"O Chefe da Máfia Observou Sua Empregada Por 8 Dias… No 9º Dia, Fez Algo Que Ninguém Esperava" Capítulo 8 — Você Não Pode Me Prender Aqui
Isabela apareceu para trabalhar na manhã seguinte.
Dante ficou furioso.
Encontrou-a na cozinha às sete e quinze.
"O que está fazendo?"
Ela olhou para o balde.
"Considerando seriamente responder 'cirurgia cardíaca'."
"Não brinque."
"Estou trabalhando."
"Seu apartamento foi invadido ontem."
"Eu lembro."
"Você deveria estar descansando."
"Descansando onde?"
Dante não respondeu.
Isabela continuou.
"Meu apartamento está com uma porta nova. Bruno colocou um homem no corredor. Outro na rua. Tenho mais segurança do que o prefeito."
"Ótimo."
"Não foi elogio."
"Você vai ficar aqui."
Isabela parou.
"O quê?"
"Tem quartos vazios."
"Não."
"É temporário."
"Não."
"Até descobrirmos quem entrou na sua casa."
"Não."
Dante perdeu a paciência.
"Pare de dizer não."
"Pare de achar que pode decidir tudo."
"Estou tentando manter você viva."
"Trancando numa mansão?"
"Protegendo."
"Você não pode me prender aqui."
"Eu não disse prender."
"Disse que eu 'vou ficar'."
Dante respirou fundo.
"Está bem."
Isabela esperou.
"Vou pedir."
Ela quase riu.
"Isso eu quero ver."
Dante pareceu considerar seriamente abandonar a conversa.
Em vez disso, disse:
"Fique na mansão até Bruno descobrir quem entrou no seu apartamento."
Isabela ergueu uma sobrancelha.
"Isso foi um pedido?"
"Foi."
"Pareceu doloroso."
"Extremamente."
Ela quase sorriu.
Mas balançou a cabeça.
"Não."
Dante fechou os olhos por um segundo.
"Por quê?"
"Porque se eu aceitar toda vez que você decidir que sabe o que é melhor para mim, um dia vou perceber que parei de decidir qualquer coisa."
A resposta o silenciou.
Isabela pegou o balde.
"Eu trabalho para você."
Passou por ele.
"Eu não pertenço a você."
Dante ficou parado na cozinha.
Aquela frase permaneceria com ele por muito tempo.
No final do expediente, Isabela voltou para Vila Mariana.
Dante respeitou a decisão.
Tecnicamente.
Bruno colocou dois homens a uma distância discreta.
Às oito da noite, bateram à porta.
Isabela congelou.
Olhou pelo olho mágico.
Dois homens de terno.
Não eram os seguranças de Dante.
"Quem é?"
"Precisamos conversar sobre sua dívida."
Ela não abriu.
"Conversem pelo telefone."
"Não trabalhamos mais para a mesma empresa."
Isabela franziu a testa.
"Como?"
"Seu contrato foi vendido."
"Vendido para quem?"
Silêncio.
"Abra a porta."
"Não."
"Senhora Martins."
"Vou chamar a polícia."
Os homens se afastaram.
Cinco minutos depois, Bruno apareceu.
"Está bem?"
"Quem eram?"
"Estamos descobrindo."
"Disseram que minha dívida foi vendida."
Bruno ficou sério.
"Quando?"
"Não sei."
Na manhã seguinte, Isabela foi até a financeira responsável.
Saiu de lá com uma cópia da cessão de crédito.
Leu o nome da empresa compradora três vezes.
**MTR Gestão Patrimonial Ltda.**
Pesquisou no celular.
A empresa estava ligada a um fundo.
O fundo possuía participação em outra empresa.
E aquela empresa aparecia em documentos públicos relacionados ao Grupo Montenegro.
O sangue de Isabela ferveu.
Ela pegou um táxi.
Chegou à mansão às dez e vinte.
Entrou sem trocar de roupa.
Encontrou Dante no escritório com Bruno e Marcelo.
Jogou os papéis sobre a mesa.
"Quanto?"
