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"A Filha da Empregada Quebrou a Regra Mais Temida do Chefe da Máfia" Capítulo 3 — A Assinatura de Dante

正文开头

Na manhã seguinte, Isabela não levou Sofia para o refeitório dos funcionários.

A menina tomou café no quarto.

Isabela mantinha uma mala aberta sobre a cama.

Sofia observava.

"Vamos embora?"

"Ainda não."

"Por causa do homem do anel?"

Isabela parou.

"Se ele aparecer, você não chega perto dele."

"Tá."

"Promete?"

"Prometo."

Uma batida veio à porta.

Era Bruno.

"Senhor Montenegro quer falar com você."

"Minha filha fica comigo."

"Foi exatamente o que ele mandou."

Dante esperava na biblioteca.

Sobre a mesa havia passagens aéreas, registros de hotel e fotografias.

"Lisboa", disse ele.

Isabela examinou.

"Isso não prova que você não mandou alguém assinar."

"Não."

Ele colocou outro documento diante dela.

"Mas isso prova que alguém acessou meu certificado às 14h32 em São Paulo."

"Quem?"

"Estamos descobrindo."

Dante olhou para Sofia.

"Quer chocolate?"

"Quero."

"Não", disse Isabela.

Sofia suspirou.

Dante quase sorriu.

Nesse momento, a porta se abriu.

Marcelo Ferraz entrou.

Terno cinza.

Cabelos cuidadosamente penteados.

Sorriso tranquilo.

E uma pedra vermelha no anel da mão direita.

Sofia imediatamente se escondeu atrás de Isabela.

Dante viu.

Marcelo também.

"Que surpresa", disse Marcelo.

"É ele", Sofia sussurrou.

Isabela segurou a filha.

Marcelo inclinou a cabeça.

"Desculpe?"

Sofia apontou.

"O homem ruim."

O sorriso de Marcelo desapareceu por menos de um segundo.

Depois voltou.

"Crianças têm muita imaginação."

Dante se levantou.

"Você foi ao apartamento de Isabela?"

"Não."

"Sofia diz que foi."

"Você vai acreditar numa criança de três anos?"

"Antes dela do que em muita gente adulta."

Marcelo riu.

"Isso é interrogatório?"

"Responda."

"Não fui."

Dante apontou para o anel.

"Quantos iguais a esse existem?"

Marcelo olhou para a própria mão.

"Foi feito sob encomenda."

"Então Sofia reconheceu corretamente."

Marcelo se aproximou.

"Tenha cuidado, Dante. Essa mulher entrou na sua casa mentindo."

Isabela endureceu.

"Como você sabe?"

Silêncio.

Dante percebeu imediatamente.

"Eu não disse que ela mentiu."

Marcelo tentou corrigir.

"Ricardo comentou."

Dante olhou para o primo.

Ricardo estava junto à porta.

"Eu não falei com você."

O ambiente mudou.

Marcelo perdeu o sorriso.

"Talvez Bruno."

"Também não", respondeu Bruno.

Dante aproximou-se dele.

"Saia da minha casa."

"Dante..."

"Agora."

Marcelo lançou um olhar para Isabela.

"Você não sabe o que está protegendo."

Dante ficou entre os dois.

"Saia."

Marcelo foi embora.

Naquela noite, Isabela entrou no quarto e encontrou Sofia dormindo.

Sentiu alívio.

Então viu algo sobre sua cama.

Uma fotografia.

Rafael.

Capacete de obra.

Uniforme cinza.

Ao fundo, o edifício do Morumbi.

Isabela pegou a foto com mãos trêmulas.

No verso havia uma frase escrita com caneta preta:

PARE DE PROCURAR.

Abaixo:

OU SOFIA SERÁ A PRÓXIMA.

Isabela deixou a foto cair.

Pegou Sofia no colo ainda dormindo.

Não arrumou a mala.

Simplesmente saiu.

Desceu as escadas.

Chegou ao hall.

Quando abriu a porta principal, Dante estava do outro lado.

"Para onde você vai?"

"Embora."

"Não."

"Saia da frente."

"Alguém entrou no seu quarto?"

Isabela tentou esconder a fotografia.

Dante arrancou-a de sua mão.

Leu.

Seu rosto mudou.

"Bruno!"

"Não chame ninguém."

Dante virou-se.

"Alguém ameaçou Sofia."

"É exatamente por isso que vou embora."

"Se sair agora, você entrega para eles exatamente o que querem."

"Ela é minha filha!"

"E alguém sabe onde vocês moram."

Isabela ficou sem resposta.

Dante baixou a voz.

"Enquanto você estiver nesta casa, ninguém toca nela."

"Você não pode prometer isso."

Dante olhou para Sofia adormecida nos braços dela.

"Posso."

Isabela viu algo diferente nos olhos dele.

Não ameaça.

Raiva.

Mas não contra ela.

Dante chamou Bruno.

"Quero todas as câmeras. Todos os funcionários. Todas as entradas."

Bruno assentiu.

Isabela subiu novamente.

Ao passar pelo corredor do segundo andar, percebeu que a porta do escritório de Dante estava aberta.

Uma fotografia antiga estava sobre uma estante.

Ela parou.

Aproximou-se.

Na imagem, Dante era mais jovem.

Ao lado dele havia outro homem usando capacete.

Isabela sentiu o coração parar.

Conhecia aquele sorriso.

Conhecia aqueles olhos.

Era Rafael.

Seu marido.

No verso da fotografia havia uma data de três anos antes da morte dele.

Dante entrou no corredor.

Isabela virou-se segurando a foto.

As lágrimas já escorriam.

"Você conhecia meu marido."

Dante não respondeu.

E o silêncio dele foi a pior resposta possível.

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