localização atual: Novela Mágica O Chefe da Máfia Provou Minha Comida… E Mandou Trancar o Restaurante Capítulo 4 — O Homem Que Sabia o Nome de Sofia
标题上

"O Chefe da Máfia Provou Minha Comida… E Mandou Trancar o Restaurante" Capítulo 4 — O Homem Que Sabia o Nome de Sofia

正文开头

A Mansão Montenegro parecia um hotel onde ninguém ousava rir alto.

Sofia foi a primeira a dizer isso.

"É muito grande."

Isabela colocou a mochila da menina sobre o sofá.

"Não se acostuma."

Dante entrou atrás delas.

"Ela pode se acostumar."

Isabela virou imediatamente.

"Não pode."

"Era uma observação."

"Com você, tudo parece ordem."

"Estou trabalhando nisso."

"Começou quando?"

"Há aproximadamente seis horas."

Sofia riu.

Isabela tentou não rir também.

A mansão ficava no Jardim Europa, escondida atrás de muros altos, árvores antigas e um portão de ferro que exigia duas confirmações antes de abrir.

Havia câmeras em todos os acessos.

Bruno coordenava os homens da segurança.

Dona Rosa permaneceria mais uma noite no hospital.

Dois homens de Dante ficariam no corredor.

Isabela não gostava de nada daquilo.

Mas a fotografia de Sofia mudara as regras.

"Vocês ficam no andar de cima", disse Dante.

"Um quarto basta."

"Há três disponíveis."

"Um."

"Dois."

"Por quê?"

"Sua sobrinha chuta dormindo?"

Sofia respondeu:

"Sim."

Isabela olhou para ela.

"Traíra."

Dante quase sorriu.

Foi a primeira vez que Isabela percebeu como ele parecia diferente dentro de casa.

Sem o salão cheio de homens.

Sem clientes observando.

Sem a necessidade de demonstrar poder.

Continuava perigoso.

Mas também parecia sozinho.

Na sala havia fotografias antigas.

Isabela parou diante de uma.

Dois meninos.

Um deles era Dante.

O outro parecia alguns anos mais novo.

"Quem é?"

Dante demorou a responder.

"Meu irmão."

"Rafael?"

Ele olhou para ela.

"Como sabe?"

"Sua mãe falou o nome dele ontem."

Dante encarou a fotografia.

"Ele morreu há treze anos."

"Sinto muito."

"Acidente de carro."

A resposta foi curta demais.

Isabela não insistiu.

Sofia aproximou-se.

"Ele parece com você."

"Era mais simpático."

"Não é difícil."

Dante olhou para ela.

"Você sempre fala assim?"

"Minha tia diz que eu preciso pensar antes de falar."

"Funciona?"

"Não."

Dante finalmente riu.

Foi rápido.

Mas Isabela viu.

E, por algum motivo, aquilo a deixou desconfortável.

Porque era mais fácil desconfiar de um monstro.

---

No jantar, Sofia ficou olhando para Dante.

Ele percebeu.

"O quê?"

"Posso perguntar uma coisa?"

"Você vai perguntar mesmo se eu disser não."

"Provavelmente."

"Então pergunta."

Sofia largou o garfo.

"Você é bandido?"

Isabela quase se engasgou.

"Sofia!"

Dante continuou cortando a carne.

"Depende de quem está perguntando."

"Eu."

"Então a resposta é complicada."

"Você já matou alguém?"

"Sofia!"

Dante ergueu a mão.

"Essa eu não vou responder."

"Então é sim."

"Essa lógica vai causar problemas quando você crescer."

"Minha tia diz a mesma coisa."

Isabela esfregou a testa.

"Podemos jantar como pessoas normais?"

Dante olhou ao redor da enorme sala.

"Escolhemos a casa errada."

Dessa vez Isabela riu.

Não conseguiu impedir.

Dante a observou.

Ela percebeu e parou.

"O quê?"

"Nada."

"Você está olhando."

"Você riu."

"Eu rio."

"Não comigo."

"Agora lembrei por quê."

Dante baixou os olhos para o prato.

Mas havia um sorriso discreto.

Depois do jantar, Sofia foi dormir.

正文1

Isabela encontrou Dante sozinho na cozinha.

Ele segurava uma caneca.

"Café a essa hora?"

"Não durmo muito."

"Eu percebi."

"Como?"

"Você tem cara de quem briga com o travesseiro."

Dante apoiou-se na bancada.

"Você sempre fala assim com pessoas perigosas?"

"É um defeito antigo."

"Eu gostei."

Ela ficou em silêncio.

Dante olhou para a caneca.

"Eu não trouxe vocês para cá para cobrar nada."

"Eu sei."

"Não parece."

"Porque ainda não gosto de estar aqui."

"Também sei."

Isabela respirou fundo.

"Minha mãe ajudou você uma noite."

"Uma noite pode ser suficiente."

"Isso não cria uma dívida de vinte e cinco anos."

"Para mim criou."

"Então paga para ela."

"Estou tentando."

"Não com dinheiro."

Dante ergueu os olhos.

Isabela continuou:

"Minha mãe passou a vida inteira trabalhando. Ela não precisa de um homem rico decidindo o que é melhor para ela."

"Você também não."

"Exatamente."

"Estou começando a entender."

Ela observou aquele homem.

"Por que sua mãe fingiu estar morta?"

"Não sei."

