localização atual: Novela Mágica A Filha da Empregada Quebrou a Regra Mais Temida do Chefe da Máfia Capítulo 9 — A Verdade Sobre Rafael
标题上

"A Filha da Empregada Quebrou a Regra Mais Temida do Chefe da Máfia" Capítulo 9 — A Verdade Sobre Rafael

正文开头

Isabela olhou para a própria fotografia na tela do celular.

Uniforme preto.

Avental branco.

Sofia ao seu lado.

A imagem havia sido tirada diante da Mansão Montenegro sem que ela percebesse.

A manchete estava acima:

FUNCIONÁRIA DO GRUPO MONTENEGRO É INVESTIGADA POR ROUBO DE DOCUMENTOS E FRAUDE MILIONÁRIA.

"Isso é mentira."

Sua voz quase não saiu.

Dante pegou o aparelho das mãos de Bruno.

Leu a matéria.

A reportagem dizia que uma funcionária doméstica havia obtido acesso privilegiado à residência de Dante Montenegro e possivelmente roubado informações confidenciais.

Não citava Rafael.

Não citava Marcelo.

Não citava os quatro milhões e oitocentos mil reais.

Transformava Isabela em uma oportunista.

"Como conseguiram publicar isso tão rápido?", perguntou Ricardo.

Marcos respondeu:

"Porque já estava preparado."

Dante ergueu os olhos.

"Marcelo sabia que chegaríamos até aqui."

"Não", disse Marcos. "Ele sabia que um dia alguém chegaria."

Isabela continuava olhando para a tela.

"Usaram Sofia."

Dante percebeu o que realmente a abalara.

Não era sua própria fotografia.

Era a da filha.

"Bruno."

"Sim."

"Tire Sofia da internet."

"Vou acionar o jurídico."

"Não estou pedindo."

Bruno assentiu.

"Entendido."

Isabela olhou para Dante.

"Eu preciso voltar."

"Para a mansão?"

"Para Sofia."

"Vamos."

Marcos segurou o braço de Dante antes que ele saísse.

"Ainda falta uma coisa."

Dante virou-se.

Marcos abriu a caixa metálica novamente.

No fundo havia um envelope pequeno.

"Rafael me pediu para entregar isso apenas se alguém tentasse culpar Isabela."

Ela ficou imóvel.

"Meu nome estava nisso?"

"Desde o início."

Marcos entregou o envelope.

Dentro havia cópias de transferências bancárias.

Uma delas chamou a atenção de Dante.

O destinatário era **MFA Consultoria Ltda.**

"Conhece?", perguntou Isabela.

"Não."

Ricardo se aproximou.

"Eu conheço."

Todos olharam para ele.

"Era uma empresa do pai de Marcelo. Foi fechada há anos."

Marcos assentiu.

"Oficialmente."

Os pagamentos continuaram por quase cinco anos.

Milhões de reais.

Rafael havia rastreado parte do dinheiro.

Ele saía de obras ligadas ao Grupo Montenegro, passava por fornecedores falsos e terminava em empresas controladas por Marcelo.

Mas havia algo pior.

Alguns pagamentos não correspondiam apenas a desvios.

Eram cobranças por contratos que jamais deveriam existir.

Dante folheou as cópias.

"Ele estava usando meus empreendimentos para movimentar dinheiro."

"Sem sua autorização", disse Marcos.

"E Rafael descobriu."

"Sim."

Isabela apertou a carta do marido.

"Então ele matou Rafael por dinheiro."

Marcos demorou a responder.

"Por sobrevivência."

Ela o encarou.

"Não tente diminuir o que ele fez."

"Não estou diminuindo."

Marcos apontou para os documentos.

"Se Rafael entregasse isso, Marcelo perderia dinheiro, empresas e liberdade. Mas também entregaria pessoas que trabalhavam com ele."

"Quem?"

"Não sei todos."

Dante fechou a pasta.

"Não importa."

Ricardo franziu a testa.

"Claro que importa."

"Para a polícia, sim. Para mim, neste momento, importa provar que Isabela não entrou no sistema."

Bruno recebeu outra mensagem.

"Dante, a matéria está se espalhando."

Isabela fechou os olhos.

