localização atual: Novela Mágica O Chefe da Máfia Observou Sua Empregada Por 8 Dias… No 9º Dia, Fez Algo Que Ninguém Esperava Capítulo 4 — Você Sangrou na Cama da Minha Mãe
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"O Chefe da Máfia Observou Sua Empregada Por 8 Dias… No 9º Dia, Fez Algo Que Ninguém Esperava" Capítulo 4 — Você Sangrou na Cama da Minha Mãe

正文开头

Isabela conheceu Dante Montenegro oficialmente às oito e vinte da manhã do oitavo dia.

Estava trocando os lençóis de Helena quando percebeu que alguém ocupava a porta.

Virou-se.

O homem era mais alto do que imaginara.

Terno escuro.

Camisa branca.

Nenhuma gravata.

O rosto parecia esculpido para nunca demonstrar dúvida.

Isabela soube imediatamente quem era.

Todo funcionário da mansão sabia.

Dante Montenegro.

O homem que pagava os salários.

O homem sobre quem ninguém fazia perguntas.

O homem cuja voz saíra do interfone no dia anterior.

Ela soltou o lençol.

"Senhor Montenegro."

Dante olhou para a cama.

Depois para a mão enfaixada dela.

"Você sangrou na cama da minha mãe."

Isabela piscou.

De todas as coisas que imaginara ouvir, aquela não estava entre elas.

"Desculpe?"

"Anteontem."

Ele apontou para o colchão.

"Seu sangue."

Isabela olhou para a própria mão.

"Eu limpei."

"Não foi isso que perguntei."

"Na verdade, o senhor não perguntou nada."

Dante ficou em silêncio.

Isabela percebeu tarde demais.

Talvez discutir gramática com o chefe da máfia não fosse a melhor estratégia para conservar o emprego.

"Desculpe."

"Por entrar no quarto?"

"Por responder."

"Não parece arrependida."

"Estou tentando."

Dante entrou.

A presença dele parecia reduzir o tamanho da suíte.

"Por que entrou?"

"Para limpar."

"Quando minha mãe estava em crise."

"Sim."

"Havia vidro no chão."

"Eu vi."

"Ela arremessou um relógio na sua cabeça."

"Errou."

Dante a encarou.

Isabela engoliu em seco.

"Isso foi uma piada."

"Eu sei."

"Não parece."

"Não costumo rir."

"Percebi."

Outra pausa.

Dante não estava acostumado àquilo.

As pessoas mediam palavras perto dele.

Isabela parecia medir e mesmo assim escolher as erradas.

"Você poderia ter se machucado."

"Eu me machuquei."

"Mais."

"Também poderia ter deixado sua mãe sozinha."

O olhar de Dante endureceu.

"Havia duas enfermeiras."

"Do lado de fora."

"Eram profissionais."

"Do lado de fora."

Dante aproximou-se.

"Você está me dizendo como devo cuidar da minha mãe?"

Isabela respirou fundo.

"Não."

"Ótimo."

"Estou dizendo que ninguém entrou."

Silêncio.

Dante ficou completamente imóvel.

Isabela percebeu que havia ultrapassado algum limite invisível.

Mesmo assim, continuou.

"Ela estava com medo."

"Minha mãe pode ser perigosa durante uma crise."

"Eu sei."

"Então por que ficou?"

Isabela olhou para Helena.

A velha dormia.

"Porque ela pediu."

"Ela não sabia quem você era."

"Não precisava saber."

Dante estudou o rosto dela.

Não encontrou arrogância.

Não encontrou desafio.

Encontrou apenas cansaço.

"Você não é enfermeira."

"Não."

"Não é cuidadora."

"Não."

"Foi contratada para limpar."

"Sim."

"Então faça apenas seu trabalho."

Isabela olhou para ele.

"Está me proibindo de ajudá-la?"

Dante deveria ter dito sim.

Seria simples.

Seguro.

Lógico.

Mas olhou para a mãe.

Helena dormia melhor desde que Isabela começara a entrar naquele quarto.

"Estou dizendo que não deve colocar sua vida em risco."

Isabela pareceu surpresa.

"Isso foi preocupação?"

"Foi uma ordem."

"Ah."

"Há diferença."

"Claro."

Dante virou-se para sair.

"Senhor Montenegro."

Parou.

"Obrigada pela comida."

Ele não se virou.

正文1

"Não sei do que está falando."

"Claro."

Dante saiu.

Isabela esperou alguns segundos.

Então murmurou:

"Homem estranho."

No corredor, Dante ouviu.

Pela primeira vez em semanas, quase sorriu.

Quase.

Naquela tarde, Ricardo Montenegro chegou à mansão.

