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"O Chefe da Máfia Observou Sua Empregada Por 8 Dias… No 9º Dia, Fez Algo Que Ninguém Esperava" Capítulo 7 — A Chave Que Helena Escondeu

正文开头

Isabela nunca havia entrado na sede da Montenegro Participações.

O edifício de vidro no Itaim Bibi parecia pertencer a outro mundo.

Homens de terno paravam quando Dante passava.

Recepcionistas baixavam a voz.

Portas se abriam antes que ele chegasse.

Isabela vinha atrás, ainda usando o uniforme preto de empregada.

Sentia todos os olhares.

"Eu deveria ter trocado de roupa."

Dante apertou o botão do elevador.

"Por quê?"

"Porque todos estão olhando."

"Deixe."

"É fácil dizer quando ninguém olha para você como se tivesse entrado no prédio errado."

Dante virou-se.

"Você está comigo."

"Isso piora."

A porta abriu.

Bruno estava esperando no vigésimo primeiro andar.

"Encontrei."

Seguiram por um corredor raramente utilizado.

No final havia uma sala de arquivos.

Bruno destrancou.

"Parte da estrutura antiga foi mantida."

Havia armários metálicos nas paredes.

Cada um possuía códigos.

J-11.

J-12.

J-13.

Dante encontrou o último.

J-17.

Olhou para a chave.

"JM-17."

Isabela aproximou-se.

"Tente."

Dante encaixou.

Girou.

Clique.

A porta abriu.

Dentro havia quatro caixas.

Bruno colocou a primeira sobre uma mesa.

Documentos.

Contratos.

Manifestos de carga.

Fotografias antigas.

Dante pegou uma pasta.

Porto de Santos.

1999.

Seu rosto mudou.

"É o ano em que meu pai morreu."

Isabela permaneceu ao lado.

Dante abriu outra página.

Rotas.

Horários.

Nomes de motoristas.

Contêineres.

Tudo parecia normal.

Até Bruno encontrar um documento diferente.

"Chefe."

Era uma cópia de transferência bancária.

O beneficiário tinha sobrenome Montenegro.

Dante leu.

Álvaro Montenegro.

Pai de Ricardo.

O silêncio ficou pesado.

"Isso não prova nada", disse Dante.

Bruno continuou procurando.

Encontrou uma carta escrita à mão.

Helena.

Dante reconheceu a caligrafia.

"Augusto descobriu que alguém está passando as rotas. Ele acredita que vem de dentro da família."

Isabela sentiu um arrepio.

Dante continuou lendo.

"Álvaro nega. Augusto vai encontrá-lo em Santos na quinta-feira."

Dante parou.

A emboscada acontecera naquela quinta-feira.

Bruno abriu outra pasta.

"Tem uma página arrancada."

Dante olhou.

No meio de uma sequência numerada faltava o documento 37.

"Quem sabia desse arquivo?"

"Provavelmente Helena."

"Meu pai?"

"Talvez."

"E Álvaro?"

Bruno não respondeu.

Álvaro Montenegro morrera doze anos antes.

Ricardo herdara tudo.

Isabela aproximou-se da caixa.

"Talvez sua mãe tenha escondido isso depois que seu pai morreu."

Dante fechou a pasta.

"Ou alguém deixou para que ela parecesse acreditar nisso."

"Por que faria isso?"

"Porque famílias como a minha não precisam de inimigos externos."

Isabela olhou para ele.

"Você acredita nela?"

Dante não respondeu.

"Na sua mãe."

"Quero provas."

"Não perguntei isso."

Ele a encarou.

Isabela insistiu.

"Você acredita nela?"

Dante olhou para a carta.

"Eu quero."

Foi a resposta mais vulnerável que Isabela ouvira dele.

Bruno interrompeu.

"Precisamos tirar tudo daqui."

"Leve para a mansão."

"Não é seguro."

"Então para a Central."

Bruno assentiu.

Dante pegou a carta.

Dobrou cuidadosamente.

Colocou dentro do paletó.

No caminho de volta, Isabela ficou quieta.

Dante percebeu.

"Você sempre fala."

"Isso foi uma reclamação?"

"Uma observação."

"Estou pensando."

"Perigoso."

Ela olhou para ele.

正文1

"Foi uma piada?"

