标题上

"A Filha da Empregada Tocou na Perna do Chefe da Máfia… E Revelou Algo Que Ninguém Viu" Capítulo 10 — Dois Herdeiros

正文开头

Bruno não exibiu a gravação imediatamente.

Dante havia aprendido cedo que informação valia mais quando o outro lado não sabia que você a possuía.

Caio continuou diante do conselho.

"Meu pai reconheceu minha existência."

Dante folheou os documentos.

"Isso parece verdadeiro."

Teresa levantou a cabeça.

"Dante."

"Não vou negar o que está diante de mim."

Caio pareceu surpreso.

"Esperava que eu fizesse isso?"

"Foi o que seu pai fez."

"Eu não sou ele."

"Todo Montenegro diz isso até precisar escolher."

Dante fechou a pasta.

"Você é filho de Otávio. Isso não prova que sabotou meu carro."

"Não."

"Nem prova que tem direito ao controle do Grupo."

"Os tribunais decidirão."

"Concordo."

Ricardo se levantou.

"Você não pode simplesmente reconhecer esse homem."

Dante virou-se.

"Você sabia que ele existia?"

Ricardo ficou em silêncio.

"Sabia?"

"Sim."

"Então sente."

Ricardo sentou.

Dante olhou para Teresa.

"Você também."

A mãe baixou os olhos.

Caio sorriu.

"Parece que finalmente está descobrindo quem é sua família."

Dante respondeu:

"Estou descobrindo quem mentiu. Não é a mesma coisa."

Bruno aproximou-se e falou baixo.

"Temos o vídeo inteiro. Um backup automático ficou num servidor antigo."

"Quantas pessoas viram?"

"Eu e o técnico."

"Traga."

Um notebook foi colocado diante de Dante.

Ele não abriu.

Primeiro chamou Camila.

A fisioterapeuta entrou acompanhada de Henrique.

Ao ver Caio, não demonstrou reconhecimento.

Dante percebeu.

"Já viu esse homem?"

"Não."

Caio não reagiu.

"Ricardo?"

"Sim."

"Marcelo?"

Camila assentiu.

"Algumas vezes."

Dante colocou sobre a mesa a chave encontrada na ala.

"Reconhece?"

"Não."

Depois colocou o bilhete deixado no quarto de Sofia.

"Isso?"

"Não."

Dante virou para Caio.

"Você ameaçou uma criança?"

Caio perdeu o sorriso.

"Não."

"Mandou alguém fotografá-la?"

"Eu sabia da menina depois que Marcelo me contou que ela tinha visto alguma coisa."

Isabela se levantou.

"Existem fotos anteriores ao acidente."

Caio olhou para Marcelo.

Marcelo empalideceu.

"Isso não veio de mim."

Caio ficou sério.

"Eu nunca mandei seguir sua filha."

Isabela não acreditou.

Dante percebeu algo diferente.

Caio parecia genuinamente confuso.

Aquilo não o tornava inocente.

Mas tornava a história mais complicada.

Dante abriu o notebook.

"Vamos assistir."

A gravação começou às quatro e quatorze.

Ricardo entrou na ala.

Camila apareceu segundos depois.

Os dois conversaram.

Sem áudio.

Às quatro e dezesseis, o arquivo principal havia sido interrompido.

O backup continuava.

Ricardo apontou para uma prancheta.

Camila mostrou documentos.

Às quatro e dezenove, Ricardo saiu.

Sofia apareceu brevemente no fundo do corredor.

Isabela estava longe, buscando toalhas.

Às quatro e vinte, uma figura entrou.

Marcelo.

Todos olharam para ele.

"Eu disse que estive lá."

"Não", respondeu Dante. "Você disse que passou informações."

Marcelo fechou os olhos.

Na tela, ele entregou alguma coisa a Camila.

Ela recusou.

Marcelo insistiu.

Depois deixou um cartão sobre a mesa e saiu.

"Era o cartão clonado", confessou.

"Para quem?"

"Eu deveria deixá-lo ali."

"Para quem?"

"Não sei."

Bruno avançou o vídeo.

Às quatro e vinte e três, outra pessoa apareceu.

正文1

Boné.

Máscara.

Uniforme de manutenção.

Entrou usando o cartão.

A figura aproximou-se da órtese.

Sofia observava escondida.

A pessoa mexeu na tira.

Henrique aproximou o rosto da tela.

"É aí."

O desconhecido terminou.

Saiu.

"Pare", disse Isabela.

Bruno pausou.

"O quê?"

"A mão."

Ampliaram.

No pulso da pessoa havia uma pequena tatuagem.

Três linhas formando um triângulo incompleto.

