标题上

"A Enfermeira Que Mandou o Chefe da Máfia Sentar… E Descobriu Por Que Ele Nunca Deixava Ninguém Tocá-lo" Capítulo 10 — A Confissão Diante de Todos

正文开头

O auditório do grupo ficou lotado.

Otávio ocupava a cadeira central. Helena sentou-se à direita, pálida, mas sem marcas. Dante entrou com Isabela e dois advogados. Bruno permaneceu no fundo.

"Afastados não participam", disse Otávio.

"Acusados têm direito de ouvir a acusação", respondeu Isabela.

Otávio sorriu.

"A enfermeira virou especialista em governança."

"Não. Continuo especialista em reconhecer quando alguém está sangrando. Seu império já começou."

Helena iniciou o depoimento.

"Meu irmão escondeu fatos sobre a administração do instituto. Usou homens armados, ameaçou testemunhas e manteve documentos fora do conselho."

Dante não demonstrou dor, mas Isabela sentiu sua mão se fechar.

Otávio inclinou-se para Helena.

"Conte também o que seu pai fez com Lúcia."

"Ele a protegeu tarde demais."

"E quem matou Rafael?"

Helena olhou diretamente para Otávio.

"Repita o que me contou no carro."

Ele percebeu a armadilha.

"Não sei do que fala."

Helena abriu o broche preso ao vestido. Uma luz azul piscava.

"Todo o conselho sabe agora."

Alto-falantes reproduziram a voz de Otávio, gravada durante o trajeto:

"Rafael obrigou minha mão. Lúcia deveria ter morrido com ele. Augusto foi covarde demais para terminar o serviço, por isso precisei governar no lugar dos Montenegro."

O auditório explodiu em vozes.

Bruno trancou as saídas. Agentes da Polícia Civil entraram com mandados.

Otávio puxou uma arma escondida sob a mesa e agarrou Isabela. O cano pressionou a lateral de seu pescoço.

Dante avançou.

"Mais um passo e ela morre."

"Você não sai daqui."

"Saio pela garagem. Ela vai comigo."

Dante tinha uma arma no tornozelo. Isabela sabia. Otávio também sabia e mantinha o corpo protegido pelo dela.

"Faça o que ele pede", disse Isabela.

Dante encarou-a.

Quinze anos de violência pareciam reunidos naquele segundo. O antigo Dante escolheria o tiro, confiando na própria precisão. O homem que aprendera a ouvir viu a mão de Isabela abrir discretamente.

Confiança.

Ele se ajoelhou e deslizou a arma pelo chão.

"Leve meu carro. Solte-a."

Otávio riu.

"O grande Dante Montenegro de joelhos por uma enfermeira."

"Não estou de joelhos por fraqueza. Estou escolhendo a vida dela em vez da minha vingança. Você nunca entendeu a diferença."

Isabela pisou com força no pé de Otávio e jogou a cabeça para o lado. Helena lançou um copo. Dante avançou sem pegar a arma.

Ele segurou o pulso de Otávio e o desarmou. Poderia ter quebrado seu pescoço. Parou quando Isabela disse:

"Dante, chega."

Ele parou.

Bruno algemou Otávio. Os agentes recolheram a gravação, os extratos, o vídeo de Rafael e o livro-caixa.

Do lado de fora, diante das câmeras, Helena revelou a operação. Isabela explicou apenas que o instituto fora vítima de fraude; recusou transformar a dor da mãe em espetáculo.

Otávio foi levado entre jornalistas.

Antes de entrar na viatura, olhou para Dante.

"Sem mim, seu pai nunca teria construído nada."

Dante respondeu:

"Então construiremos de novo sem o seu dinheiro."

Na ambulância, Camila examinou o pescoço de Isabela. Dante permanecia perto da porta, com as mãos trêmulas.

"Venha aqui", disse ela.

Ele obedeceu.

"Achei que perderia você."

"Mas ouviu quando pedi para confiar."

"Foi a coisa mais difícil que já fiz."

Isabela estendeu a mão.

Dante a segurou diante de todos, sem esconder o tremor.

Naquela noite, o homem que jamais deixava ninguém vê-lo vulnerável não soltou a mão dela até ter certeza de que estava segura.

下一张上
下一章下

você pode gostar

Compartilhar Link

Copie o link abaixo para compartilhar com seus amigos:

页面底部