标题上

"A Filha da Empregada Tocou na Perna do Chefe da Máfia… E Revelou Algo Que Ninguém Viu" Capítulo 8 — Ninguém Toca Nela

正文开头

Isabela colocou a mala sobre a cama.

O quarto era maior que todo o apartamento onde ela vivera antes de trabalhar para os Montenegro.

Sofia olhava para o lustre.

"Vamos morar aqui?"

"Não."

"É bonito."

"Não vamos morar aqui."

"Tem banheira."

"Sofia."

A menina ficou quieta.

Isabela sentou na cama.

Estava exausta.

Não dormia direito havia dois dias.

Toda vez que fechava os olhos, via o bilhete.

A menina precisa esquecer.

Alguém tinha entrado no quarto.

Alguém tinha chegado perto de sua filha.

Uma batida na porta.

Dante entrou.

"Está tudo bem?"

"Não."

Ele pareceu aceitar a resposta.

"Há dois seguranças no corredor."

"Ótimo."

"E câmeras."

"Melhor ainda."

"Bruno trocou as fechaduras."

Isabela virou-se.

"O senhor realmente acha que isso resolve?"

"Ajuda."

"Eu não quero ajuda para viver presa."

"Você não está presa."

"Tem homens na porta."

"Proteção."

"Qual é a diferença?"

"Proteção impede alguém de entrar. Prisão impede você de sair."

"Posso sair?"

"Agora, não."

Isabela riu.

"Então é prisão."

Dante respirou fundo.

"Isabela..."

"É assim que o senhor resolve tudo?"

"Como?"

"Dando ordens."

"Normalmente funciona."

"Talvez seja por isso que ninguém diz quando o senhor está errado."

Dante ficou imóvel.

Isabela percebeu que tinha ido longe.

Mas não recuou.

"Você protege todo mundo dando ordens?"

"É assim que mantenho as pessoas vivas."

"Talvez seja por isso que não sabe como mantê-las perto."

Silêncio.

Dante não respondeu.

A frase atingira um lugar que Isabela não conhecia.

Sofia apareceu do banheiro.

"Senhor Dante."

Ele desviou os olhos da mãe.

"Sim?"

"Minha mãe está brava."

"Eu percebi."

"Você também?"

Dante olhou para Isabela.

"Acho que não tenho permissão."

Sofia riu.

Foi um som pequeno.

Mas mudou o ar do quarto.

Isabela tentou não sorrir.

Dante também.

Mais tarde, Bruno apareceu com novidades.

"Encontramos uma impressão parcial no bilhete."

"De quem?"

"Ainda não sabemos."

"E as câmeras?"

"Ninguém entrou."

Dante franziu a testa.

"Impossível."

"A câmera mostra o corredor por seis horas. Nenhuma entrada."

"Então o brinquedo nunca saiu."

Bruno pensou.

"Ou existe um ponto cego."

Sofia estava sentada no tapete.

De repente, levantou a cabeça.

"O homem cheirava igual."

Todos olharam.

Isabela se aproximou.

"Que homem?"

"O do clique."

"O homem que mexeu na perna do senhor Dante?"

Sofia assentiu.

"Cheirava como o quê?"

A menina tentou explicar.

"Madeira."

Dante não entendeu.

Isabela sim.

Uma memória surgiu.

Reuniões.

Corredores.

Marcelo passando pela cozinha.

Sempre o mesmo perfume.

Seco.

Amadeirado.

"Eu conheço."

Dante olhou para ela.

"Quem?"

"Marcelo."

Bruno ficou sério.

"Tem certeza?"

"Não estou dizendo que era ele. Estou dizendo que Marcelo usa um perfume muito parecido."

Bruno saiu imediatamente.

Dante não precisou mandar.

Naquela madrugada, dois homens entraram no escritório de Marcelo no Grupo Montenegro, no Itaim Bibi.

Atrás de um painel de madeira encontraram um segundo celular.

Sem registro em nome dele.

No aparelho havia fotografias.

Dante saindo do hospital.