"Você acredita na minha mãe?"

Dante demorou.

"Rosa foi a única pessoa que não ganhou nada me ajudando."

"E isso basta?"

"Para mim, sim."

Isabela encostou na bancada.

"Ela disse que Augusto procura Sofia."

"Eu sei."

"Por quê?"

Dante ficou quieto.

"Você está escondendo alguma coisa?"

"Ainda não tenho certeza."

"Isso não foi o que eu perguntei."

Antes que ele respondesse, Bruno entrou.

"Chefe."

Dante olhou para ele.

"Achamos Camila Oliveira."

Isabela ficou rígida.

"Minha irmã?"

Bruno assentiu.

"Ou pelo menos parte da história dela."

Isabela avançou.

"Fala."

Bruno colocou uma pasta sobre a mesa.

"Treze anos atrás, Camila trabalhou durante oito meses num hotel do Grupo Montenegro em Santos."

Dante franziu a testa.

"Qual?"

"Atlântico Gonzaga."

O rosto dele mudou.

Isabela percebeu.

"Você conhece."

"Era administrado pelo meu irmão."

Silêncio.

Isabela olhou para a fotografia de Rafael que Bruno colocou sobre a mesa.

Depois para Dante.

"Não."

Bruno abriu outro documento.

"Camila saiu do emprego em fevereiro."

"Ela estava grávida", disse Isabela.

"Sim."

Bruno empurrou uma fotografia.

Camila aparecia numa festa de funcionários.

Ao lado dela estava Rafael Montenegro.

Ele tinha o braço em volta da cintura dela.

Isabela sentou-se.

"Não significa nada."

"Tem mais", disse Bruno.

"Não quero ouvir suposição."

"Não é suposição."

Ele colocou um envelope plástico sobre a bancada.

Dentro havia uma cópia de uma carta.

A letra era de Camila.

Isabela reconheceu.

Bruno leu:

"Rafael, eu não quero dinheiro. Só quero que você decida se vai contar à sua família que nossa filha existe."

Isabela perdeu a cor.

Dante ficou completamente imóvel.

"Filha?", perguntou Isabela.

Bruno assentiu.

"A data da carta é seis meses antes do nascimento de Sofia."

Isabela levantou-se.

"Não."

Dante fechou os olhos.

"Rafael."

Isabela olhou para ele.

"Você está dizendo que..."

"Eu não estou dizendo nada até termos certeza."

"Ela é filha do seu irmão?"

"Isabela."

"Responde!"

"Os documentos indicam isso."

Isabela empurrou a cadeira para trás.

"Então era isso."

正文2

"O quê?"

"Foi por isso que trouxeram a gente para cá."

"Eu descobri agora."

"Mas sua família sabia."

"Eu não sabia."

"Augusto sabia o nome dela!"

Dante se aproximou.

"Eu sei."

"E minha mãe sabia!"

"Provavelmente."

Isabela colocou as mãos na cabeça.

Treze anos.

Camila desaparecera deixando uma criança de meses nos braços da irmã.

Nunca explicara quem era o pai.

Nunca voltara.

Isabela criara Sofia como filha.

Agora uma família que ela conhecia havia dois dias surgia para dizer que a menina carregava seu sangue.

"Ela não vai virar uma Montenegro."

Dante parou.

"Ninguém disse isso."

"Estou dizendo agora."

"Ela continua sendo Sofia."

"Até alguém decidir que o sobrenome dela vale dinheiro."

Dante ficou em silêncio.

Foi isso que assustou Isabela.

"Quanto?", perguntou.

"Quanto o quê?"

"Quanto vale ser filha de Rafael Montenegro?"

Dante desviou os olhos.

"Dante."

Ele respirou fundo.

"Meu irmão deixou participação no Grupo Montenegro."

"E como ele não tinha filhos..."

"A parte voltou para a família."

"Mas se ele tivesse uma filha?"

Dante encarou Isabela.

"Ela teria direito à herança dele."

"Quanto?"

"Não importa."

"Quanto?"

Dante respondeu:

"Algumas centenas de milhões de reais."

Isabela sentiu o estômago virar.

Nesse mesmo instante, a quase dez quilômetros dali, uma porta de hospital se abriu.

Marcelo Ferraz entrou no quarto de Dona Rosa.

Ela estava acordada.

Sozinha.

Rosa olhou para ele.

Seu rosto perdeu a cor.

"Você."

Marcelo fechou a porta.

Dona Rosa tentou alcançar o botão ao lado da cama.

Ele segurou sua mão.

"Calma."

Os olhos dela se encheram de medo.

"Foi você."

Marcelo aproximou o rosto.

"Vinte e cinco anos, Dona Rosa."

Ela tentou puxar a mão.

"Você ainda não encontrou."

Marcelo sorriu.

"Não."

Ele tirou do bolso uma fotografia de Sofia.

"Mas agora encontrei algo muito mais valioso."

Rosa encarou a imagem.

"Não encosta nela."

"Então me diga onde está o Armário 17."

Rosa apertou os lábios.

Marcelo se inclinou.

"Porque, desta vez, Dona Rosa..."

Ele colocou a fotografia de Sofia sobre a cama.

"...não é Dante Montenegro que vai pagar pelo seu silêncio."

下一张上
下一章下

você pode gostar

Compartilhar Link

Copie o link abaixo para compartilhar com seus amigos:

页面底部