Os três homens olharam para ela.
Dante levantou-se.
"O que aconteceu?"
"Quanto você pagou?"
"Do que está falando?"
"Minha dívida."
Marcelo desviou discretamente os olhos.
Isabela não percebeu.
Bruno percebeu.
"Alguém comprou."
Dante ficou imóvel.
"Quem?"
"Uma empresa ligada aos Montenegro."
Ela apontou para ele.
"Você."
"Não."
"Não minta para mim."
Dante endureceu.
"Eu não minto."
"Você me investigou."
"Sim."
"Descobriu minha dívida."
"Sim."
"Começou a mandar comida."
Marcelo olhou para Dante.
Dante ignorou.
"Isso não tem relação."
"Depois tentou me colocar dentro desta casa."
"Porque invadiram seu apartamento."
"E agora minha dívida pertence a uma empresa ligada ao seu grupo."
Isabela estava tremendo.
Não de medo.
De humilhação.
"Quanto você pagou para ser meu dono?"
O escritório ficou em silêncio.
A frase atingiu Dante como um golpe.
"Eu não sou seu dono."
"Então quem comprou?"
"Não sei."
"Conveniente."
"Isabela."
"Eu devia ter entendido."
"Entendido o quê?"
"Homens como você não ajudam."
Ela pegou os documentos.
"Compram."
Dante deu a volta na mesa.
"Olhe para mim."
"Não."
"Isabela."
Ela finalmente olhou.
"Eu não comprei sua dívida."
"Como posso acreditar?"
A pergunta fez Dante parar.
Porque não havia resposta simples.
Ele a observara escondido.
Investigara seu passado.
Testara sua honestidade com uma joia.
Mandara seguranças segui-la sem autorização.
Fizera exatamente tudo que tornava difícil confiar nele.
"Você não pode", disse Dante.
Isabela pareceu surpresa.
"Não ainda."
Ele olhou para Bruno.
"Descubra quem comprou."
Bruno já estava com o telefone.
Marcelo falou:
"Pode ser alguma subsidiária antiga."
Dante virou lentamente o rosto.
"Eu perguntei a você?"
Marcelo calou-se.
Dante percebeu o nervosismo.
Pequeno.
Mas estava ali.
"Bruno."
"Sim."
"Comece por Marcelo."
Marcelo empalideceu.
"Isso é absurdo."
"Então não terá nada a esconder."
Isabela ficou junto à porta.
"Quando descobrir, me avise."
Ela saiu.
Dante não tentou impedi-la.
Duas horas depois, Bruno entrou sozinho.
Fechou a porta.
"Encontrei."
Dante levantou os olhos.
"MTR Gestão Patrimonial."
"Quem controla?"
"A estrutura é feita para esconder."
"Bruno."
O segurança colocou uma folha sobre a mesa.
No final de uma cadeia de empresas havia uma assinatura.
Dante reconheceu.
Ricardo Montenegro.
O rosto dele ficou frio.
"Ele comprou a dívida dela."
"Há três dias."
"Quanto?"
"Cento e quarenta mil."
"E agora controla cento e oitenta e três mil em cobrança."
Dante se levantou.
"Onde está Ricardo?"
"Não sei."
"Encontre."
Bruno saiu.
Na ala leste, Isabela tentava agir normalmente.
Helena percebeu.
"Você está triste."
"Estou cansada."
"Mentira."
Isabela sorriu sem humor.
"Hoje todo mundo resolveu me conhecer."
Helena segurou sua mão.
"Ele machucou você?"
"Quem?"
"Dante."
Isabela hesitou.
"Não."
Helena pareceu satisfeita.
"Ele é igual ao pai."
"Isso é bom?"
Helena ficou séria.
"Às vezes."
Isabela ajeitou o cobertor.
"Seu filho é complicado."
"Ele tem medo."
Isabela parou.
"Dante?"
Helena assentiu.
"De quê?"
A velha olhou para ela.
"De gostar."
Isabela ficou sem resposta.
Na mesma hora, Dante entrou.