"Talvez."

Isabela sorriu.

Dante desviou o rosto para a janela.

Quando chegaram à mansão, o telefone dela tocou.

Número desconhecido.

Isabela atendeu.

"Alô?"

Silêncio.

"Quem é?"

Uma voz masculina.

"Você deveria ter aceitado o dinheiro."

A ligação caiu.

Isabela parou.

Dante percebeu imediatamente.

"Quem?"

"Ninguém."

"Isabela."

Ela mostrou o telefone.

Dante pegou.

"Bruno."

O segurança se aproximou.

"Rastreie."

Pouco depois, descobriram que o número era descartável.

Às seis e quarenta, Isabela saiu.

Dante queria mandar um carro.

Ela recusou.

"Eu pego ônibus todos os dias."

"Hoje não."

"Por quê?"

"Porque alguém ligou ameaçando você."

"Não ameaçou."

"Disse que deveria ter aceitado dinheiro."

"Isso não significa..."

"Entre no carro."

Isabela cruzou os braços.

"Não mande em mim fora do trabalho."

Dante aproximou-se.

"Você tem algum instinto de sobrevivência?"

"Tenho. É por isso que não entro em carros de chefes da máfia quando estou irritada."

Bruno virou o rosto para esconder a reação.

Dante respirou fundo.

"Bruno leva você."

"Não."

"Isabela."

"Boa noite, senhor Montenegro."

Ela saiu.

Dante observou até o portão fechar.

"Coloque alguém seguindo o ônibus."

Bruno assentiu.

"Sem ela saber."

"Obviamente."

Duas horas depois, Bruno ligou.

"Chefe."

Dante reconheceu o tom.

"O que aconteceu?"

"O apartamento dela."

"Fale."

"Arrombaram."

Dante já estava pegando o paletó.

"Ela está bem?"

"Sim."

"Tem certeza?"

"Estou com ela."

Dante chegou à Vila Mariana em menos de vinte minutos.

O apartamento de Isabela ficava no segundo andar de um prédio antigo.

A porta estava quebrada.

Gavetas abertas.

Roupas espalhadas.

Colchão virado.

Isabela estava no meio da sala.

Quando viu Dante, sua expressão mudou.

"O que está fazendo aqui?"

"Bruno ligou."

"Eu não pedi."

"Eu sei."

Dante examinou o apartamento.

"Roubaram alguma coisa?"

"Não."

"Dinheiro?"

"Não tinha."

"Joias?"

"Também não."

"Eletrônicos?"

"Meu notebook está ali."

Dante olhou ao redor.

"Então estavam procurando alguma coisa."

Isabela ficou imóvel.

Os dois pensaram na mesma coisa.

JM-17.

"Mas a chave estava com você", ela disse.

"Sim."

"E os documentos?"

"Na mansão."

Dante olhou para Bruno.

"Quem sabia que ela foi conosco?"

"Pouca gente."

"Quero nomes."

Isabela respirou fundo.

"Eu vou arrumar."

Dante virou-se.

"Não."

"É minha casa."

"Você não fica aqui."

"Como?"

"Pegue o necessário."

"Não."

"Isabela."

"Eu não vou morar na sua mansão."

"Não perguntei."

Ela ficou furiosa.

"Eu não sou um dos seus homens."

"Eu sei."

"Então não pode me dar ordens sobre onde eu durmo."

Dante chegou mais perto.

"Alguém entrou na sua casa depois que você encontrou documentos ligados à morte do meu pai."

"Isso não significa..."

"Significa que você está em perigo."

"Eu consigo cuidar de mim."

Dante olhou para a porta destruída.

"Claramente."

Isabela empalideceu de raiva.

"Saia."

Ele percebeu que tinha ido longe demais.

"Isabela..."

"Saia da minha casa."

Dante ficou imóvel.

Depois assentiu.

"Bruno fica."

"Não."

"Isso não é negociável."

"Para você tudo é uma ordem."

Dante parou na porta.

"Quando alguém tenta usar você para chegar até minha família, sim."

Isabela respondeu:

"Talvez o problema seja exatamente esse."

"Qual?"

"Você ainda acha que isso é só sobre sua família."

Dante saiu.

No corredor, ficou parado.

A frase o perseguiu até a mansão.

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