localização atual: Novela Mágica A Empregada Que Destruiu a Cama do Chefe da Máfia Capítulo 4 — Atrás do Guarda-Roupa
标题上

"A Empregada Que Destruiu a Cama do Chefe da Máfia" Capítulo 4 — Atrás do Guarda-Roupa

正文开头

Uma mão agarrou Marina pelo braço.

Ela tentou gritar.

"Sou eu."

Dante.

Marina bateu contra o peito dele.

"Meu Deus!"

"Quieto."

"Você quase me matou!"

"Tem alguém aqui."

A voz dele mudou tudo.

Bruno apareceu atrás com uma lanterna.

Dois seguranças seguiram.

"Para onde foi?"

Marina apontou.

"Eu ouvi passos."

Bruno avançou.

Dante manteve Marina atrás dele.

A equipe vasculhou o corredor.

Encontraram uma porta aberta no fim da passagem.

Ela levava ao jardim lateral.

Quem estivera ali já havia fugido.

Bruno ficou furioso.

"Como essa porta não estava no sistema?"

Dante respondeu:

"Porque alguém quer que você continue fazendo essa pergunta."

Quando voltaram à mansão, Marcelo Ferraz já os esperava.

Ele era diretor técnico do Grupo Montenegro e uma das poucas pessoas que Dante permitira examinar os módulos retirados da cabeceira.

Marcelo espalhou fotografias sobre a mesa do escritório.

"Tenho uma resposta."

Dante sentou.

Marina ficou perto da porta.

Marcelo olhou para ela.

"Isso é confidencial."

"Ela fica", Dante disse.

Marcelo não discutiu.

"Os aparelhos não são câmeras."

"Então o que são?"

"Transdutores."

Bruno franziu a testa.

"Traduz."

"Geram vibrações em frequências muito baixas."

Marina sentiu um aperto no estômago.

"O pulso."

Marcelo assentiu.

"Exatamente."

Dante permaneceu em silêncio.

"Algumas frequências podem ser difíceis de perceber conscientemente", Marcelo explicou. "Dependendo da intensidade e do tempo de exposição, podem causar desconforto, perturbação do sono, dor de cabeça e dificuldade de concentração."

"Por quatro meses?", Marina perguntou.

"Se fossem usados regularmente, a exposição ambiental poderia contribuir para sintomas persistentes. Mas eu não vou fingir que consigo atribuir tudo o que aconteceu com Dante somente a esses aparelhos."

Dante apoiou os braços na mesa.

"Então alguém colocou seis deles exatamente atrás da minha cabeça por coincidência?"

"Não."

Marcelo respirou fundo.

"Foram posicionados deliberadamente."

Bruno apontou para as fotos.

"Podem ter causado a insônia?"

"Podem ter interferido no sono. Para afirmar quanto, precisaríamos reconstruir as condições."

Dante soltou uma risada seca.

"Quatro meses de médicos me dizendo que era estresse."

Marina olhou para ele.

Ali estava a verdadeira ferida.

Não era apenas o cansaço.

Era saber que alguém o fizera duvidar do próprio corpo.

Talvez da própria mente.

"Tem mais", Marcelo disse.

Dante levantou os olhos.

"Os módulos estavam conectados a um controlador."

"Encontramos?"

"Não."

"Então?"

"Os aparelhos desligaram praticamente no mesmo momento em que a cabeceira foi aberta."

Bruno se inclinou.

"Automático?"

"Pode ser."

Marcelo hesitou.

"Ou remoto."

Silêncio.

Marina entendeu primeiro.

"Alguém viu."

Marcelo assentiu.

"Ou recebeu um alerta."

A fotografia enviada minutos depois agora fazia ainda mais sentido.

Alguém não apenas monitorava Dante.

Monitorava o sistema.

E monitorava Marina.

Dante levantou.

"Quero Henrique aqui."

Bruno perguntou:

"Agora?"

"Agora."

Dr. Henrique Sampaio chegou uma hora depois.

Quarenta e oito anos.

Cabelos grisalhos.

Terno impecável.

Expressão preocupada.

Ele abraçou Dante como velho amigo.

Marina observou.

"Você deveria estar descansando", Henrique disse.

Marina quase riu.

Era exatamente o que todos diziam.

Dante permaneceu frio.

正文1

"Quero novos exames."

"Claro."

"Todos."

Henrique franziu a testa.

"Aconteceu alguma coisa?"

Dante sustentou o olhar.

"Eu dormi mal."

Henrique sorriu de leve.

"Isso não é novidade."

Marina percebeu uma coisa.

Dante também.

O médico não sabia que os aparelhos tinham sido encontrados.

Pelo menos não demonstrou saber.

"Vamos mudar sua medicação", Henrique disse.

"Não."

"Dante..."

"Sem remédio."

Henrique parou.

"Você está tomando decisões com privação grave de sono."

Marina observou o rosto de Dante endurecer.

"Está dizendo que não posso confiar nas minhas decisões?"

"Estou dizendo que seu cérebro precisa descansar."

"Interessante."

Henrique percebeu alguma coisa no tom.

