"A Empregada Que Destruiu a Cama do Chefe da Máfia" Capítulo 7 — Meu Próprio Sangue
Ricardo Montenegro entrou na mansão às onze e dez.
Não veio sozinho.
Dois homens ficaram do lado de fora.
Ricardo entrou no escritório e encontrou Dante sentado atrás da mesa.
Bruno estava junto à janela.
Marina observava por uma câmera interna instalada por Marcelo.
Ricardo tinha quarenta e dois anos.
Elegante.
Seguro.
O mesmo sobrenome.
O mesmo tipo de presença que fazia pessoas abrirem espaço.
Ele colocou as chaves do carro sobre a mesa.
"Bruno disse que era urgente."
Dante empurrou a pasta.
Ricardo abriu.
Leu.
Seu rosto não mudou.
"Onde conseguiu isso?"
"Não importa."
"Importa se está me acusando."
"Estou?"
Ricardo olhou para o primo.
"Você não precisaria me chamar se não estivesse."
Dante levantou.
"Você transferiu quase cinco milhões para uma empresa ligada à Vértice."
"Sim."
Bruno virou o rosto.
Dante também pareceu surpreso com a facilidade.
"Você admite?"
"Não tenho motivo para negar."
"Por quê?"
Ricardo fechou a pasta.
"Porque eu estava investigando."
Dante riu sem humor.
"Claro."
"Quer ouvir ou já decidiu?"
"Fala."
Ricardo se levantou.
"Seis meses atrás, encontrei pagamentos antigos em uma empresa do seu pai."
Dante ficou imóvel.
"Não coloque meu pai nisso."
"Foi ele quem colocou."
Ricardo abriu o próprio telefone.
Mostrou fotografias de documentos.
"Vértice não morreu há doze anos."
Dante aproximou-se.
"Explica."
"Fechou oficialmente. A tecnologia não desapareceu."
Ricardo deslizou a tela.
"Alguém continuou comprando componentes."
"Quem?"
"Eu tentei descobrir."
"Com quatro milhões?"
"Eu comprei uma das empresas intermediárias."
Bruno perguntou:
"Por que não contou ao Dante?"
Ricardo olhou para ele.
"Porque eu não sabia em quem confiar."
Dante ficou frio.
"Nem em mim?"
"Principalmente em você."
Silêncio.
Ricardo continuou:
"Você começou a dormir mal. Começou a faltar reuniões. Henrique dizia que era estresse."
"Você sabia?"
"Sabia que alguma coisa estava errada."
"E ficou quieto."
"Porque cada vez que eu chegava perto de uma resposta, alguém apagava rastros."
Dante se aproximou.
"Rosa Ferreira."
Ricardo hesitou.
"Conheço o nome."
"Ela desapareceu."
"Eu sei."
"Você falou com ela?"
Ricardo ficou em silêncio.
Dante bateu a mão na mesa.
"Falou?"
"Sim."
Bruno se moveu.
Dante não.
"Quando?"
"Três dias antes de ela desaparecer."
"Sobre o quê?"
"A cabeceira."
Dante ficou completamente imóvel.
Marina, vendo tudo pela tela, prendeu a respiração.
"Ela tinha percebido um ruído."
Ricardo continuou.
"Rosa me procurou porque achou que alguém estava mexendo no seu quarto."
"Por que ela procuraria você?"
"Porque tinha medo de Bruno."
Bruno deu um passo.
"De mim?"
"Ela não sabia quem estava envolvido."
"Então por que confiar em você?"
Ricardo olhou para Dante.
"Porque eu era família."
A frase doeu mais do que deveria.
Marina percebeu no rosto de Dante.
Rosa confiara em alguém.
Depois desaparecera.
Ricardo colocou outro documento sobre a mesa.
"Eu disse a Rosa para não tocar em nada."
"Depois?"
"Ela sumiu."
"Você não achou importante me contar?"
"Eu achei que ela tivesse fugido."
"Por quê?"
"Porque me enviou uma mensagem."
Ricardo mostrou o telefone.
Uma captura antiga.
PRECISO IR EMBORA. NÃO ME PROCURE.
Dante leu.
"Pode ser falsa."
"Eu sei disso agora."
Bruno perguntou:
"Quem mais sabia da investigação?"
Ricardo hesitou.
"Minha esposa."
Dante levantou os olhos.
"Lívia?"
