localização atual: Novela Mágica O Chefe da Máfia Observou Sua Empregada Por 8 Dias… No 9º Dia, Fez Algo Que Ninguém Esperava Capítulo 6 — A Mulher Que Todos Chamavam de Louca
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"O Chefe da Máfia Observou Sua Empregada Por 8 Dias… No 9º Dia, Fez Algo Que Ninguém Esperava" Capítulo 6 — A Mulher Que Todos Chamavam de Louca

正文开头

Dante colocou a chave sobre a mesa.

JM-17.

Ficou olhando para ela durante quase um minuto.

"Reconhece?"

Isabela estava diante dele no escritório.

"Foi sua mãe que me deu."

"Não perguntei isso."

"Então não."

Dante pegou a chave.

Era antiga.

Pequena demais para uma porta comum.

"Ela disse mais alguma coisa?"

"Que eu deveria guardar antes que Ricardo encontrasse."

"Você contou para alguém?"

"Só para o senhor."

"Bruno?"

"Não."

"Enfermeiras?"

"Não."

Dante fechou a mão.

"Continue assim."

Isabela cruzou os braços.

"Vai me dizer o que significa?"

"Quando eu souber."

"Foi dona Helena que me deu."

"Helena é minha mãe."

"E colocou a chave na minha mão."

Dante ergueu os olhos.

"Está discutindo comigo de novo."

"Estou percebendo que isso acontece bastante."

Por um instante, quase apareceu um sorriso no rosto dele.

Desapareceu antes de existir.

"Volte ao trabalho."

Isabela não se moveu.

"Dante."

Foi a primeira vez que o chamou pelo nome.

Ele percebeu.

Ela também.

"Não trate tudo o que sua mãe fala como loucura."

O olhar dele endureceu.

"Você não sabe do que está falando."

"Talvez não."

"Então pare."

"Eu passo mais tempo com ela do que o senhor."

O silêncio caiu sobre o escritório.

Dante se levantou lentamente.

"Tenha cuidado."

Isabela sentiu medo.

Mas ficou.

"Com o quê?"

"Com a maneira como fala comigo."

"É exatamente disso que estou falando."

"Isabela."

"O senhor observa sua mãe por cem câmeras."

A frase o atingiu.

"Eu sento ao lado dela."

Dante ficou imóvel.

"Não é a mesma coisa."

"Saia."

"Dante..."

"Saia."

Ela abriu a porta.

Antes de atravessar, virou-se.

"Ela sente sua falta."

Dante não respondeu.

Isabela saiu.

Ele permaneceu de pé.

Durante anos, convencera-se de que as câmeras eram proteção.

Helena tinha médicos.

Enfermeiras.

Seguranças.

Tudo de que precisava.

Tudo, menos ele.

Dante abriu uma gaveta.

Dentro havia uma fotografia antiga.

Augusto e Helena.

Dante tinha nove anos.

Ricardo, doze.

Os quatro estavam em uma casa de campo.

Seu pai tinha o braço ao redor dele.

Dante lembrava daquela tarde.

Lembrava menos do que gostaria.

Três meses depois, Augusto morreu.

A versão oficial dentro da família era simples.

Uma negociação havia dado errado.

O carro de Augusto fora interceptado na saída de Santos.

Dois homens morreram com ele.

Nenhum Montenegro falava muito sobre aquilo.

Helena menos ainda.

Depois da morte do marido, ela assumira parte dos negócios durante anos.

Até Dante ter idade suficiente para ocupar o lugar.

Ele virou a chave entre os dedos.

JM.

O que significava?

Naquela tarde, Bruno trouxe a primeira resposta.

"Jardins Montenegro?"

"Não."

"Junta Mercantil?"

"Também não."

Bruno colocou uma pasta sobre a mesa.

"Mas encontrei uma coisa."

Dante abriu.

"Em 1999, sua mãe tinha um escritório particular na sede antiga da Montenegro Participações."

"E?"

"Os arquivos eram numerados."

Dante levantou os olhos.

"JM?"

