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"A Filha da Empregada Tocou na Perna do Chefe da Máfia… E Revelou Algo Que Ninguém Viu" Capítulo 9 — O Outro Herdeiro Montenegro

正文开头

A revelação de Teresa não trouxe silêncio à Mansão Montenegro.

Trouxe uma espécie de vazio.

Dante ficou diante da mãe sem mover um músculo.

"Qual é o nome dele?"

Teresa olhou para Marcelo.

"Você não tinha o direito."

Marcelo riu sem humor.

"Direito? Depois de tudo o que vocês esconderam?"

Dante bateu a mão na mesa.

"O nome."

Teresa fechou os olhos.

"Caio."

"Caio o quê?"

"Caio Vasconcelos."

Dante repetiu o nome mentalmente.

Nunca ouvira falar dele.

"Quantos anos?"

"Quarenta."

Três anos mais novo.

"Minha mãe?"

"Não."

Dante deu um passo para trás.

"Então meu pai teve um filho enquanto era casado com você."

Teresa assentiu.

Isabela permaneceu perto da porta, segurando Sofia pela mão.

Aquilo já não era apenas uma investigação.

Era uma família inteira descobrindo que sua história havia sido construída sobre ausências cuidadosamente planejadas.

"Quem era a mãe dele?"

"Lígia Vasconcelos."

"Ela está viva?"

"Não."

"Ele sabe quem é?"

"Há anos."

Dante olhou para Marcelo.

"Você trabalha para ele?"

Marcelo demorou.

"Eu passei informações."

"Isso é um sim."

"Eu achava que ele queria recuperar o que seu pai devia à família Ferraz."

"Meu irmão é herdeiro de Augusto?"

"Não pelo sangue."

Marcelo respirou fundo.

"Mas Augusto protegeu Lígia depois que Otávio a abandonou. Quando meu pai morreu, parte dos documentos ficou com ela."

Dante começou a compreender.

O filho escondido de Otávio crescera cercado pelas provas de que os Montenegro haviam apagado pessoas da própria história.

"E você ajudou Caio."

"Sim."

"Fotos da Sofia?"

Marcelo baixou os olhos.

"Eu precisava saber o que ela tinha visto."

Isabela avançou.

"Você fotografou minha filha antes do acidente."

"Não fui eu."

"Estava no seu celular."

"O aparelho era usado para receber e enviar informações. Nem todas as fotos foram tiradas por mim."

Dante agarrou Marcelo pela camisa.

"Se você estiver mentindo..."

"Eu não toquei nela!"

Sofia se assustou.

Isabela imediatamente a puxou para perto.

Dante viu.

Soltou Marcelo.

O homem ajeitou a camisa.

"Eu entreguei horários. Informações do Grupo. Acesso a documentos antigos."

"E meu cartão?"

"Foi clonado."

"Por você?"

"Eu permiti que copiassem."

Bruno deu um passo à frente.

"Então alguém entrou na casa usando sua credencial."

"Sim."

"Quem?"

Marcelo balançou a cabeça.

"Eu nunca vi pessoalmente."

Dante quase perdeu a paciência.

"Você espera que eu acredite nisso?"

"Caio usava intermediários."

"Como falava com ele?"

"Telefone. Mensagens."

"Marque um encontro."

Marcelo olhou para Teresa.

"Ele não vai."

Dante se aproximou.

"Então faça ele vir até mim."

Na manhã seguinte, o Grupo Montenegro anunciou uma reunião extraordinária.

O comunicado era simples.

Dante Montenegro aceitaria discutir a aplicação do antigo acordo dos fundadores.

A notícia circulou rapidamente entre advogados e membros da família.

Ricardo chegou primeiro.

"Você enlouqueceu?"

Dante ajustou o paletó.

"Possivelmente."

"Se reconhecer a validade do acordo, abre uma porta que não consegue fechar."

"É exatamente o que quero."

Ricardo entendeu.

"Uma armadilha."

"Não."

Dante pegou a bengala.

"Um convite."

正文1

Isabela observava da porta.

