localização atual: Novela Mágica O Chefe da Máfia Provou Minha Comida… E Mandou Trancar o Restaurante Capítulo 6 — Você Mentiu Para Mim
标题上

"O Chefe da Máfia Provou Minha Comida… E Mandou Trancar o Restaurante" Capítulo 6 — Você Mentiu Para Mim

正文开头

Isabela encontrou Dante no escritório.

Não bateu.

Jogou o celular sobre a mesa.

"Minha mãe sumiu."

Dante levantou-se.

"Bruno já me avisou."

"Ela saiu com Marcelo."

"Estamos procurando."

"Procurando?"

A voz dela subiu.

"Você tem homens em toda parte, câmeras, carros, contatos. Como minha mãe simplesmente desaparece?"

"Ela saiu voluntariamente."

"Ela está doente!"

"Eu sei."

"Não, você não sabe."

Dante deu a volta na mesa.

"Isabela."

"Não chega perto."

Ele parou.

"Você prometeu que ela estaria segura."

"Coloquei dois homens no corredor."

"E mesmo assim Marcelo entrou."

"Rosa pediu que eles fossem embora por alguns minutos."

Isabela ficou imóvel.

"O quê?"

"Disse que queria falar com Marcelo sozinha."

"Por quê?"

"Não sabemos."

Ela passou as mãos pelo cabelo.

"Minha mãe está escondendo alguma coisa de mim há vinte e cinco anos."

Dante não respondeu.

Isabela olhou para ele.

Havia algo no silêncio.

"O que foi?"

"Nada."

"Não faz isso."

"Isabela..."

"Você sabe alguma coisa."

Dante apertou a mandíbula.

"Bruno encontrou documentos ontem."

"Que documentos?"

"Sobre Sofia."

"Eu já sei sobre Rafael."

"Não tudo."

Ela sentiu o peito apertar.

"Fala."

"Rafael registrou uma declaração de reconhecimento de paternidade."

Isabela ficou imóvel.

"Quando?"

"Pouco antes de morrer."

"Então ele sabia."

"Sim."

"E você sabia disso quando?"

"Desde ontem à noite."

Isabela deu um passo para trás.

"Ontem."

"Eu queria confirmar antes de..."

"Você mentiu."

"Eu não menti."

"Você escondeu."

"Por algumas horas."

"É assim que começa."

"O quê?"

"Homens como você decidindo que sabem quando uma mulher está pronta para ouvir a própria vida."

Dante endureceu.

"Eu estava tentando proteger você."

"Pare."

"Isabela."

"Pare de chamar controle de proteção."

A frase atingiu o centro.

Ele ficou quieto.

Ela continuou:

"Você decidiu quando eu podia saber sobre Sofia. Decidiu onde eu ia dormir. Quem ficaria na porta. Quem investigaria minha irmã."

"Porque alguém está atrás de vocês."

"E por que estão atrás de nós?"

Dante não respondeu.

"Por causa dos Montenegro."

"Sim."

"Então não aja como se sua casa fosse a solução para um problema que sua família criou."

"Eu não criei isso."

"Mas está repetindo."

Ele franziu a testa.

"O quê?"

"O hábito de decidir pela vida dos outros."

Dante baixou os olhos.

Isabela foi até a porta.

"Vou buscar Sofia."

"Para onde?"

"Para minha casa."

"Não."

Ela se virou.

Dante percebeu imediatamente.

A palavra errada.

"Desculpa."

"Não precisa."

"Preciso."

"Não. Porque você só pediu desculpa depois de perceber que eu não aceitaria."

Ele se aproximou, mas manteve distância.

"O apartamento não é seguro."

"Vou para a casa de uma amiga."

"Deixa Bruno..."

"Não."

"Um segurança."

"Não."

"Isabela."

Ela abriu a porta.

"Se você mandar alguém atrás de mim, eu vou perceber."

"Eu sei."

"E vou ficar mais furiosa."

"Também sei."

"Então?"

Dante olhou para ela.

"Vai."

Isabela hesitou.

Não esperava.

Dante completou:

"Mas me manda uma mensagem quando Sofia estiver segura."

Ela saiu sem responder.

A amiga era Lúcia Nogueira, antiga colega de Isabela.

正文1

Morava em Moema e estava viajando para Curitiba.

O apartamento ficaria vazio por uma semana.

