi você quem mandou as mensagens?"
Rosa balançou a cabeça.
"Não."
"A chave?"
"Sim."
"Como?"
"Deixei antes de fugir."
Dante perguntou:
"Por que fugiu?"
Rosa olhou para Bruno.
Depois para Ricardo, que permanecera do lado de fora.
"Porque achei que ninguém acreditaria."
"Eu teria acreditado."
"Não naquela época."
A resposta atingiu Dante.
Rosa enxugou o rosto.
"O senhor mal conseguia dormir. Estava irritado. Confuso. Henrique dizia para todos que era estresse."
"Você encontrou os aparelhos."
"Um."
"Por que não tirou?"
"Porque eu queria descobrir quem colocou."
Marina perguntou:
"E descobriu?"
Rosa olhou para ela.
"Sim."
O silêncio ficou absoluto.
"Quem?"
Rosa caminhou até um armário.
Retirou uma pasta.
Na capa estava escrito:
LÍVIA AZEVEDO.
Não Montenegro.
Azevedo.
Dante abriu.
Fotografias antigas.
Documentos.
Certidões.
Uma imagem de uma menina ao lado de um homem de jaleco.
Marina apontou.
"Quem é?"
"Augusto Azevedo", Rosa respondeu.
"Um dos pesquisadores da Vértice."
Dante reconheceu o sobrenome.
"Ele foi processado."
"Foi."
"Meu pai denunciou ele."
Rosa assentiu.
"Augusto assumiu publicamente a responsabilidade pelos testes não autorizados."
Dante passou pelas folhas.
"O que isso tem a ver com Lívia?"
Rosa apontou para a menina.
"Ela é filha dele."
Dante levantou os olhos.
"Não."
"Ela usou o sobrenome da mãe depois."
Rosa colocou outra fotografia.
Lívia mais jovem.
Era ela.
"Ricardo sabe?", Marina perguntou.
"Não acredito."
Dante ficou em silêncio.
Rosa continuou:
"Augusto perdeu a licença. O casamento acabou. Ficou endividado."
"E Lívia culpa minha família."
"Ela culpa seu pai."
Dante fechou a pasta.
"Meu pai encerrou um projeto perigoso."
"Para ela, ele destruiu o pai dela para proteger o próprio nome."
"Isso é verdade?"
Rosa hesitou.
"Não sei."
Era importante.
Não havia uma resposta simples.
"Os documentos mostram que seu pai denunciou os testes", Rosa disse. "Também mostram que Augusto assinou relatórios. Mas existem arquivos faltando."
Dante respirou fundo.
"Então Lívia entrou na minha família por vingança."
"Ela conheceu Ricardo anos depois."
"Você acha que foi planejado?"
"Eu não posso provar quando o plano começou."
Marina olhou para Rosa.
"Mas consegue provar o resto?"
Rosa abriu outro armário.
Havia discos rígidos.
Cópias de mensagens.
Registros financeiros.
Fotografias.
"Ela reativou parte da tecnologia."
Bruno examinou.
"Com ajuda de Henrique."
"Henrique alterava os relatórios."
"E os aparelhos?"
"Outra pessoa instalou."
"Quem?"
Rosa mostrou uma fotografia.
Um técnico contratado durante uma reforma.
"Ele recebeu dinheiro de uma empresa ligada a Lívia."
Dante fechou os olhos.
Tudo tinha sido construído em camadas.
Nenhuma pessoa sabia tudo.
Henrique cuidava dos exames.
O técnico instalava os aparelhos.
Empresas escondiam o dinheiro.
Documentos eram trocados.
Ricardo aparecia como beneficiário.
Se o plano desse certo, Dante perderia o controle.
E Ricardo pareceria culpado.
"Ela queria destruir os dois", Marina disse.
Rosa assentiu.
"Dante perderia a empresa."
"E Ricardo?"
"Seria acusado de ter provocado tudo."
Dante ficou frio.
"Lívia ficaria com o quê?"
Rosa abriu um último documento.
"Com as ações de Ricardo depois que ele fosse afastado."
Marina entendeu.
"Ela não precisava assumir a empresa diretamente."
"Não."
"Precisava destruir os dois homens antes."
Um barulho veio do andar inferior.
Bruno ergueu a arma.
"Temos companhia."
Passos.
Dante colocou Marina atrás de si.
Rosa recuou.
Uma voz feminina ecoou pelo prédio.
"Finalmente."
Dante reconheceu.
"Lívia."
Ela apareceu no corredor.
Elegante.
Calma.
Sem arma visível.
Ricardo surgiu atrás dos seguranças.
