localização atual: Novela Mágica O Chefe da Máfia Provou Minha Comida… E Mandou Trancar o Restaurante Capítulo 8 — O Traidor Estava na Cozinha
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"O Chefe da Máfia Provou Minha Comida… E Mandou Trancar o Restaurante" Capítulo 8 — O Traidor Estava na Cozinha

正文开头

Isabela olhou para a mãe.

"Você planejou aquilo?"

Rosa não respondeu imediatamente.

"Mãe."

"Não daquele jeito."

"Mas sabia que Dante iria ao restaurante?"

"Sim."

Dante virou-se.

"Como?"

Rosa desceu o último degrau.

"Eu precisava chegar até você."

"Você tinha meu nome."

"Nome não chega até homens como você."

Dante ficou quieto.

Rosa continuou:

"Eu mandei a receita para Marcelo porque sabia que ele estava trabalhando para Augusto."

Isabela ficou incrédula.

"Você sabia?"

"Há anos."

"Então por que confiou nele?"

"Eu não confiei."

Rosa olhou para Marcelo.

"Usei ele."

O rosto do chef endureceu.

Rosa explicou:

"Marcelo precisava saber que eu ainda tinha alguma coisa. Se acreditasse que a receita escondia uma pista, faria o que sempre fez."

"Seguir você", disse Dante.

"Exatamente."

"E me levar até Isabela."

Rosa assentiu.

Isabela passou a mão pelo rosto.

"Então minha própria mãe colocou o chefe da máfia na minha mesa."

"Você estava na cozinha."

"Não melhora."

Por um segundo, Bruno quase sorriu.

Augusto bateu a bengala no chão.

"Chega dessa reunião de família."

Dante olhou para ele.

"O livro não vai sair daqui."

"Vai."

"Não."

Augusto sorriu.

"Você ainda acha que tem escolha."

Dante deu um passo.

Bruno também.

Marcelo levantou o celular.

Na tela havia uma transmissão de vídeo.

Isabela parou de respirar.

Dona Rosa ficou branca.

Sofia aparecia sentada numa cadeira.

Viva.

Assustada.

"Lúcia...", Isabela sussurrou.

Marcelo respondeu:

"Sua amiga está bem."

Isabela avançou.

Dante segurou seu braço.

Ela tentou se soltar.

"Solta!"

"Olha para mim."

"Minha filha está com eles!"

Era a primeira vez que chamava Sofia assim diante de Dante.

Minha filha.

Ele soltou imediatamente.

"Bruno."

Bruno já estava no telefone.

Marcelo balançou a cabeça.

"Pode ligar para quem quiser."

Isabela encarou-o.

"Se você tocar nela..."

"Eu não quero a menina."

"Então solta."

"Quero o livro."

Augusto estendeu a mão.

"Uma troca simples."

Dante pegou o livro-caixa.

Rosa falou:

"Não."

Ele olhou para ela.

"É Sofia."

"Eu sei."

"Então acabou."

"Dante, esse livro contém..."

"Não me importa."

Augusto sorriu.

"Finalmente alguma coisa importa mais."

Dante aproximou-se.

Isabela bloqueou seu caminho.

"Não."

Ele franziu a testa.

"Isabela."

"Minha mãe guardou isso por vinte e cinco anos."

"Sofia está..."

"Eu sei onde ela está."

"Não sabe."

"Mas sei que se entregarmos a única coisa que eles querem, perdemos nossa única vantagem."

Dante ficou em silêncio.

Ela olhou para Marcelo.

"Você não vai machucar Sofia."

Ele sorriu.

"Tem certeza?"

"Tenho."

"Por quê?"

"Porque você passou treze anos procurando ela."

O sorriso diminuiu.

"Se ela fosse descartável, já teria feito alguma coisa."

Augusto olhou para Marcelo.

Isabela percebeu.

Havia tensão entre os dois.

Continuou:

"Você precisa dela viva."

Marcelo respondeu:

"Não testa."

"Eu trabalhei oito anos com você."

"Isso não significa que me conhece."