Dante estava no escritório quando o primo entrou.

Ricardo tinha quarenta e um anos e um talento especial para parecer agradável enquanto calculava onde enfiar a faca.

"Você sumiu."

"Estou trabalhando."

"Marcelo disse que você interrompeu uma reunião sobre Santos por causa de um problema doméstico."

Dante ergueu os olhos.

"Marcelo fala demais."

"Ele estava preocupado."

"Marcelo nunca está preocupado. Ele calcula."

Ricardo sorriu.

"Talvez seja por isso que você o paga."

Dante fechou a pasta.

"O que quer?"

"Falar sobre Santos."

"Fale."

Ricardo sentou.

Durante vinte minutos discutiram cargas, contratos e um problema com um terminal no Porto de Santos.

Mas Ricardo observava o primo.

Dante estava diferente.

Distraído.

O celular vibrou.

Dante olhou imediatamente.

Ricardo percebeu.

"Problema?"

"Não."

Dante guardou o aparelho.

Ricardo mudou de assunto.

"Como está tia Helena?"

O rosto de Dante ficou mais frio.

"Estável."

"Ouvi dizer que está aceitando comida."

"Quem disse?"

"A casa fala."

"A casa deveria aprender a ficar calada."

Ricardo sorriu.

"Uma empregada nova, não é?"

Dante não respondeu.

"Isabela alguma coisa."

O silêncio foi suficiente.

Ricardo apoiou-se na cadeira.

"Interessante."

"Não há nada interessante."

"Então por que você está me olhando como se eu tivesse ameaçado alguém?"

"Porque você está desperdiçando meu tempo."

Ricardo levantou-se.

"Nos vemos amanhã."

Quando saiu, o sorriso desapareceu.

No corredor, encontrou Marcelo.

"Isabela Oliveira Martins", disse Ricardo.

Marcelo franziu a testa.

"Quem?"

"Descubra."

"Por quê?"

Ricardo olhou para a porta fechada do escritório.

"Porque Dante Montenegro não se distrai."

Na manhã seguinte, Ricardo recebeu um envelope.

Dentro estavam os mesmos documentos que Bruno entregara a Dante.

Endereço.

Histórico profissional.

Hospital São Gabriel.

Larissa Martins.

Dívidas.

Ricardo leu tudo.

"Interessante."

Marcelo permaneceu diante dele.

"Ela é só uma empregada."

Ricardo pegou a folha com os valores.

"Não existe 'só uma empregada' quando Dante começa a mudar a rotina por causa dela."

"Ele mudou?"

"Cancelou uma reunião."

Ricardo colocou os papéis sobre a mesa.

"E colocou comida especial na sala dos funcionários."

Marcelo riu.

"Isso é ridículo."

"Exatamente."

Ricardo pegou o celular.

"Descubra quem comprou os empréstimos dela."

"Por quê?"

"Porque quero saber quanto custa a lealdade dessa mulher."

Enquanto isso, na ala leste, Isabela penteava os cabelos de Helena.

A velha parecia cansada.

"Hoje a senhora está quieta."

Helena olhou para a porta.

"Ele veio?"

"Quem?"

"Meu filho."

"Dante?"

Helena assentiu.

"Veio."

"Ele assusta você?"

Isabela pensou.

"Um pouco."

Helena sorriu.

"Ele sempre teve essa cara."

Isabela riu.

"Então não é culpa minha."

Helena segurou seu pulso.

De repente, o sorriso desapareceu.

"Não confie neles."

Isabela franziu a testa.

"Em quem?"

Helena olhou para a porta.

"Nos Montenegro."

Isabela ficou imóvel.

"A senhora também é Montenegro."

"Eu sei."

A lucidez desapareceu tão depressa quanto surgira.

Helena soltou o pulso dela.

"Quero água."

Isabela entregou o copo.

No corredor, Ricardo observava através da porta entreaberta.

Não ouvira toda a conversa.

Apenas vira Helena segurando Isabela.

E vira a intimidade entre as duas.

Naquela noite, Ricardo colocou a pasta de Isabela sobre a mesa.

No topo estava uma fotografia dela saindo do Hospital São Gabriel meses antes da morte de Larissa.

Ao lado, a dívida.

Cento e oitenta e três mil reais.

Ricardo passou o dedo sobre o número.

Depois sorriu.

"Todo mundo tem um preço."

Marcelo perguntou:

"E se ela não tiver?"

Ricardo levantou os olhos.

"Então encontramos outra coisa que ela tenha medo de perder."

Ele fechou a pasta.

Do outro lado da mansão, Isabela terminava o expediente sem saber que sua vida acabara de entrar oficialmente em uma guerra da família Montenegro.

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