"Jardim Municipal."

"Isso não faz sentido."

"Era o nome interno do setor."

"Dezessete?"

"Pode ser armário."

Dante levantou-se.

正文1

A antiga sede não existia mais.

O prédio havia sido reformado e transformado na atual sede do Itaim Bibi.

Mas parte dos arquivos históricos fora preservada.

"Vamos."

Na porta, Bruno parou.

"Ela vem?"

Dante sabia de quem falava.

"Não."

Na mesma hora, na mansão, Helena começou a gritar.

Isabela estava limpando o corredor.

Correu.

"Dona Helena."

"Santos."

Helena tentava levantar da cama.

"Santos!"

"Calma."

"Documento."

"Que documento?"

Helena agarrou o braço dela.

"Santos."

"Eu estou ouvindo."

"Ricardo."

Isabela sentiu o coração acelerar.

"Ricardo fez o quê?"

"Documento."

"Qual documento?"

Helena começou a chorar.

"Augusto sabia."

Isabela segurou seu rosto com delicadeza.

"Dona Helena, olhe para mim."

"Ele sabia."

"O quê?"

"Traidor."

A porta se abriu.

Dra. Camila Nogueira entrou.

"Afaste-se."

"Ela está falando."

"Isabela."

"Ela falou de Santos."

Camila verificou Helena.

"Ela está agitada."

"Não é só agitação."

"Você não é médica."

"Eu sei."

"Então não transforme fragmentos de memória em confissões."

Isabela ficou em silêncio.

Camila administrou a medicação prescrita.

Poucos minutos depois, Helena começou a relaxar.

Isabela saiu.

Dante voltou à mansão às sete.

Encontrou-a esperando no corredor.

"Santos."

Ele parou.

"O quê?"

"Sua mãe repetiu Santos."

A expressão dele mudou.

"E documento."

Dante aproximou-se.

"Mais alguma coisa?"

"Augusto sabia."

Ele ficou pálido.

"E depois disse 'traidor'."

Dante olhou para a porta da mãe.

"Isso foi antes ou depois de você mostrar a chave?"

"Eu não mostrei."

Dante ficou em silêncio.

Isabela percebeu.

"Vocês descobriram alguma coisa."

"Talvez."

"O quê?"

"Não importa."

"Claro que importa."

"Para mim."

"Ela me colocou no meio disso."

"Você já está no meio."

A frase saiu antes que Dante pudesse impedir.

Os dois ficaram em silêncio.

Isabela falou mais baixo.

"Então pare de me tratar como se eu estivesse do lado de fora."

Dante olhou para ela.

"Venha amanhã comigo."

"Para onde?"

"Montenegro Participações."

"Por quê?"

Ele mostrou a chave.

"Vamos descobrir o que minha mãe tentou esconder por quase trinta anos."

Naquela noite, Helena acordou às três da manhã.

Chamou a enfermeira.

"Isabela."

"Ela foi para casa, senhora."

Helena começou a chorar.

"Isabela."

A enfermeira tentou acalmá-la.

Não conseguiu.

Às três e vinte, Dante recebeu a ligação.

Ele entrou na suíte de pijama e camisa.

A mãe estava sentada na cama.

"Isabela."

"Ela volta amanhã."

Helena olhou para ele.

Por alguns segundos, reconheceu o filho.

"Dante."

Ele parou.

"Estou aqui."

"Você ainda tem os olhos dele."

Dante sentou-se.

"De quem?"

"Do seu pai."

Helena tocou seu rosto.

Dante fechou os olhos.

Fazia anos que ela não fazia aquilo.

"Ele tentou proteger você."

"De quem?"

Helena começou a perder o foco.

"Mãe."

"Não deixe..."

"Quem?"

"Não deixe Ricardo..."

A frase morreu.

Helena adormeceu.

Dante permaneceu ao lado dela até o amanhecer.

Naquela manhã, pela primeira vez em muitos anos, ele não desceu para assistir à mãe por uma câmera.

Ficou sentado ao lado da cama.

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