"Você precisa mesmo usar isso?"

Dante olhou para a bengala.

"Hoje, preciso parecer exatamente como eles esperam."

"Fraco?"

Dante sorriu.

"Convincente."

Sofia apareceu atrás da mãe.

"Mas sua perna está melhor."

"Eu sei."

"Então não pode mentir."

Dante se abaixou.

"Às vezes adultos precisam deixar uma pessoa acreditar numa coisa por alguns minutos."

Sofia franziu a testa.

"Isso é mentir."

Isabela quase riu.

Dante suspirou.

"É."

"Minha mãe fala que é feio."

Dante olhou para Isabela.

"Estou começando a achar sua mãe uma influência perigosa."

"Eu ouvi", respondeu Isabela.

Por alguns segundos, a mansão pareceu normal.

Depois Bruno entrou.

"Chegaram."

O salão principal havia sido preparado.

Ricardo.

Teresa.

Marcelo.

Advogados.

Membros do conselho.

Dante entrou apoiado pesadamente na bengala.

Todos observaram sua perna.

Era exatamente o que ele queria.

Sentou na cabeceira.

"Vamos começar."

Um advogado abriu a pasta.

Antes que pudesse falar, o som das portas interrompeu a reunião.

Um homem entrou.

Alto.

Cabelos escuros começando a ficar grisalhos.

Terno preto.

Nenhum segurança tentou detê-lo.

Bruno havia recebido ordens.

O desconhecido caminhou lentamente até a mesa.

Dante viu primeiro o rosto.

Depois a mão.

No dedo havia um anel preto.

O mesmo da fotografia de Otávio.

Sofia estava certa.

O homem parou do outro lado da mesa.

Teresa perdeu a cor.

"Caio."

Ele olhou para ela.

"Faz muito tempo, Teresa."

Depois encarou Dante.

Os dois homens tinham diferenças óbvias.

Mas havia algo nos olhos.

No formato do maxilar.

Na maneira de permanecer imóveis quando estavam furiosos.

Otávio Montenegro estava nos dois.

Caio sorriu.

"Finalmente."

Dante não se levantou.

"Você queria me ver?"

"Há quase vinte anos."

"Então deveria ter ligado."

Alguns homens na mesa se mexeram desconfortáveis.

Caio olhou para a bengala.

"Ouvi dizer que você sofreu bastante."

"Ficou preocupado?"

"Curioso."

"Sobre se eu sobreviveria?"

"Sobre se ainda seria capaz de sentar nessa cadeira."

Dante apertou a bengala.

"Foi você que sabotou meu carro?"

Caio não respondeu.

"Minha órtese?"

Silêncio.

"Minha equipe médica?"

Caio sorriu.

"Você acha que tudo gira em torno de você."

"Você entrou na minha casa usando um anel do meu pai."

"Nosso pai."

A palavra atingiu o salão.

Dante sustentou o olhar.

Caio retirou uma pasta.

"Otávio Montenegro me negou o nome, o patrimônio e a verdade."

Colocou os documentos na mesa.

"Hoje eu vim buscar o que ele roubou."

Dante abriu a pasta.

Havia certidões.

Cartas.

Cópias de contratos.

E uma antiga declaração assinada por Otávio.

Caio aproximou-se.

"Você passou a vida herdando tudo."

Dante ergueu os olhos.

"Eu passei a vida carregando o que ele deixou."

"Que conveniente."

"Se tem direito a alguma coisa, os advogados resolvem."

Caio riu.

"Você realmente acredita que isso é sobre dinheiro?"

"Então diga o que quer."

Caio olhou ao redor.

"Quero que todos vejam um Montenegro perder tudo."

Antes que Dante respondesse, Bruno recebeu uma mensagem.

Olhou para a tela.

Depois para Dante.

Uma única frase.

**RECUPERAMOS O ARQUIVO.**

Dante sentiu o coração acelerar.

Os onze minutos desaparecidos.

Finalmente tinham voltado.

E, dessa vez, ninguém naquela sala sabia o que as imagens mostrariam.

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