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"A Filha da Empregada Quebrou a Regra Mais Temida do Chefe da Máfia" Capítulo 4 — Não Toque Nela

正文开头

"Há quanto tempo?"

A voz de Isabela saiu baixa.

Dante fechou a porta atrás de si.

"Isabela..."

"Há quanto tempo você conhecia Rafael?"

"Alguns meses."

Ela soltou uma risada quebrada.

"Alguns meses."

Dante permaneceu em silêncio.

"Eu trabalho nesta casa há seis meses. Você sabia quem eu era?"

"Não."

"Mentira."

"Eu conhecia Rafael pelo sobrenome. Nunca conheci você."

Ela ergueu a fotografia.

"Então por que nunca disse nada?"

"Porque só reconheci o nome dele ontem."

Isabela avançou.

"Meu marido morreu numa empresa sua e você esqueceu o nome dele?"

Dante endureceu.

"Eu não disse que esqueci."

"Então o quê?"

Ele olhou para Sofia, ainda adormecida nos braços dela.

"Não aqui."

"Não me dê ordens."

"Não na frente da sua filha."

Isabela respirou fundo.

Dessa vez, concordou.

Dona Teresa levou Sofia para um quarto no andar superior.

Quando Isabela voltou ao escritório, Dante colocou uma pasta sobre a mesa.

"Rafael veio até mim três semanas antes de morrer."

Isabela sentiu as pernas enfraquecerem.

"Por quê?"

"Porque encontrou irregularidades no empreendimento do Morumbi."

"Que irregularidades?"

"Na época, ele falou de concreto fora da especificação e pagamentos falsos."

"Você acreditou?"

"Sim."

"E o que fez?"

"Ordenei uma auditoria secreta."

Isabela ficou pálida.

"Então Rafael morreu depois de procurar você."

"Sim."

"E você nunca procurou a esposa dele?"

Dante demorou a responder.

"Quando recebi a notícia, disseram que a morte havia sido causada pela queda de uma estrutura durante uma inspeção."

"E você acreditou?"

"Naquele momento, sim."

"Conveniente."

Dante cerrou o maxilar.

"Você pode me odiar. Mas não transforme isso numa mentira."

"Eu enterrei meu marido!"

"E eu deveria ter investigado."

A resposta interrompeu Isabela.

Dante raramente admitia culpa.

"Eu deveria ter ligado os fatos", continuou. "Não liguei."

Isabela enxugou as lágrimas.

"Isso não traz Rafael de volta."

"Não."

"Então o que você quer?"

"Descobrir quem fez isso."

"Por culpa?"

"Porque alguém usou meu nome, minha empresa e minha assinatura. E porque matou um homem que veio pedir minha ajuda."

Isabela ficou em silêncio.

Bruno entrou.

"Encontramos de onde saiu a fotografia."

"De onde?"

"Impressora interna da sede da Faria Lima."

Dante levantou os olhos.

"Então quem ameaçou Sofia tem acesso ao Grupo."

"Sim."

Bruno colocou outra folha sobre a mesa.

"E tem mais."

Era o registro de acesso ao arquivo original da fotografia.

O usuário pertencia à diretoria imobiliária.

Marcelo Ferraz.

Isabela fechou os olhos.

"Eu preciso tirar Sofia daqui."

"Não."

Ela virou-se.

"Você não decide isso."

"Não estou tentando decidir por você."

"Parece."

Dante se aproximou.

"Marcelo sabe onde você morava. Conhece seu nome. Conhece Sofia. Se sair sem proteção, estará sozinha."

"Então o que você sugere? Que eu viva presa aqui?"

"Que fique no andar principal."

"Eu sou funcionária."

"Agora você é uma testemunha."

"Para você tudo é negócio."

Dante sustentou seu olhar.

"Não quando envolve uma criança."

Isabela percebeu a sinceridade.

Mesmo assim, não confiava nele.

Ainda não.

Naquela madrugada, Sofia acordou assustada.

正文1

Isabela a encontrou chorando.

"Sonhei com o papai."

Ela abraçou a filha.

Sofia fungou.

"Papai falava daquele homem."

"Que homem?"

"Da montanha."

Isabela franziu a testa.

"Que montanha?"

"Ele dizia para você procurar o homem da montanha."

Isabela ficou imóvel.

"Quando ele dizia isso?"

"Eu era pequena."

Sofia era bebê quando Rafael morreu.

Talvez estivesse repetindo uma frase ouvida tantas vezes que ficara enterrada na memória.

"Como era?"

Sofia fechou os olhos, tentando lembrar.

"Se acontecer alguma coisa..."

Isabela sentiu um arrepio.

"Continua."

"Procura o homem da montanha."

Montanha.

Montenegro.

Isabela levantou-se.

Foi direto ao escritório.

Dante ainda estava acordado.

Ela entrou sem bater.

"Rafael falou de você antes de morrer."

Dante ficou imóvel.

"O quê?"

"Ele dizia que, se alguma coisa acontecesse, eu deveria procurar o homem da montanha."

Dante perdeu a cor.

Isabela colocou a fotografia sobre a mesa.

"Era você, não era?"

Dante não respondeu imediatamente.

Então abriu uma gaveta.

Tirou um envelope antigo.

No canto havia uma assinatura.

Rafael Martins.

"Ele me entregou isso três dias antes de morrer."

Isabela encarou o envelope.

"Por que você nunca abriu?"

"Eu abri."

"E o que tinha dentro?"

"Nada."

Dante virou o envelope.

Havia um corte fino na lateral.

"Alguém retirou o conteúdo antes que chegasse às minhas mãos."

Isabela sentiu o estômago apertar.

Dante colocou o envelope diante dela.

Na parte interna, quase invisível, Rafael havia escrito a lápis:

**VILA MARIANA. PAREDE DA COZINHA.**

Isabela reconheceu imediatamente.

Era o apartamento onde ela e Rafael haviam morado.

O apartamento que permanecera fechado desde que ela começara a trabalhar na Mansão Montenegro.

Dante pegou o paletó.

"Vamos agora."

Isabela olhou para o relógio.

"São duas da manhã."

"Melhor."

"Eu não vou deixar Sofia."

"Ela fica com Teresa e Bruno."

Isabela hesitou.

Então uma voz infantil surgiu atrás deles.

"Eu quero ir."

Sofia estava na porta.

Isabela correu até ela.

"Você deveria estar dormindo."

A menina apontou para o envelope.

"É o papel do papai?"

Isabela se ajoelhou.

"Como sabe?"

Sofia não respondeu.

Seus olhos estavam presos à letra de Rafael.

Então disse algo que fez Dante e Isabela se entreolharem.

"Tem outro."

Isabela segurou os ombros da filha.

"Outro o quê?"

"Outro papel do papai."

"Onde?"

Sofia apontou para o andar de baixo.

"Na mala da mamãe."

Isabela congelou.

"Que papel?"

Sofia respondeu:

"O que tem a foto do tio Ricardo."

Dante levantou lentamente os olhos.

E, pela primeira vez desde o início daquela noite, o nome que parecia mais perigoso dentro da Mansão Montenegro não era Marcelo Ferraz.

Era Ricardo Montenegro.

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