"Significa que sei quando você mente."

Marcelo fechou a boca.

Dante observava Isabela.

Ela apontou para a tela.

"Sofia não está amarrada."

Marcelo olhou involuntariamente.

Erro.

Isabela viu.

"E não tem ninguém aparecendo atrás dela."

正文1

Outro silêncio.

"Lúcia mora no oitavo andar", continuou Isabela. "A janela atrás de Sofia não é do apartamento."

Marcelo apertou o celular.

"Você está ganhando tempo."

"Não."

Isabela inclinou a cabeça.

"Estou tentando descobrir onde você colocou minha filha."

Dante entendeu.

Olhou discretamente para Bruno.

Bruno saiu um passo para trás.

Começou a digitar.

Augusto perdeu a paciência.

"Entregue o livro."

Dante respondeu:

"Você ouviu ela."

"Desde quando Dante Montenegro recebe ordens de cozinheira?"

Dante olhou para Isabela.

"Desde que a cozinheira começou a estar certa com uma frequência irritante."

Isabela quase sorriu.

Augusto não.

"Seu irmão também achava que podia brincar comigo."

O rosto de Dante mudou.

"O que você disse?"

Augusto percebeu que falara demais.

Dante avançou.

"Rafael."

Silêncio.

"Você sabe como ele morreu."

Augusto apoiou as duas mãos na bengala.

"Foi um acidente."

"Mentira."

"Prova."

Rosa falou:

"Está dentro da caixa."

Todos olharam.

Ela apontou para uma fita pequena.

"Rafael veio me procurar uma semana antes de morrer."

Dante pegou a fita.

"Por quê?"

"Ele tinha descoberto Augusto."

Dante olhou para o tio.

"Descoberto o quê?"

"Que Augusto sabia sobre Camila. Sobre a gravidez. Sobre tudo."

Isabela sentiu as pernas fraquejarem.

Rosa continuou:

"Rafael queria tirar Camila e a criança de São Paulo."

"Ele ia fugir?", perguntou Dante.

"Não."

Rosa olhou para ele.

"Ele ia denunciar o próprio tio."

Augusto sorriu friamente.

"Uma velha com memória falhando não é testemunha."

Rosa respondeu:

"Por isso eu gravei."

O sorriso desapareceu.

Bruno recebeu uma mensagem.

Mostrou discretamente para Dante.

LOCALIZAÇÃO PROVÁVEL CONFIRMADA.

Dante não reagiu.

Isabela percebeu.

Marcelo também.

"O que foi?"

"Nada", disse Dante.

Marcelo levantou o celular.

Na tela, Sofia começou a chorar.

"Tia!"

Isabela avançou.

"Sofia!"

"Tia, eu não sei onde..."

A imagem desapareceu.

Tela preta.

Isabela ficou pálida.

Marcelo sorriu.

"Agora o livro."

Dante ergueu o livro-caixa.

"Você quer?"

"Sim."

"Vem buscar."

Marcelo hesitou.

Augusto falou:

"Vai."

Marcelo caminhou.

Um passo.

Dois.

Três.

Dante entregou o livro.

Marcelo segurou.

Dante não soltou.

Os dois se encararam.

Então Dante disse:

"Você cometeu um erro."

"Qual?"

"Achou que ela estava ganhando tempo."

Marcelo franziu a testa.

Dante soltou o livro.

"Ela estava dando tempo para o Bruno."

O celular de Isabela tocou.

Ela atendeu imediatamente.

"Alô?"

Uma voz masculina.

"Senhora Isabela?"

"Sim!"

"Encontramos Sofia."

Isabela fechou os olhos.

"Ela está bem?"

"Está assustada, mas está bem."

As pernas dela cederam.

Dante segurou-a pela cintura antes que caísse.

Ela não afastou a mão dele.

"Sofia está bem", repetiu.

Dona Rosa começou a chorar.

Marcelo olhou para Augusto.

"Você disse que o lugar era seguro."

Augusto bateu a bengala no chão.

"Cala a boca."

Foi suficiente.