Ela soltou a mão de Helena.
"Precisamos conversar."
Isabela levantou.
"Descobriu?"
"Sim."
"Quem?"
Dante olhou diretamente para ela.
"Ricardo."
Isabela não demonstrou surpresa imediatamente.
Depois lembrou do envelope.
Do milhão.
Da ligação.
Do apartamento.
"Por quê?"
"Para controlar você."
"Por causa dos documentos?"
"Provavelmente."
"Então ele sabe."
"Não sabemos quanto."
Isabela respirou fundo.
"E minha dívida?"
"Continua existindo."
"Nas mãos dele."
"Por enquanto."
Ela ergueu o olhar.
"Não pague."
Dante ficou em silêncio.
"Estou falando sério."
"Ele pode usar isso contra você."
"É minha dívida."
"Isabela..."
"Não compre."
Ela se aproximou.
"Se fizer isso, não será diferente dele."
Dante sustentou o olhar.
"Está me comparando com Ricardo?"
"Estou dizendo para não me transformar numa coisa que vocês podem comprar um do outro."
A resposta o atingiu.
Helena observava os dois.
Então começou a rir.
Isabela virou-se.
"O que foi?"
Helena apontou para Dante.
"Ela manda em você."
Dante fechou os olhos.
Isabela mordeu o lábio para não rir.
"Não comece, mãe."
Helena riu ainda mais.
Foi a primeira vez em meses que Dante ouviu aquele som.
Por alguns segundos, ninguém falou.
Dante olhou para a mãe.
Depois para Isabela.
E algo mudou.
Não era confiança completa.
Ainda não.
Mas já não era apenas curiosidade.
Naquela noite, porém, Bruno encontrou algo muito pior.
A gravação da câmera do corredor mostrava uma figura entrando na suíte de Helena às três e dezessete da madrugada.
A pessoa permaneceu lá por seis minutos.
Quando saiu, levava uma pasta.
Bruno ampliou.
A imagem estava parcialmente corrompida.
Mas havia algo impossível de ignorar.
O uniforme.
Preto.
Avental branco.
Uniforme de empregada.
Na manhã seguinte, descobriram que documentos haviam desaparecido do cofre particular de Helena.
E o registro eletrônico da porta mostrava apenas um cartão utilizado naquele horário.
O cartão de acesso pertencia a:
**Isabela Oliveira Martins.**
você pode gostar
-
TerminadoCapítulo 5
Papai bilionário do bebê
Uma noite de amor que jamais seria esquecida. Ela dormiu com um bilionário. Apenas Jessica não sabia disso na época, outra coisa que ela não sabia é que, ao sair daquele apartamento de luxo, ela carregaria o herdeiro de uma empresa multibilionária.Moderno08 9 -
TerminadoCapítulo 4
Paixão e Domínio: Ex-esposa do CEO
Tudo o que pode levar é um escândalo para despedaçar uma história de amor de 15 anos. Conheça os Barnes. Angelina (Angel) e James Buchanan Barnes IV (Bucky). Seu romance antes de conto de fadas foi destruído. Mas quando a verdade vier à tona, eles serão capazes de reparar o estrago ou estará tão danificado que não poderá ser consertado?Moderno08 11 -
TerminadoCapítulo 2
Depois do falecimento do meu marido, eu enfrentei a amante com astúcia
Meu marido Joaquim sofreu um acidente de carro, ficou gravemente ferido e à beira da morte. O médico disse que salvá-lo teria pouco significado, então me preparei psicologicamente. Eu estava bem preparada e fiz um gesto com a mão: "Não vou dar mais problemas ao hospital, desistindo do tratamento." Obtive o atestado de óbito, encerrei a conta, levei-o ao crematório e, após seis horas, ele se tornou um monte de cinzas. Eu bato na urna de cinzas e digo: "Joaquim, oh Joaquim, você realmente era uma boa pessoa!" Joaquim tinha uma fortuna, partiu jovem e não deixou testamento. Recebi dois terços de toda a herança. Existe alguém mais atencioso do que Joaquim?Moderno08 4