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"A Filha da Empregada Quebrou a Regra Mais Temida do Chefe da Máfia" Capítulo 7 — Onde Está Sofia?

正文开头

"Fechem o portão da frente!"

A voz de Dante ecoou pelo hall.

"Bruno, ninguém sai desta propriedade."

"Já está fechado."

"Quero todos os carros revistados."

Isabela segurava o laço da filha.

"Ela estava aqui."

Dona Teresa chegou correndo.

"Meu Deus."

Isabela virou-se para ela.

"Você levou Sofia."

"Levei."

"Para onde?"

"Para a biblioteca."

"E depois?"

Dona Teresa empalideceu.

"Ela ficou comigo."

"Não ficou!"

"Isabela, eu juro..."

Dante interrompeu.

"Teresa, comece do início."

A mulher respirou.

"Sofia disse que queria desenhar. Levei-a até a biblioteca. Então ouvi alguém tentando abrir a porta do corredor."

"Quem?"

"Não vi."

"E você deixou Sofia?"

"Não."

Dona Teresa hesitou.

"Levei-a para outro lugar."

Isabela agarrou seu braço.

"Que lugar?"

"Eu precisava ter certeza de que ninguém estava seguindo."

"ONDE ESTÁ MINHA FILHA?"

Dante segurou Isabela.

"Deixe Teresa falar."

Ela se soltou.

"Não encoste em mim."

Dante recuou.

Teresa estava chorando.

"Na capela antiga."

Todos ficaram em silêncio.

"Que capela?", perguntou Isabela.

Dante virou-se imediatamente.

A Mansão Montenegro fora construída sobre uma propriedade muito mais antiga.

Na ala oeste existia uma pequena capela familiar fechada havia anos.

Dante correu.

Isabela foi atrás.

A porta estava trancada.

Dante pegou a chave de emergência com Bruno.

Abriu.

"Sofia!"

Silêncio.

Isabela entrou.

"Sofia?"

Um movimento veio detrás do altar.

A menina apareceu abraçada a uma boneca.

"Mamãe?"

Isabela caiu de joelhos.

Sofia correu.

As duas se abraçaram.

Isabela chorou contra os cabelos da filha.

"Não faz mais isso comigo."

"Eu fiquei escondida."

"Eu sei."

Dona Teresa entrou.

"Me perdoe."

Isabela olhou para ela.

"Por que não contou a ninguém?"

"Porque não sabia em quem confiar."

Dante ouviu.

"Explique."

Teresa enxugou as lágrimas.

"Alguém tentou entrar no quarto de Sofia."

Bruno endureceu.

"Quem?"

"Um homem usando uniforme da manutenção."

"Temos alguém da manutenção na casa hoje?"

"Não", respondeu Bruno.

Dante olhou para Sofia.

"Você viu o homem?"

A menina assentiu.

"Ele queria que eu fosse com ele."

Isabela abraçou a filha mais forte.

"O que ele disse?"

"Que você estava me chamando."

"Eu nunca mandaria um estranho buscar você."

"Eu sei."

Dante se agachou.

"Como ele era?"

Sofia pensou.

"Tinha barba."

"Mais alguma coisa?"

"Cheirava ruim."

Dante quase sorriu.

"Mais?"

"Chave de carro."

Bruno perguntou:

"Você viu a chave?"

Sofia assentiu.

"Tinha um cavalo."

Bruno olhou para Dante.

"Ferraz."

Marcelo usava o símbolo de um cavalo estilizado nas empresas particulares da família Ferraz.

Dante levantou-se.

"Verifique todas as câmeras externas."

Vinte minutos depois, encontraram.

Um homem havia entrado pelo portão de serviço usando credencial falsa.

Saíra correndo depois de perceber que Sofia não estava no quarto.

No estacionamento externo, entrara em um carro registrado em nome da **Ferraz Participações**.

Isabela olhou para Dante.

"Foi Marcelo."

"Foi alguém trabalhando para ele."

"Qual é a diferença?"

"Na Justiça, muita."

"E para minha filha?"

Dante não respondeu.

Ela estava certa.

Ricardo entrou na sala.

"Marcelo sumiu."

Dante virou-se.

"Quando?"

"Não apareceu na sede. O celular está desligado."

Bruno recebeu uma ligação.

Atendeu.

Escutou por alguns segundos.

Depois entregou o aparelho a Dante.

"É para você."

"Quem?"

"Marcelo."

Dante colocou no ouvido.

"Fale."

A voz de Marcelo veio calma.

"Encontrou a menina?"

Dante apertou o telefone.

"Se chegar perto dela novamente..."

"Não fui eu."

"Seu carro."

"Uma empresa tem muitos funcionários."

"Pare de brincar."

Marcelo riu.

"Você ainda não entendeu, Dante."

"O quê?"

"Rafael não morreu por causa de quatro milhões."

Isabela se aproximou para ouvir.

Marcelo continuou:

"Ele descobriu uma coisa muito maior."

"O quê?"

"Pergunte ao homem que apagou as câmeras."

Dante olhou para Ricardo.

"Quem?"

Marcelo respondeu:

"Seu primo."

A ligação terminou.

Dante abaixou o telefone.

Ricardo percebeu.

"Ele falou de mim."

"Falou."

Isabela olhou de um para o outro.

"Que câmeras?"

Ricardo ficou em silêncio.

Dante avançou.

"Que câmeras, Ricardo?"

Nada.

Dante perdeu a paciência.

"Responda!"

Ricardo finalmente ergueu os olhos.

"As câmeras da obra."

Isabela parou de respirar.

"Do dia em que Rafael morreu?"

Ricardo assentiu.

"Sim."

"Você apagou?"

Ele fechou os olhos.

"Apaguei."

Isabela lhe deu um tapa.

O som ecoou pela sala.

Ninguém tentou impedi-la.

"Você apagou a prova da morte do meu marido?"

Ricardo tocou o rosto.

"Eu apaguei."

"Por quê?"

Ele olhou para Dante.

"Porque quem aparecia naquela gravação era ele."

Isabela virou-se lentamente.

Dante Montenegro estava imóvel.

Ricardo continuou:

"A câmera mostrava Dante entrando na obra vinte minutos antes da morte de Rafael."

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