Marcelo ficou branco.

Dante percebeu.

"Você conhece."

Marcelo não respondeu.

"Quem?"

"Um homem da antiga equipe do meu pai."

"Nome."

"Rogério Bastos."

Bruno começou a digitar.

Marcelo continuou:

"Ele trabalhou para Augusto. Depois passou anos como motorista e segurança."

"De quem?"

Marcelo olhou para Teresa.

"Otávio."

O silêncio voltou.

Bruno encontrou o registro.

Rogério Bastos.

Sessenta e dois anos.

Ex-funcionário da família.

Demitido doze anos antes.

Dante franziu a testa.

"Se ele foi demitido, como sabia tudo?"

Bruno ampliou os dados.

"Talvez não tenha sido."

"Explique."

"Ele aparece recebendo pagamentos mensais."

"De qual empresa?"

Bruno ficou imóvel.

"Uma empresa ligada ao Grupo."

Dante se aproximou.

"Quem autoriza?"

Bruno abriu os registros.

Os pagamentos não vinham de Ricardo.

Nem de Marcelo.

Nem de Caio.

A autorização digital estava vinculada a um gabinete executivo.

Dante conhecia o código.

Seu rosto mudou.

"Não."

Isabela percebeu.

"Quem?"

Dante não respondeu.

Bruno verificou novamente.

"Pode ter sido falsificado."

"Pode."

Mas Dante já sabia que não era suficiente.

Mandou abrir o histórico completo.

Rogério recebera dinheiro todos os meses durante doze anos.

O mesmo autorizador.

Caio aproximou-se.

"Quem é?"

Dante levantou o rosto.

Antes que respondesse, Teresa deixou cair o copo que segurava.

O vidro se quebrou.

Todos olharam.

Ela estava branca.

Dante entendeu.

"Mãe."

Teresa balançou a cabeça.

"Dante..."

"Você sabia."

"Não é o que parece."

"Essa frase já destruiu metade desta família."

Ele virou o notebook para ela.

"Rogério recebeu dinheiro durante doze anos."

Teresa começou a chorar.

"Eu posso explicar."

"Então explique."

Ela olhou para Isabela.

Para Sofia.

Para Ricardo.

Para Caio.

Finalmente, para Dante.

"Eu pagava Rogério."

Caio ficou imóvel.

Ricardo se levantou.

"Teresa, cale a boca."

Dante virou-se para ele.

"Você sabia?"

"Não sobre isso."

Dante voltou à mãe.

"Por quê?"

"Porque seu pai me pediu."

"Meu pai está morto há dezessete anos."

"Foi uma promessa."

"Para fazer o quê?"

Teresa não respondeu.

Dante sentiu uma raiva fria subir pelo peito.

"Foi você que mandou mexer na minha órtese?"

"Não."

"Foi você que mandou sabotar meu carro?"

"Não!"

"Então por que paga o homem que fez isso?"

Teresa cobriu a boca.

"Porque Rogério sabia onde estava tudo."

"Tudo o quê?"

Ela chorou em silêncio.

"Os documentos verdadeiros."

Caio avançou.

"Que documentos?"

Teresa olhou para ele.

"Os que provam que Otávio nunca expulsou Augusto apenas por desvio."

Marcelo ficou rígido.

"O que meu pai descobriu?"

Teresa fechou os olhos.

"Que Otávio tinha criado um esquema para tirar a parte dos outros fundadores."

Dante sentiu o golpe.

Seu pai não fora apenas vítima de uma traição antiga.

Talvez tivesse começado tudo.

"Rogério guardava as provas?"

"Sim."

"E alguém descobriu."

"Sim."

"Quem?"

Teresa abriu os olhos.

"Eu não sei."

Dante olhou novamente para a tela congelada.

Rogério mexendo em sua órtese.

Um homem pago secretamente por Teresa.

Mas havia algo errado.

Se Teresa pagava Rogério para proteger documentos, por que ele sabotaria Dante?

Bruno recebeu outra mensagem.

"Dante."

"O quê?"

"Encontraram Rogério."

"Traga."

Bruno não respondeu.

"Bruno."

"Ele está morto."

O salão inteiro ficou em silêncio.

"Quando?"

"Ontem à noite."

Dante olhou para todos ao redor da mesa.

O homem que poderia explicar a sabotagem tinha sido silenciado.

E isso significava que a pessoa que realmente comandava o plano ainda estava livre.

Pior.

Estava acompanhando cada passo da investigação.

 

下一张上
下一章下

você pode gostar

Compartilhar Link

Copie o link abaixo para compartilhar com seus amigos:

页面底部