"Ela sabia que eu estava investigando contas antigas. Não sabia dos detalhes."
"Mais alguém?"
"Henrique."
Dante fechou os olhos por um segundo.
Ricardo percebeu.
"O que ele fez?"
"Isso não importa agora."
"Claro que importa."
Dante abriu a pasta com os relatórios adulterados.
Ricardo leu.
Sua expressão finalmente mudou.
"Filho da mãe."
"Você não sabia?"
"Não."
"Conveniente."
Ricardo ergueu os olhos.
"Você realmente acha que eu faria isso?"
Dante não respondeu.
Ricardo riu.
"Vinte e oito anos."
"O quê?"
"É o tempo que eu estou ao seu lado."
"Isso não prova nada."
"Não."
Ricardo assentiu.
"Mas deveria significar alguma coisa."
Dante desviou o olhar.
Marina sentiu o peso daquela frase.
Ricardo abriu outra imagem no telefone.
"Tem uma coisa que nunca mostrei."
Ele colocou o aparelho sobre a mesa.
Uma fotografia antiga.
Três pessoas diante de um prédio.
O pai de Dante.
Henrique muito mais jovem.
E uma mulher.
Dante pegou o telefone.
Seu rosto mudou.
"Não."
Ricardo assentiu.
"Sim."
Bruno aproximou-se.
Marina ampliou a imagem na tela.
Reconheceu imediatamente.
Teresa Almeida.
A governanta da mansão.
Dante olhou para Ricardo.
"De onde veio isso?"
"Arquivo da Vértice."
"Por que Teresa estava lá?"
"Pergunte a ela."
Dante saiu do escritório.
Marina deixou o esconderijo e seguiu.
Encontraram Teresa na sala de jantar.
Ela viu a fotografia na mão de Dante.
E parou.
O pano caiu de seus dedos.
"Teresa."
Ela não respondeu.
Dante colocou a fotografia sobre a mesa.
"Quero a verdade."
Teresa olhou para a imagem.
Seus olhos se encheram de lágrimas.
"Dante..."
"Agora."
Ela fechou os olhos.
Quando voltou a abri-los, parecia vinte anos mais velha.
"Seu pai me fez prometer."
"Prometer o quê?"
Teresa olhou para Marina.
Depois para Bruno.
Por último, Dante.
"Que você nunca descobriria o que realmente aconteceu na Vértice."
Dante ficou imóvel.
"Então comece do início."
Teresa respirou fundo.
"Seu pai não comprou a Vértice para ganhar dinheiro."
"Então por quê?"
"Para fechá-la."
O silêncio caiu sobre a sala.
Teresa segurou a borda da mesa.
"E porque, quando ele percebeu o que aquela tecnologia podia fazer, já era tarde demais."
você pode gostar
-
TerminadoCapítulo 5
Papai bilionário do bebê
Uma noite de amor que jamais seria esquecida. Ela dormiu com um bilionário. Apenas Jessica não sabia disso na época, outra coisa que ela não sabia é que, ao sair daquele apartamento de luxo, ela carregaria o herdeiro de uma empresa multibilionária.Moderno08 9 -
TerminadoCapítulo 4
Paixão e Domínio: Ex-esposa do CEO
Tudo o que pode levar é um escândalo para despedaçar uma história de amor de 15 anos. Conheça os Barnes. Angelina (Angel) e James Buchanan Barnes IV (Bucky). Seu romance antes de conto de fadas foi destruído. Mas quando a verdade vier à tona, eles serão capazes de reparar o estrago ou estará tão danificado que não poderá ser consertado?Moderno08 11 -
TerminadoCapítulo 2
Depois do falecimento do meu marido, eu enfrentei a amante com astúcia
Meu marido Joaquim sofreu um acidente de carro, ficou gravemente ferido e à beira da morte. O médico disse que salvá-lo teria pouco significado, então me preparei psicologicamente. Eu estava bem preparada e fiz um gesto com a mão: "Não vou dar mais problemas ao hospital, desistindo do tratamento." Obtive o atestado de óbito, encerrei a conta, levei-o ao crematório e, após seis horas, ele se tornou um monte de cinzas. Eu bato na urna de cinzas e digo: "Joaquim, oh Joaquim, você realmente era uma boa pessoa!" Joaquim tinha uma fortuna, partiu jovem e não deixou testamento. Recebi dois terços de toda a herança. Existe alguém mais atencioso do que Joaquim?Moderno08 4