Quando viu a esposa, parou.
"Lívia."
Ela olhou para ele.
Por um segundo, alguma emoção atravessou seu rosto.
"Você não deveria ter vindo."
Ricardo parecia incapaz de compreender.
"Você fez isso?"
Lívia não respondeu.
"Você usou meu nome?"
Silêncio.
"Você tentou destruir meu primo e colocar a culpa em mim?"
"Eu precisava do seu acesso."
Ricardo recuou como se tivesse levado um golpe.
"Nosso casamento..."
Lívia fechou os olhos.
"Não começou por amor."
Ricardo ficou imóvel.
Ela continuou:
"Mas isso não significa que tudo foi mentira."
"Não diga isso."
"Lívia", Dante interrompeu.
Ela olhou para ele.
"Quatro meses."
"Seu pai tirou vinte anos do meu."
"Eu não sou meu pai."
"Não."
Lívia sorriu com tristeza.
"Você só herdou tudo o que ele salvou destruindo o meu."
Dante não se moveu.
"Então você queria me matar?"
"Não."
A resposta veio imediatamente.
"Se eu quisesse você morto, estaria morto."
Marina sentiu um arrepio.
Lívia apontou para Dante.
"Eu queria que você sentisse o que meu pai sentiu."
"Que era?"
"Perder tudo enquanto as pessoas olhavam para você e diziam que o problema era você."
Dante ficou em silêncio.
Lívia continuou:
"Sua empresa. Seu nome. Sua autoridade. Sua capacidade de confiar na própria cabeça."
Marina finalmente entendeu a crueldade completa do plano.
Não era assassinato.
Era desmonte.
Pouco a pouco.
No momento em que Dante estivesse enfraquecido o suficiente, os documentos fariam o resto.
Ricardo seria culpado.
Lívia ficaria com o que sobrasse.
"Acabou", Dante disse.
Lívia olhou para Rosa.
"Não."
Então todas as luzes se apagaram.
Um segundo depois, uma porta metálica bateu.
Bruno gritou:
"Lívia!"
Quando a iluminação de emergência acendeu, ela havia desaparecido.
Rosa correu para a janela.
"Tem um túnel de manutenção."
Dante virou.
"Para onde?"
Rosa apontou para o mapa.
"Saída dos fundos."
Bruno correu.
Marina olhou para a mesa.
A pasta de Lívia continuava ali.
Mas havia outra coisa.
Um pequeno controle remoto.
Uma luz vermelha piscava.
Marina pegou.
Rosa empalideceu.
"Não toca!"
Marina congelou.
"Por quê?"
Rosa apontou para a tela.
Havia seis sinais ativos.
Dante aproximou-se.
"Seis?"
Rosa assentiu.
"Os aparelhos da sua cama eram apenas o primeiro conjunto."
Dante ficou imóvel.
Marina olhou para o visor.
Os outros sinais estavam ativos.
E todos vinham da mansão Montenegro.
você pode gostar
-
TerminadoCapítulo 5
Papai bilionário do bebê
Uma noite de amor que jamais seria esquecida. Ela dormiu com um bilionário. Apenas Jessica não sabia disso na época, outra coisa que ela não sabia é que, ao sair daquele apartamento de luxo, ela carregaria o herdeiro de uma empresa multibilionária.Moderno08 9 -
TerminadoCapítulo 4
Paixão e Domínio: Ex-esposa do CEO
Tudo o que pode levar é um escândalo para despedaçar uma história de amor de 15 anos. Conheça os Barnes. Angelina (Angel) e James Buchanan Barnes IV (Bucky). Seu romance antes de conto de fadas foi destruído. Mas quando a verdade vier à tona, eles serão capazes de reparar o estrago ou estará tão danificado que não poderá ser consertado?Moderno08 11 -
TerminadoCapítulo 2
Depois do falecimento do meu marido, eu enfrentei a amante com astúcia
Meu marido Joaquim sofreu um acidente de carro, ficou gravemente ferido e à beira da morte. O médico disse que salvá-lo teria pouco significado, então me preparei psicologicamente. Eu estava bem preparada e fiz um gesto com a mão: "Não vou dar mais problemas ao hospital, desistindo do tratamento." Obtive o atestado de óbito, encerrei a conta, levei-o ao crematório e, após seis horas, ele se tornou um monte de cinzas. Eu bato na urna de cinzas e digo: "Joaquim, oh Joaquim, você realmente era uma boa pessoa!" Joaquim tinha uma fortuna, partiu jovem e não deixou testamento. Recebi dois terços de toda a herança. Existe alguém mais atencioso do que Joaquim?Moderno08 4