"Por quê?"

Dante sorriu sem humor.

"Nada."

O médico saiu vinte minutos depois.

Bruno apareceu imediatamente.

"Ele fez três ligações assim que entrou no carro."

"Para quem?"

"Uma para o hospital. Uma para o consultório."

"E a terceira?"

"Número não identificado."

Dante olhou para Marina.

Ela pensou no caderno de Rosa.

DOUTOR.

"Seguimos?", Bruno perguntou.

"Sim."

Naquela noite, Dante não voltou ao quarto principal.

Bruno preparou uma suíte no outro lado da mansão.

Tudo foi inspecionado.

Paredes.

Móveis.

Sistema elétrico.

Colchão.

Nenhum dispositivo.

Marina entrou para colocar lençóis novos.

Dante estava sentado numa poltrona.

"Pode deixar."

"É meu trabalho."

"Você fala isso quando quer fazer alguma coisa que eu não pedi."

"Está aprendendo."

Ela terminou de arrumar a cama.

Dante não se aproximou.

Marina percebeu.

"Está com medo."

O olhar dele ficou gelado.

"Escolha melhor as palavras."

"Não falei que é covarde."

"Então não use essa palavra."

Marina ficou diante dele.

"Durante quatro meses, toda vez que tentou dormir, seu corpo provavelmente aprendeu que alguma coisa ruim acontecia."

Dante não respondeu.

"Não precisa provar nada para ninguém entrando naquela cama."

"Nem para você?"

"Principalmente para mim."

Ele olhou para ela por alguns segundos.

Depois se levantou.

Caminhou até a cama.

Sentou.

Nada aconteceu.

Marina puxou a cortina.

"Boa noite."

"Vai ficar?"

Ela virou.

Dante parecia irritado com a própria pergunta.

"Se quiser."

"Não quero."

"Então vou embora."

Marina caminhou até a porta.

"Marina."

Ela parou novamente.

"Fica até eu dormir."

A voz dele saiu tão baixa que parecia pertencer a outro homem.

Marina não sorriu.

Não fez piada.

Apenas puxou uma cadeira.

"Está bem."

Dante deitou.

Ficou olhando para o teto.

Cinco minutos.

Dez.

Vinte.

Marina permaneceu em silêncio.

Em algum momento, a respiração dele mudou.

Pela primeira vez desde que ela o conhecera, o rosto de Dante perdeu a tensão.

Ele dormiu.

Marina olhou o relógio.

Uma hora.

Depois duas.

Ela percebeu a importância daquilo.

Quatro meses.

Dante Montenegro finalmente estava dormindo.

Marina levantou devagar.

Saiu sem fazer barulho.

No corredor, seu celular vibrou.

Número desconhecido.

Uma mensagem.

VOCÊ QUER SABER ONDE ROSA ESTÁ?

Marina parou.

Outra mensagem apareceu.

Uma fotografia de uma porta antiga.

Número 17.

A chave.

Marina sentiu o coração acelerar.

Terceira mensagem:

AMANHÃ. 06:00.

Depois:

VENHA SOZINHA.

Marina olhou para a porta do quarto de Dante.

Ele finalmente dormia.

Se acordasse Bruno, poderiam perder a única pista concreta sobre Rosa.

Ela tomou uma decisão.

Às cinco e vinte da manhã, Marina deixou a mansão pela saída de serviço.

Não percebeu o carro preto que começou a segui-la.

Duas horas depois, Dante acordou.

Por alguns segundos, não entendeu o que havia acontecido.

Então viu o relógio.

Ele tinha dormido.

Mais de duas horas seguidas.

"Marina?"

Nenhuma resposta.

Dante sentou.

A cadeira estava vazia.

Saiu para o corredor.

"Marina?"

Bruno apareceu.

"O que houve?"

"Cadê ela?"

Bruno franziu a testa.

"Não está com o senhor?"

Dante voltou ao quarto.

Foi então que viu alguma coisa no chão.

Um celular.

O telefone reserva que Bruno havia dado a Marina.

A tela acendeu.

Uma mensagem ainda estava aberta.

VOCÊ QUER SABER ONDE ROSA ESTÁ?

Abaixo havia a fotografia da porta número 17.

Dante levantou os olhos.

Toda a tranquilidade de duas horas de sono desapareceu.

"Bruno."

"Senhor?"

"Localize Marina."

Bruno pegou o próprio telefone.

"Agora."

Dante olhou novamente para a mensagem.

VENHA SOZINHA.

Sua expressão mudou.

"Ela foi atrás de Rosa."

Bruno começou a dar ordens pelo rádio.

Dante pegou o casaco.

"Prepare o carro."

"Senhor, não sabemos se é uma armadilha."

Dante abriu a porta.

"É claro que é."

Bruno o seguiu.

"Então por que está indo?"

Dante parou apenas uma vez.

Olhou para o telefone de Marina em sua mão.

E respondeu:

"Porque ela foi sozinha."

下一张上
下一章下

você pode gostar

Compartilhar Link

Copie o link abaixo para compartilhar com seus amigos:

页面底部