localização atual: Novela Mágica A Filha da Empregada Quebrou a Regra Mais Temida do Chefe da Máfia Capítulo 2 — O Homem Atrás da Porta
标题上

"A Filha da Empregada Quebrou a Regra Mais Temida do Chefe da Máfia" Capítulo 2 — O Homem Atrás da Porta

正文开头

Dante puxou Isabela e Sofia para trás antes que a porta se abrisse.

Bruno já estava ao lado dele.

Ricardo permaneceu alguns passos atrás.

A porta finalmente se moveu.

Um homem de aproximadamente cinquenta anos caiu de joelhos no corredor.

Sua camisa estava rasgada.

"Paulo?"

Ricardo o reconheceu primeiro.

Paulo Nascimento trabalhara durante quinze anos no setor financeiro do Grupo Montenegro.

Desaparecera seis meses antes.

Dante se aproximou.

"Onde está Marcos?"

Paulo ergueu a cabeça.

"Não sei."

"Então por que disse que eu estava procurando por ele?"

"Porque ele sabia que esse dia chegaria."

Paulo tirou um pequeno pendrive do bolso.

Ricardo estendeu a mão.

Paulo recuou.

"Não."

"Entregue."

"Só para Dante."

Dante pegou o dispositivo.

Paulo olhou para Isabela.

"Você é a mulher do Rafael."

Ela congelou.

"Conhecia meu marido?"

"Eu devia ter falado com você três anos atrás."

"Então fale agora."

Paulo fechou os olhos.

"Rafael não morreu porque estava no lugar errado."

Isabela perdeu o ar.

Dante segurou Paulo pelo braço.

"Escritório. Agora."

Vinte minutos depois, o pendrive estava conectado a um computador sem acesso à rede.

Bruno permaneceu junto à porta.

Isabela se recusara a sair.

Dante abriu a primeira pasta.

Planilhas.

Transferências.

Empresas desconhecidas.

Pagamentos realizados durante a construção do Residencial Alto Morumbi.

Rafael trabalhara naquele projeto.

"Abra abril", disse Paulo.

Dante encontrou uma transferência de quatro milhões e oitocentos mil reais.

O dinheiro saíra da conta do empreendimento e passara por três empresas.

A última não existia mais.

"Rafael descobriu isso", disse Paulo.

Isabela levou a mão à boca.

"Ele nunca me contou."

"Porque estava tentando proteger você."

"De quem?"

Paulo olhou para Dante.

"Da Montenegro."

Dante não se moveu.

Paulo continuou.

"Rafael encontrou notas fiscais falsas. Concreto abaixo da especificação. Pagamentos por serviços que nunca existiram."

Isabela virou-se para Dante.

"Foi por isso que ele morreu?"

"Eu não sabia disso", respondeu Dante.

Ela riu sem humor.

"Era sua empresa."

"Continua sendo."

"E você quer que eu acredite que não sabia?"

"Não me interessa no que você acredita. Interessa quem fez isso."

Isabela avançou.

"Meu marido morreu esmagado numa obra que carregava o seu sobrenome."

"Isabela."

"Eu enterrei Rafael com vinte e sete anos. Sofia tinha sete meses."

Dante sustentou o olhar dela.

"Então por que veio trabalhar na minha casa?"

Silêncio.

Paulo baixou os olhos.

Ricardo olhou para Isabela.

Ela percebeu que não havia mais como esconder.

"Porque eu queria entrar."

Dante ficou imóvel.

"Explique."

"Depois da morte de Rafael, encontrei o primeiro papel."

"Que papel?"

"Uma cópia de pagamento."

"E?"

"Tinha o nome Montenegro."

Dante se aproximou.

"Você se candidatou para trabalhar aqui de propósito?"

"Sim."

"Trouxe sua filha para dentro da minha casa para me investigar?"

"Eu trouxe minha filha porque não tinha com quem deixá-la."

"Mas veio atrás de mim."

"Vim atrás da verdade."

Dante apontou para o computador.

"Você copiou alguma coisa daqui?"

"Nunca entrei neste escritório."

"Mentira."

"Não estou mentindo."

Dante fechou a tela.

"Durante seis meses, você serviu minha mesa, entrou nos meus quartos, ouviu minhas reuniões..."

"E durante três anos eu acordei perguntando quem matou meu marido."

O silêncio ficou pesado.

Isabela estava tremendo.

Mesmo assim, não desviou o olhar.

"Se você quiser me mandar embora, mande."

Dante não respondeu.

Paulo apontou para a tela.

"Ainda falta um arquivo."

Dante abriu a última pasta.

Havia um documento assinado digitalmente.

Autorização para movimentação extraordinária.

Data: sete dias antes da morte de Rafael Martins.

Valor: R$ 4.800.000.

No rodapé aparecia o responsável pela autorização.

Dante Montenegro.

Isabela leu uma vez.

Depois outra.

Seu rosto perdeu a cor.

"Foi você."

"Não."

"Seu nome está aí."

"Eu sei ler."

"Rafael descobriu que você estava roubando dinheiro?"

Dante virou-se lentamente.

"Meça suas palavras."

"Meu marido morreu uma semana depois dessa assinatura!"

Ricardo aproximou-se.

"Dante..."

"Não."

Dante não tirava os olhos do documento.

Algo estava errado.

Muito errado.

Ele abriu as propriedades do arquivo.

Então perguntou:

"Que dia foi essa autorização?"

Paulo respondeu.

"Dezessete de abril."

Dante olhou para Ricardo.

O primo entendeu antes dos outros.

"Você não estava no Brasil."

Dante voltou os olhos para Isabela.

"Naquele dia eu estava em Lisboa."

"Pode ter assinado de qualquer lugar."

"Não esse documento."

Ele apontou para o código.

"A autorização exigia meu certificado físico."

Paulo assentiu.

"Guardado na sede."

"Quem tinha acesso?"

Ninguém respondeu.

Dante olhou diretamente para Ricardo.

"Quem?"

Ricardo respirou fundo.

"Três pessoas."

"Eu já sei que sou uma."

Dante deu um passo à frente.

"Quem são as outras duas?"

Ricardo finalmente respondeu:

"Eu."

Isabela ficou imóvel.

"E Marcelo Ferraz."

下一张上
下一章下

você pode gostar

Compartilhar Link

Copie o link abaixo para compartilhar com seus amigos:

页面底部