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"A Filha da Empregada Quebrou a Regra Mais Temida do Chefe da Máfia" Capítulo 6 — O Arquivo Que Rafael Escondeu

正文开头

Isabela não lembraria depois de como chegou até o carro.

Só lembraria do nome da filha.

"Sofia."

Repetia como uma oração.

"Sofia."

Dante dirigia rápido pelas ruas quase vazias.

"Bruno está procurando."

"Você prometeu."

"Eu sei."

"Você prometeu que ela estaria segura!"

"Eu sei!"

Foi a primeira vez que Dante levantou a voz.

Isabela se calou.

Ele apertou o volante.

"Eu sei."

Dessa vez, falou mais baixo.

Quando chegaram à mansão, Bruno os esperava.

"Ela está bem."

Isabela quase caiu.

"Onde?"

"Na biblioteca."

Isabela correu.

Encontrou Sofia sentada no tapete, usando um cobertor sobre os ombros.

Dona Teresa estava ao lado dela.

"Mamãe!"

Isabela caiu de joelhos e abraçou a filha.

"Por que saiu do quarto?"

"Eu acordei."

"Você não pode fazer isso!"

Sofia começou a chorar.

Isabela imediatamente suavizou a voz.

"Desculpa. Desculpa, meu amor."

Dante entrou.

Olhou para Bruno.

"O que aconteceu?"

"A porta estava fechada. Ela saiu pela passagem do banheiro."

Dona Teresa explicou:

"Os quartos antigos desta ala compartilham uma porta de serviço. Sofia acordou e procurou a mãe."

Dante fechou os olhos por um instante.

Fora um susto.

Nada mais.

Ainda assim, aquilo mostrou uma falha.

"Fechem todas as passagens internas."

Bruno assentiu.

Isabela não soltava a filha.

Dante colocou sobre a mesa o material encontrado no apartamento.

"Precisamos saber o que Rafael descobriu."

Isabela olhou para Sofia.

"Não agora."

"Concordo."

Ela pareceu surpresa.

Dante apontou para o corredor.

"Durma com ela."

"E você?"

"Vou trabalhar."

---

Quando Isabela acordou, já passava das nove.

Sofia dormia abraçada a ela.

Uma bandeja de café estava do lado de fora.

Nenhum bilhete.

Mas Isabela sabia quem havia mandado.

Depois de deixar Sofia com Dona Teresa, desceu.

Dante estava no escritório desde a madrugada.

Bruno e um especialista em tecnologia analisavam o pendrive.

"Encontraram alguma coisa?"

Dante fez sinal para que ela entrasse.

"Muito."

As planilhas mostravam pagamentos para empresas fantasmas.

Os relatórios técnicos revelavam concreto de qualidade inferior.

Havia fotografias de rachaduras.

E e-mails.

Rafael havia copiado tudo.

"Isso poderia ter derrubado o projeto inteiro", disse Isabela.

"Mais do que isso", respondeu Dante. "Poderia colocar gente na prisão."

Ela apontou para uma planilha.

"Marcelo."

O nome aparecia repetidamente.

Dante assentiu.

"Mas veja aqui."

Outra coluna mostrava autorizações internas.

**R. Montenegro.**

Isabela olhou para ele.

"Ricardo."

"Talvez."

"Como assim, talvez?"

"Uma inicial não é prova."

Ela cruzou os braços.

"Você está protegendo seu primo?"

"Estou evitando cometer o mesmo erro duas vezes."

"Qual?"

"Acreditar numa versão antes de verificar tudo."

Isabela não respondeu.

Dante ampliou um documento.

Era uma ata de reunião.

Rafael escrevera à mão:

**R.M. pediu 48 horas. Disse que vai falar com Dante. Está apavorado com M.F.**

Isabela leu devagar.

"Ricardo queria ajudar Rafael."

"Ou queria ganhar tempo."

A porta abriu.

Ricardo entrou.

Parou ao ver os documentos.

Seu rosto mudou.

"Onde encontraram isso?"

Dante levantou os olhos.

"Na parede da antiga cozinha de Rafael."

正文1

Ricardo não disse nada.

"Você sabia", disse Isabela.

"Sabia o quê?"

"Que Rafael escondia documentos."

"Não."

Ela colocou a fotografia sobre a mesa.

"Ele escreveu seu nome."

Ricardo leu.

Sua expressão endureceu.

Dante se levantou.

"Chega."

"Dante..."

"Três anos."

Ricardo desviou o olhar.

"Você teve três anos para me contar."

"Eu tentei proteger você."

"De quê?"

Ricardo respirou fundo.

"De uma guerra dentro da própria família."

"Não use a família como desculpa."

"Você não entende."

"Então me faça entender."

Ricardo olhou para Isabela.

"Não na frente dela."

Isabela avançou.

"Meu marido morreu por causa disso. Você vai falar na minha frente."

Ricardo fechou os olhos.

"Rafael veio até mim dois dias antes de morrer."

Isabela sentiu o corpo esfriar.

"O que ele disse?"

"Que tinha provas contra Marcelo."

"E?"

"Eu pedi quarenta e oito horas."

"Por quê?"

"Porque Marcelo não estava sozinho."

Dante ficou imóvel.

"Quem estava com ele?"

Ricardo olhou para o primo.

"Eu ainda não posso provar."

Dante agarrou a gola de sua camisa.

"Então pare de falar em enigmas."

"Dante!"

Isabela se assustou.

Ricardo não reagiu.

"Se eu disser um nome sem prova, você pode destruir a pessoa errada."

"Rafael está morto."

"Eu sei."

"Então fale."

Antes que Ricardo respondesse, Bruno entrou correndo.

"Dante."

Dante soltou o primo.

"O quê?"

"Temos um problema."

"Qual?"

Bruno colocou um tablet sobre a mesa.

A câmera do corredor infantil mostrava Sofia caminhando ao lado de alguém.

Isabela se aproximou.

"Isso é de quando?"

"Há quatro minutos."

A imagem mostrava Sofia segurando a mão de Dona Teresa.

As duas desapareceram por uma porta lateral.

Isabela respirou aliviada.

"Está com Teresa."

Bruno não respondeu.

"Bruno?"

Ele mudou a câmera.

Dona Teresa apareceu no jardim.

Sozinha.

Isabela sentiu o chão desaparecer.

"Cadê minha filha?"

Dante pegou o rádio.

"Fechem todos os portões."

Bruno já estava falando com os homens.

Isabela correu para o corredor.

"Sofia!"

Nenhuma resposta.

"Sofia!"

Dante veio atrás.

Entraram no quarto.

Vazio.

Biblioteca.

Vazia.

Cozinha.

Nada.

Dante ordenou:

"Revistem cada cômodo."

Isabela entrou na sala de jantar.

Parou.

A cadeira ao lado de Dante estava puxada para trás.

Sobre o assento havia um pequeno laço azul.

O laço que Sofia usava no cabelo naquela manhã.

Isabela o pegou.

Seu grito atravessou a mansão.

"Sofia!"

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