Sofia sentou-se no sofá.

"Você brigou com ele."

"Com quem?"

"Meu tio."

Isabela colocou as malas no chão.

"Não chama ele assim ainda."

"Mas o DNA..."

"Eu sei."

"Você não gosta dele?"

"Isso não importa."

"Então gosta."

Isabela fechou os olhos.

"Sofia."

"Eu só perguntei."

"Você pergunta demais."

"Herança de família."

Isabela não conseguiu evitar um sorriso.

Sofia ficou séria.

"Eu não quero dinheiro."

"O quê?"

"Os quatrocentos milhões."

Isabela congelou.

"Quem te contou?"

"Eu ouvi Bruno."

"Meu Deus."

"Eu não quero."

"Você não precisa pensar nisso."

"Eu só quero saber por que minha mãe foi embora."

Isabela sentou-se ao lado dela.

Essa pergunta doía mais que todas.

"Eu também."

Na Mansão Montenegro, Dante ficou sozinho diante da fotografia do irmão.

Rafael sorria.

Vinte e nove anos.

Poucos meses antes de morrer.

"Você sabia", Dante murmurou.

Bruno entrou.

"Encontramos uma coisa."

Colocou um tablet sobre a mesa.

"Imagens antigas digitalizadas do hotel em Santos."

Dante tocou a tela.

Camila.

Rafael.

Depois outra imagem.

Marcelo.

Mais jovem.

Observando os dois à distância.

"Ele estava lá."

"Sim."

"Marcelo conhecia Rafael."

"Mais do que isso."

Bruno abriu um arquivo.

"Marcelo trabalhava para Augusto."

Dante ficou imóvel.

"Naquela época?"

"Desde antes."

"Então ele entrou na Casa Rosália..."

"De propósito."

Dante fechou a mão.

"Encontra Rosa."

"Já estamos..."

"Encontra."

Bruno assentiu.

Antes de sair, parou.

"Tem outra coisa."

"O quê?"

"Conseguimos recuperar uma fita digitalizada de uma câmera da antiga Padaria Santa Rosa."

Dante levantou o rosto.

"De quando?"

"Vinte e cinco anos atrás."

A gravação tinha qualidade ruim.

Data no canto.

Chovia.

Dante reconheceu a rua.

Reconheceu a porta.

Então viu a si mesmo.

Dezessete anos.

Magro.

Molhado.

Rosa abriu a porta.

O jovem Dante entrou.

Minutos depois, outra pessoa apareceu.

Uma mulher.

Dante se aproximou da tela.

"Para."

Bruno congelou a imagem.

Dante perdeu o ar.

Cabelos escuros.

Casaco claro.

O rosto parcialmente virado.

Mas ele reconheceria aquela mulher em qualquer idade.

"Mãe."

Bruno não disse nada.

Dante tocou a tela.

Helena Montenegro.

A mulher que ele acreditava ter sido enterrada três dias antes daquela gravação.

Na imagem, Helena abraçou Rosa.

Depois entregou alguma coisa a ela.

Uma caixa metálica.

Dante ficou pálido.

"Ela estava viva."

Bruno assentiu.

A gravação continuou.

Um carro estacionou do outro lado da rua.

Um homem saiu.

Jovem.

Mas inconfundível.

Augusto Montenegro.

Dante levantou-se.

"Ele sabia."

"Sim."

"Ele sabia que minha mãe estava viva."

A gravação terminou.

O celular de Bruno tocou.

Ele atendeu.

Escutou.

Seu rosto mudou.

"Chefe."

"O quê?"

"Encontraram Dona Rosa."

"Viva?"

"Sim."

"Onde?"

Bruno olhou para ele.

"Na Padaria Santa Rosa."

"E Marcelo?"

"Sumiu."

Dante pegou as chaves.

O celular dele vibrou.

Uma mensagem de Isabela.

Apenas cinco palavras:

"Sofia está segura comigo."

Dante começou a responder.

Parou.

Apagou.

Guardou o telefone.

Porque pela primeira vez entendeu exatamente o que Isabela tinha dito.

Proteger alguém não era o mesmo que possuir o direito de decidir por ela.

Mas naquela noite ele descobriria que aprender isso talvez tivesse acontecido tarde demais.

下一张上
下一章下

você pode gostar

Compartilhar Link

Copie o link abaixo para compartilhar com seus amigos:

页面底部