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"A Filha da Empregada Quebrou a Regra Mais Temida do Chefe da Máfia" Capítulo 5 — Você Conhecia Meu Marido

正文开头

Dante foi o primeiro a chegar ao quarto de Isabela.

A mala ainda estava aberta sobre a cama.

Sofia entrou atrás dele, agarrada à mão da mãe.

"Qual papel, filha?"

A menina apontou para um bolso lateral.

"Aquele."

Isabela abriu o zíper.

Encontrou roupas, documentos, uma nécessaire e um pequeno envelope amarelado que não se lembrava de ter colocado ali.

Seu coração acelerou.

"Você mexeu nisso?"

Sofia balançou a cabeça.

"Estava na caixa do papai."

Isabela entendeu.

Antes de se mudar para a Mansão Montenegro, havia colocado algumas lembranças de Rafael dentro daquela mala.

Sofia provavelmente encontrara o envelope enquanto brincava.

Dante estendeu a mão.

"Posso?"

Isabela hesitou.

Depois entregou.

Dentro havia uma fotografia antiga.

Rafael aparecia diante de um prédio em construção no Morumbi.

Ao lado dele estavam três homens.

Dante.

Marcelo Ferraz.

E Ricardo Montenegro.

Isabela sentiu o peito apertar.

"Você disse que conheceu Rafael por alguns meses."

"Conheci."

"Ricardo também?"

Dante olhou para a fotografia.

"Sim."

"Então por que ele nunca disse nada?"

Dante não respondeu.

Virou a foto.

Havia uma frase escrita por Rafael:

**Se Dante não receber os documentos, Ricardo sabe onde procurar.**

Isabela ergueu os olhos.

"Ele confiava em Ricardo."

"É o que parece."

"Ou Ricardo queria que ele acreditasse nisso."

Dante guardou a fotografia.

"Vou falar com ele."

"Eu vou junto."

"Não."

"Não faça isso de novo."

"O quê?"

"Decidir o que posso ou não saber."

Dante sustentou o olhar dela.

"Você tem razão."

A resposta surpreendeu Isabela.

"Mas primeiro vamos à Vila Mariana."

Ela olhou para Sofia.

"Não vou deixá-la."

"Nem eu."

Dante chamou Bruno.

Quinze minutos depois, Sofia estava em um quarto próximo ao de Dona Teresa, com dois seguranças no corredor e Bruno responsável pessoalmente pela ala.

Isabela se abaixou diante da filha.

"Eu volto logo."

"Promete?"

"Prometo."

Sofia abriu os braços.

Isabela a abraçou.

Quando se afastou, a menina chamou Dante.

"Moço."

Ele parou.

"Cuida da minha mãe."

Dante olhou para Isabela.

"Vou cuidar."

Isabela não sabia por que aquelas duas palavras a atingiram tão profundamente.

Talvez porque fazia três anos que ninguém dizia aquilo.

---

O apartamento da Vila Mariana estava fechado havia quase seis meses.

Isabela abriu a porta pouco depois das três da manhã.

O cheiro de lugar abandonado trouxe memórias demais.

Rafael preparando café.

Rafael carregando Sofia recém-nascida.

Rafael reclamando da torneira.

Rafael saindo para trabalhar naquela última manhã.

Isabela ficou parada.

Dante percebeu.

"Quer esperar no carro?"

"Não."

Ela entrou.

A cozinha permanecia quase igual.

Dante acendeu a luz.

"Parede da cozinha."

Isabela olhou ao redor.

"Qual delas?"

Havia quatro.

Começaram pela parede atrás da geladeira.

Nada.

Depois atrás dos armários.

Nada.

Dante bateu os dedos na parede próxima à mesa.

Som sólido.

Na parede perto da despensa, o som mudou.

Oco.

"Isabela."

Ela se aproximou.

Dante encontrou uma pequena diferença na pintura.

Alguém havia fechado uma abertura.

Ele pegou uma ferramenta da bolsa que Bruno preparara.

正文1

Poucos minutos depois, retirou um pedaço de reboco.

Atrás havia um saco plástico.

Isabela levou a mão à boca.

Dante o puxou.

Dentro estavam três cadernos, um pendrive, fotografias e um envelope.

Na frente, Rafael havia escrito:

**PARA ISABELA.**

As mãos dela começaram a tremer.

"Abra."

"Não consigo."

Dante não tocou no envelope.

Esperou.

Isabela respirou fundo e rasgou a borda.

Havia uma carta.

**Isa, se você estiver lendo isso, alguma coisa deu errado.**

Ela parou.

Os olhos se encheram.

Dante ficou em silêncio.

Isabela continuou.

Não confie no sobrenome Montenegro antes de conhecer o homem. Dante não sabe de tudo que acontece dentro da própria empresa. Estou tentando entregar as provas diretamente a ele.

Isabela fechou os olhos.

Três anos de raiva começaram a se desfazer de uma forma dolorosa.

A carta continuava.

**Marcelo descobriu que eu copiei os contratos. Se eu não conseguir chegar até Dante, Ricardo sabe onde estão os arquivos. Eu não sei se posso confiar nele, mas sei que ele está com medo de alguma coisa.**

Isabela olhou para Dante.

"Rafael desconfiava de Ricardo."

"Sim."

Ela terminou.

**Cuide da nossa menina. Diga a Sofia que o pai dela tentou fazer a coisa certa. E nunca pense que eu fui embora porque quis.**

Isabela não conseguiu continuar.

Dante se aproximou.

Por um segundo, levantou a mão como se fosse tocar o ombro dela.

Parou antes.

Isabela percebeu.

Foi ela quem diminuiu a distância.

Encostou a testa no peito dele.

Não por amor.

Não ainda.

Por exaustão.

Dante permaneceu imóvel.

Depois colocou uma mão em suas costas.

"Ele tentou proteger vocês."

"Não conseguiu."

"Então nós terminamos o que ele começou."

Isabela ergueu o rosto.

"Nós?"

"Nós."

Um barulho veio da sala.

Dante virou-se imediatamente.

Alguém estava dentro do apartamento.

Ele colocou Isabela atrás de si.

Passos.

Lentos.

Dante avançou.

A porta da sala estava aberta.

Ninguém.

Mas sobre o chão havia um telefone celular.

Não era deles.

A tela acendeu.

Uma mensagem apareceu.

**VOCÊS DEVERIAM TER DEIXADO A PAREDE FECHADA.**

Isabela perdeu a cor.

O celular tocou.

Dante atendeu.

"Quem é?"

Uma voz distorcida respondeu:

"Pergunte ao Ricardo por que Rafael morreu."

A ligação caiu.

Dante olhou para Isabela.

Naquele instante, seu próprio telefone começou a tocar.

Era Bruno.

Dante atendeu.

"Fale."

O rosto dele mudou.

"Como assim?"

Isabela sentiu o sangue gelar.

"Dante?"

Ele já caminhava para a porta.

"Precisamos voltar."

"O que aconteceu?"

Dante olhou para ela.

"Sofia saiu do quarto."

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