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"A Enfermeira Que Mandou o Chefe da Máfia Sentar… E Descobriu Por Que Ele Nunca Deixava Ninguém Tocá-lo" Capítulo 7 — Atrás dos Nomes

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Cancelar a festa entregaria a Otávio a certeza de que eles conheciam o esconderijo.

Dante decidiu manter o evento e transformar o instituto em armadilha. A Polícia Civil colocou agentes entre garçons e convidados. Bruno monitorou entradas. Helena subiria ao palco normalmente.

Isabela usou um vestido vinho emprestado por Helena. Quando desceu a escada da mansão, Dante esqueceu a frase que dizia ao telefone.

"Há algum problema?"

"Há vários. Nenhum é o vestido."

"Isso foi um elogio?"

"Foi o mais seguro que consegui fazer."

Ela se aproximou e ajeitou a gravata dele.

Dante prendeu a respiração.

"Ainda pensa que vou ter pena?"

"Penso que posso me acostumar com isso e descobrir tarde demais que não deveria."

"Então acostume-se devagar."

No instituto, a parede dos nomes ocupava o corredor principal. Centenas de placas de bronze homenageavam crianças atendidas desde a fundação.

Às onze, Helena iniciou o discurso. Isabela fingiu passar mal e entrou na sala de manutenção. Dante a seguiu dois minutos depois.

Atrás da placa de uma menina chamada Ana Clara havia uma cavidade. Dentro, encontraram um livro-caixa envolvido em plástico e uma pequena câmera analógica.

Passos soaram no corredor.

Um funcionário apontou uma arma.

Dante empurrou Isabela atrás de uma coluna. O primeiro disparo acertou a parede. Ele desarmou o homem, mas outro surgiu pela saída de emergência.

Isabela lançou um extintor contra as pernas dele. Dante terminou a luta e tomou as armas.

"Você deveria ter corrido."

"E perder a chance de ver Dante Montenegro salvo por um extintor?"

Ele quase sorriu.

O alarme disparou. Fumaça entrou pelo duto de ventilação.

Otávio tentava incendiar o arquivo para forçar evacuação e recuperar o livro no caos.

Dante colocou o livro sob o paletó e guiou Isabela por uma escada de serviço. Uma explosão pequena bloqueou o caminho. Eles ficaram presos numa sala de brinquedos terapêuticos.

"Bruno sabe onde estamos", disse Dante.

"Se o sinal funcionar."

A fumaça engrossou. Isabela molhou tecidos na pia e vedou a porta. Dante forçou uma janela que dava para uma marquise.

"Você vai primeiro."

"Seu ferimento abriu de novo."

"Isabela."

"Juntos, lembra?"

Eles atravessaram a janela. Dante saltou para a marquise e a recebeu nos braços. Por um instante, o barulho da festa e das sirenes desapareceu.

"Não sou sua irmã", ela disse.

"Eu ouvi o resultado."

"Mas ainda está me tratando como uma coisa que pode quebrar."

"Estou tentando não quebrar a única coisa que comecei a querer."

Isabela tocou o rosto dele.

"Então pare de decidir por mim."

Dante esperou. Quando ela não afastou a mão, inclinou-se.

O beijo foi cuidadoso no primeiro segundo e faminto no seguinte. Não havia medo, gratidão ou pena. Havia escolha.

Bruno surgiu na janela.

"O prédio está seguro. E eu adoraria fingir que não vi isso."

No carro, abriram o livro. As páginas registravam empresas, datas, valores e nomes de agentes públicos. Faltava, porém, a última seção.

Rafael escrevera na contracapa: "A câmera guarda o que o dinheiro não pode negar."

O filme precisava ser revelado.

Bruno escolheu um laboratório antigo pertencente a um ex-perito. Levou a câmera sozinho para evitar rastreamento.

Uma hora depois, Dante recebeu imagens de segurança.

Bruno aparecia entrando num estacionamento e entregando a câmera diretamente a Otávio Ferraz.

O vídeo terminava com os dois apertando as mãos.

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