Dante entrando na reabilitação.

Ricardo chegando à mansão.

Camila deixando o trabalho.

正文1

Isabela levando Sofia até uma praça.

Dante ficou parado diante da última foto.

Sofia estava segurando a mão da mãe.

A imagem havia sido tirada semanas antes do acidente.

"Ele observava elas antes de tudo isso."

Isabela sentiu as pernas enfraquecerem.

"Por quê?"

Bruno continuou examinando.

"Horas das suas sessões."

Outra pasta.

"Escalas da segurança."

Outra.

"Reuniões do conselho."

Dante fechou o celular.

"Tragam Marcelo."

Bruno fez uma ligação.

Não precisou procurar.

Marcelo já estava no portão.

Queria entrar.

Quinze minutos depois, caminhou sozinho até o escritório.

Dois seguranças vieram atrás.

Dante estava em pé.

Isabela permanecia perto da porta.

Marcelo viu o celular sobre a mesa.

Parou.

"Então encontraram."

"Encontramos."

Dante falou baixo.

"Você tem uma oportunidade."

Marcelo tirou o paletó.

Colocou sobre uma cadeira.

Depois retirou uma arma da cintura.

Bruno imediatamente apontou a própria arma.

Isabela recuou.

Marcelo segurou a pistola por dois dedos e a colocou sobre a mesa.

"Não vim lutar."

Bruno recolheu a arma.

Dante não desviou os olhos.

"Você sabotou meu carro?"

Marcelo respirou fundo.

"Não."

"Minha órtese?"

"Não."

"Camila?"

"Não."

"Então explique o celular."

Marcelo olhou para Isabela.

"Ela não deveria estar aqui."

Dante respondeu imediatamente:

"Ela fica."

Marcelo assentiu lentamente.

"Eu fiz algumas coisas."

Dante se aproximou.

"Quais?"

"Passei informações."

"Para quem?"

Silêncio.

"Marcelo."

"Eu nunca quis que você se machucasse."

"Para quem?"

"Quando descobri o que tinham feito com o carro, já era tarde."

Dante agarrou Marcelo pelo colarinho.

Bruno não interferiu.

"Quem?"

Marcelo encarou o homem que chamara de amigo durante dezessete anos.

"Meu pai não queria apenas dinheiro."

"Seu pai está morto."

"Eu sei."

"Então quem está fazendo isso?"

Marcelo respirou fundo.

"Alguém que herdou a parte que ele não conseguiu recuperar."

Dante soltou seu paletó.

"Você?"

"Não."

"Então quem?"

Marcelo olhou para Teresa, que acabara de aparecer na porta.

O rosto da velha senhora perdeu a cor.

Marcelo percebeu.

"Ela sabe."

Dante virou-se para a mãe.

"Sabe o quê?"

Teresa não respondeu.

Marcelo deu uma risada amarga.

"Claro."

"Fale."

Marcelo encarou Dante.

"Seu pai deixou muito mais do que empresas e dívidas."

Dante deu um passo.

"Pare de falar em enigmas."

"Otávio Montenegro teve outro filho."

O mundo pareceu parar.

Dante olhou para Teresa.

Ela fechou os olhos.

Marcelo continuou:

"Um filho que nunca teve o sobrenome dele."

Dante ficou sem expressão.

"Mentira."

"Pergunte à sua mãe."

Dante virou lentamente para Teresa.

"Mãe?"

Ela abriu os olhos.

Havia lágrimas.

Dante nunca vira Teresa chorar ao falar de Otávio.

"É verdade?"

Teresa demorou.

Então assentiu.

Uma vez.

Dante sentiu o chão desaparecer sob seus pés.

"Quem?"

Teresa abriu a boca.

Mas Marcelo respondeu primeiro.

"O homem que está tentando tirar tudo de você."

Dante olhou para ele.

Marcelo terminou:

"Seu irmão."

下一张上
下一章下

você pode gostar

Compartilhar Link

Copie o link abaixo para compartilhar com seus amigos:

页面底部