Dante percebeu.

"Você não trabalha com ele."

Marcelo ficou quieto.

"Você trabalha para ele."

"Qual é a diferença?"

"Muita."

Dante olhou para Augusto.

"Homens como meu tio nunca dividem poder."

Marcelo apertou o livro.

Augusto respondeu:

"Não escuta."

Mas a dúvida já estava no rosto de Marcelo.

正文2

Isabela se levantou.

"Ele vai entregar você."

Marcelo olhou para ela.

"Fica quieta."

"Quando isso acabar, quem você acha que vai aparecer nos documentos?"

"Isabela."

"Augusto Montenegro morreu oficialmente há vinte e dois anos."

Ela apontou para ele.

"Ele nem existe."

Marcelo ficou imóvel.

"Mas você existe."

Augusto endureceu.

"Chega."

"Seu nome está no restaurante. Nas investigações sobre Camila. Nas imagens do hospital."

Isabela deu um passo.

"Quando a polícia chegar, quem você acha que vai para a cadeia?"

Marcelo olhou para Augusto.

"Ela está mentindo."

Dante respondeu:

"Não está."

Augusto virou-se para Marcelo.

"Me dá o livro."

Marcelo não entregou.

"Marcelo."

"Você disse que meu nome seria protegido."

"E será."

"Como protegeu Rafael?"

Silêncio.

Augusto levantou a bengala.

Dante se colocou entre eles.

Bruno desceu correndo.

"Chefe, Sofia está a caminho da mansão."

Dante assentiu.

"Polícia?"

"Cinco minutos."

Augusto riu.

"Polícia?"

Olhou para Dante.

"Você vai entregar sua própria família?"

Dante respondeu:

"Você deixou de ser minha família há vinte e cinco anos."

Augusto recuou.

Pela primeira vez, parecia velho.

Marcelo olhou para o livro.

Depois para Isabela.

"Você não entende o que tem aqui."

"Entendo o suficiente."

"Isso derruba gente grande."

"Então talvez esteja na hora de cair."

Sirene ao longe.

Augusto caminhou para a escada.

Bruno bloqueou.

"Acabou."

Augusto olhou para Dante.

"Você acha que isso termina comigo?"

Dante não respondeu.

Augusto sorriu.

"Pergunta para Rosa quem matou seu irmão."

Dante congelou.

"Você."

Augusto balançou a cabeça.

"Não."

Olhou para Dona Rosa.

"Conta para ele."

Rosa perdeu a cor.

Dante virou-se.

"Rosa?"

Ela não respondeu.

"Quem matou Rafael?"

Os olhos dela se encheram de lágrimas.

"Eu não posso."

Dante aproximou-se.

"Depois de tudo, não faz isso."

Rosa olhou para Isabela.

Depois para a fita na mão de Dante.

"Rafael não morreu porque descobriu Augusto."

"Então por quê?"

Rosa respirou fundo.

"Ele morreu porque descobriu quem tinha entregado Helena vinte e cinco anos atrás."

Dante ficou imóvel.

"Quem?"

Rosa começou a responder.

Mas Marcelo falou primeiro.

"Seu pai."

O silêncio foi absoluto.

Dante olhou para ele.

Marcelo continuou:

"Antônio Montenegro entregou sua própria esposa."

Dante apertou a fita na mão.

"Mentira."

Rosa fechou os olhos.

E esse gesto respondeu antes das palavras.

Dante recuou.

O homem que ele odiara durante metade da vida.

O pai que sempre acreditara ter mentido para protegê-lo.

Talvez tivesse feito algo muito pior.

Isabela tocou seu braço.

Dante não se afastou.

Rosa falou quase num sussurro:

"A fita tem a voz de Rafael."

Dante olhou para a pequena gravação.

Rosa continuou:

"Ele contou tudo antes de morrer."

Do lado de fora, as sirenes ficaram mais próximas.

Mas Dante já não as ouvia.

Porque, pela primeira vez, não tinha medo do tio que voltara dos mortos.

Tinha medo de apertar o play.

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