"Eu sabia."

"O quê?"

"Que isso aconteceria."

Dante olhou para ela.

正文1

"Passei três anos ouvindo que Rafael tinha cometido um erro. Que provavelmente não seguiu o procedimento. Que acidentes acontecem."

Sua voz começou a falhar.

"Agora vão fazer a mesma coisa comigo."

"Não."

Ela riu amargamente.

"Você ainda não entendeu como funciona para alguém como eu."

"Explique."

Isabela apontou para o próprio uniforme.

"Eu sou a empregada."

Dante ficou em silêncio.

"Você é Dante Montenegro. Se disser alguma coisa, as pessoas escutam. Se eu disser, perguntam o que fiz para entrar na sua casa."

Ele não respondeu.

"Marcelo sabe disso."

Isabela enxugou uma lágrima.

"Por isso me escolheu."

---

Quando chegaram à mansão, havia jornalistas diante dos portões.

Isabela se abaixou no banco.

"Meu Deus."

Câmeras.

Microfones.

Carros.

Dante não diminuiu.

O portão se abriu.

O carro entrou.

Sofia correu para Isabela assim que ela atravessou a porta principal.

"Mamãe!"

Isabela a pegou no colo.

"Você está bem?"

"Estou."

Dona Teresa veio atrás.

"Ela não viu as notícias."

"Obrigada."

Sofia tocou o rosto da mãe.

"Você chorou."

"Um pouquinho."

"Foi o homem ruim?"

Isabela não conseguiu responder.

Dante se agachou ao lado delas.

"Ei."

Sofia olhou para ele.

"Você prometeu cuidar dela."

A frase atingiu Dante.

"Eu sei."

"Então cuida."

"Vou cuidar."

Isabela o encarou.

Não havia teatralidade na voz dele.

Dante se levantou.

"Bruno, escritório."

Ricardo e Marcos entraram.

O especialista de segurança já aguardava.

"Quero saber como usaram o acesso de Isabela."

O homem parecia desconfortável.

"Há um problema."

"Qual?"

"O usuário dela existe."

Isabela franziu a testa.

"Eu nunca tive usuário."

"Exatamente."

Dante entendeu.

"Quando foi criado?"

"Há quatro meses."

"Por quem?"

O especialista virou o notebook.

**Administrador responsável: M. Ferraz.**

Ricardo soltou o ar.

"Marcelo preparou isso quatro meses atrás."

Isabela sentiu um frio no estômago.

Quatro meses.

Ela ainda nem sequer encontrara a fotografia de Rafael com Dante.

Marcelo já sabia.

Já a observava.

Dante falou:

"Ele sabia por que ela estava aqui."

Marcos concordou.

"Provavelmente desde o primeiro dia."

Bruno recebeu uma chamada.

"Encontramos Marcelo."

Dante levantou-se.

"Onde?"

"Ele está indo para Congonhas."

"Impeça."

"Polícia?"

Dante olhou para Isabela.

Durante anos, sua primeira reação teria sido resolver aquilo de outra maneira.

Mas Rafael morrera porque homens poderosos acreditavam que podiam decidir tudo sozinhos.

Dante não repetiria o erro.

"Polícia."

Ricardo pareceu surpreso.

Dante pegou a pasta.

"Entregue cópia de tudo."

Bruno saiu.

Isabela permaneceu abraçada a Sofia.

Pela primeira vez, havia uma possibilidade real de terminar.

Então Marcos falou:

"Ele não vai embarcar."

Dante virou-se.

"Como sabe?"

"Marcelo não foge quando acha que ainda pode vencer."

O telefone fixo do escritório tocou.

Ninguém se moveu.

Dante atendeu.

"Sim?"

O segurança do portão falou:

"Senhor Montenegro..."

"Fale."

"Marcelo Ferraz está aqui."

Dante ficou imóvel.

"Ele quer entrar."

"Está sozinho?"

"Sim."

Dante olhou para Isabela.

"Ele disse por quê?"

O segurança hesitou.

"Disse que veio contar à senhora Isabela por que Rafael realmente precisou morrer."

下一张上
下一章下

você pode gostar

Compartilhar Link

Copie o link abaixo para compartilhar com seus amigos:

页面底部