localização atual: Novela Mágica A Filha da Empregada Tocou na Perna do Chefe da Máfia… E Revelou Algo Que Ninguém Viu Capítulo 6 — O Segredo de Teresa Montenegro
标题上

"A Filha da Empregada Tocou na Perna do Chefe da Máfia… E Revelou Algo Que Ninguém Viu" Capítulo 6 — O Segredo de Teresa Montenegro

正文开头

Dante colocou a bolsa preta sobre a mesa.

"Você encontrou isso onde?"

"No depósito de serviço."

Isabela permaneceu diante dele.

Teresa estava ao lado da janela.

"Estava atrás de uma prateleira."

Bruno examinou as ferramentas usando luvas.

"A chave parece do mesmo tamanho da encontrada perto da ala de reabilitação."

Dante olhou para a mãe.

"Você sabia."

"Não."

"Sabia sobre a fotografia."

"Isso é diferente."

"Estou cansado dessa palavra."

Teresa virou-se.

"Eu tentei proteger você."

"Mentindo?"

"Sobre coisas que aconteceram antes de você ser adulto."

"Agora estão tentando me destruir usando essas coisas."

Dante colocou a fotografia diante dela.

"Chega."

Teresa ficou alguns segundos olhando para o marido morto.

Depois sentou.

"Seu pai, Ricardo, Augusto e eu começamos juntos."

Dante não disse nada.

"Não era Grupo Montenegro naquela época. Era uma pequena transportadora. Depois vieram construção, depósitos, imóveis."

"Augusto tinha participação?"

"Vinte e cinco por cento."

Marcelo não mentira.

"Então por que desapareceu?"

Teresa entrelaçou as mãos.

"Porque descobrimos que ele estava desviando contratos."

"Ele roubava?"

"Essa foi a versão oficial."

"E a verdadeira?"

Teresa ergueu os olhos.

"A verdadeira é mais complicada."

Dante soltou uma risada curta.

"Claro que é."

"Augusto também sabia coisas sobre Otávio."

"Que coisas?"

"Negócios que não poderiam aparecer nos livros."

Bruno permaneceu em silêncio.

Todo mundo em São Paulo conhecia duas versões de Dante Montenegro.

O empresário.

E o homem sobre quem ninguém fazia perguntas.

Otávio tivera as mesmas duas versões.

"Augusto ameaçou expor seu pai", continuou Teresa. "Otávio decidiu expulsá-lo."

"E a participação dele?"

"Foi comprada."

"Legalmente?"

Teresa demorou.

"Em parte."

Dante fechou a mão.

"O que significa em parte?"

"Uma parcela dos ativos ficou presa a um acordo particular."

"Que acordo?"

"Se a liderança direta dos Montenegro se tornasse incapaz de administrar o grupo, determinados direitos poderiam ser reclamados pelos herdeiros dos quatro fundadores."

Dante ficou imóvel.

Bruno entendeu primeiro.

"Incapaz."

Teresa assentiu.

"Era uma cláusula de proteção criada no início."

Dante pensou nos relatórios médicos.

Na órtese.

Na votação.

Não precisavam matá-lo.

Morto, suas ações seguiriam regras sucessórias claras.

Mas vivo e oficialmente incapaz...

"É por isso."

Teresa baixou os olhos.

"Pode ser."

"Não."

Dante se levantou.

"É exatamente por isso."

Começou a andar pela sala.

Ainda mancava.

Mas a cada dia a perna respondia melhor.

"Alguém não queria me matar na Marginal."

Bruno franziu a testa.

"Os freios foram sabotados."

"Parcialmente."

Dante virou-se.

"Se quisessem garantir minha morte, existiam maneiras muito mais eficientes."

Isabela sentiu um arrepio.

"Queriam machucar você."

Dante olhou para ela.

"Gravemente."

Teresa fechou os olhos.

"Mas vivo."

"Vivo o suficiente para assinar."

Bruno completou:

"Ou incapaz o suficiente para perder o controle."

Dante lembrou da frase de Sofia.

Só o suficiente.

Agora fazia sentido.

A sabotagem da órtese não deveria destruir a perna.

Apenas impedir sua recuperação.

Cada semana de dor criava mais evidências.

Mais relatórios.

Mais dúvidas.

Mais argumentos para Ricardo.

"Ricardo sabia desse acordo?"

Teresa não respondeu.

"Mãe."

"Sabia."

Dante bateu a mão na mesa.

Isabela se assustou.

"Ele convocou uma votação sabendo que isso poderia ativar o acordo?"

"Eu não sei se era essa a intenção."

"Mas ele sabia."

"Sim."

Dante pegou o celular.

"Bruno, traga Ricardo."

"Agora?"

"Agora."

Teresa levantou.

"Não faça isso."

Dante olhou para ela.

"Você passou dezessete anos decidindo o que eu deveria ou não saber."

"Dante..."

"Acabou."

Teresa saiu.

No corredor, Isabela tentou acompanhá-la.

Dante chamou:

"Isabela."

Ela parou.

"Sim?"

"Obrigada."

Ela pareceu surpresa.

"Pelo quê?"

"Por trazer a bolsa."

"Era o mínimo."

"Não nesta casa."

Isabela entendeu o que ele queria dizer.

Ali, fazer a coisa certa podia custar caro.

"Eu ainda quero ir embora."

"Eu sei."

"Não vou mudar de ideia porque o senhor agradeceu."

Dante quase sorriu.

"Também sei."

Ela virou-se.

"Isabela."

"Sim?"

"Enquanto você estiver aqui, ninguém toca em você nem na Sofia."

Ela o encarou.

"Foi exatamente dentro desta casa que tentaram destruir você."

Dante não encontrou resposta.

Isabela saiu.

Bruno observou.

"Ela tem coragem."

"Ela tem uma filha."

"Não é a mesma coisa."

Dante não respondeu.

Mais tarde, Bruno recebeu uma ligação de um advogado que trabalhava para o Grupo Montenegro.

"Temos um problema."

"Mais um?"

"Alguém apresentou documentos no Fórum João Mendes."

Dante pegou o telefone.

"Que documentos?"

"Um pedido de reconhecimento e preservação dos direitos previstos no acordo original dos fundadores."

Dante se levantou.

"Quem apresentou?"

Houve silêncio.

"Diga."

"Ricardo Montenegro."

Dante desligou.

Teresa estava certa sobre uma coisa.

O passado não estava voltando.

Ele nunca tinha ido embora.

下一张上
下一章下

você pode gostar

Compartilhar Link

Copie o link abaixo para compartilhar com seus amigos:

页面底部