localização atual: Novela Mágica A Empregada Que Fez o Chefe da Máfia Sorrir Depois de Dois Anos Capítulo 3 — Minha Mãe Conhecia Seu Pai
标题上

"A Empregada Que Fez o Chefe da Máfia Sorrir Depois de Dois Anos" Capítulo 3 — Minha Mãe Conhecia Seu Pai

正文开头

Helena Oliveira não reconheceu a filha quando Isabela entrou no quarto.

Foi isso que mais doeu.

Não a investigação.

Não Dante.

Não a fotografia.

Aquilo.

Isabela aproximou-se lentamente da cama.

"Mãe?"

Helena olhou para ela com olhos desconfiados.

"Quem é você?"

Isabela respirou fundo.

"Sou eu."

Helena continuou esperando.

"Isabela."

Nada.

Isabela sentiu os dedos de Dante fecharem-se sobre o braço da cadeira.

Ele estava alguns metros atrás.

Pela primeira vez desde que a conhecera, não disse nada.

Isabela sentou-se ao lado da mãe.

"Trouxe aquela bolacha que você gosta."

Helena olhou para o pacote.

Então sorriu fracamente.

"Isa?"

Os olhos de Isabela se encheram.

"Sim."

Helena tocou o rosto dela.

"Você está cansada."

Isabela soltou uma pequena risada.

"Você sempre diz isso."

"Porque você sempre está."

Dante desviou o olhar.

A lucidez durou pouco.

Helena começou a falar sobre uma casa onde vivera na infância.

Depois perguntou pelo marido, morto havia seis anos.

Isabela não a corrigiu.

Esperou.

Finalmente, colocou a fotografia diante dela.

"Mãe, conhece esse homem?"

Helena parou.

Seu rosto mudou.

Os dedos começaram a tremer.

"Marcelo."

Dante ergueu a cabeça.

Isabela aproximou a fotografia.

"Quem era ele?"

Helena olhou para Dante.

Seus olhos se arregalaram.

"Marcelo?"

Dante ficou imóvel.

"Não."

Helena começou a respirar mais rápido.

"Você não devia estar aqui."

"Meu nome é Dante."

"Não."

"Sou filho dele."

Helena olhou para a cadeira.

Então soltou um gemido.

"Não."

Isabela segurou sua mão.

"Mãe, calma."

"O homem da cadeira."

Dante aproximou-se.

"Que porta?"

Helena tentou afastar-se.

"Eu escondi."

"O quê?"

"Eu não entreguei."

"O que a senhora não entregou?"

"O livro."

Dante e Isabela se entreolharam.

"Que livro?"

Helena começou a chorar.

"Ele queria o livro."

"Quem?"

"Eu escondi."

"Quem queria?"

Helena apertou a mão da filha.

"Não confie."

"Mãe..."

"Não confie no sangue Montenegro."

Dante ficou pálido.

"Em quem?"

Helena olhou diretamente para ele.

Por um instante, pareceu completamente lúcida.

"Seu pai descobriu."

"O quê?"

"Que estavam roubando dele."

Dante inclinou-se.

"Quem estava roubando?"

Helena tentou responder.

A porta se abriu.

Uma enfermeira entrou ao ouvir o monitor cardíaco acelerar.

"Precisamos parar."

Dante não se moveu.

"Ela precisa responder."

"Ela precisa descansar."

"Dante."

A voz de Isabela fez com que ele parasse.

Ela estava chorando.

Não dramaticamente.

Apenas lágrimas silenciosas.

"Chega."

Dante olhou para Helena.

Depois para Isabela.

E recuou.

No corredor, Isabela explodiu.

"Você não pode fazer isso."

"Estamos perto de descobrir."

"Ela não é um arquivo."

"Eu sei."

"Não parece."

Dante ficou em silêncio.

Isabela passou as mãos pelo rosto.

"Ela pode esquecer tudo daqui a dez minutos. Pode esquecer meu nome. Pode esquecer que estivemos aqui."

"Mas não esqueceu meu pai."

"Isso não lhe dá direito de destruí-la tentando conseguir respostas."

Dante aproximou a cadeira.

"Meu pai morreu três meses depois de eu levar um tiro."

Isabela parou.

"Eu passei dois anos acreditando que o ataque era contra mim."

A voz dele ficou baixa.

"Agora descubro que sua mãe estava escondendo alguma coisa dele."

Isabela respirou fundo.

"Eu quero saber a verdade também."

"Então me ajude."

Ela olhou para ele.

"Sem machucá-la."

Dante assentiu.

"Sem machucá-la."

Na Mansão Montenegro, porém, outra pessoa já sabia da visita.

Ricardo Montenegro estava sentado no escritório do Grupo Montenegro, no Itaim Bibi, quando recebeu uma mensagem.

Dante foi ao Residencial Santa Cecília.

Ricardo leu duas vezes.

Depois levantou-se.

Fechou a porta.

Pegou outro celular escondido em uma gaveta.

Discou um número que não estava salvo.

"Temos um problema."

A voz do outro lado perguntou:

"Qual?"

"A filha da Helena entrou na mansão."

Silêncio.

"Isabela?"

Ricardo caminhou até a janela.

"Sim."

"Ela sabe?"

"Ainda não."

"E Dante?"

"Encontrou a chave."

A respiração do outro homem mudou.

Ricardo continuou:

"E encontrou a fotografia."

"Então tire a garota de lá."

Ricardo apertou o telefone.

"Não posso. Dante está observando."

"Então encontre o livro antes deles."

A ligação terminou.

Ricardo permaneceu diante da janela.

Abaixo dele, São Paulo parecia infinita.

Ele abriu a gaveta novamente.

Lá dentro havia uma fotografia antiga.

Marcelo Montenegro.

Helena Oliveira.

Teresa Montenegro.

E um quarto homem cujo rosto havia sido cortado da imagem.

No verso havia apenas um nome.

Rafael.

Ricardo passou o polegar sobre aquelas letras.

Depois sorriu.

Dante acreditava estar procurando um ladrão.

Ainda não fazia ideia de que estava desenterrando um irmão.

下一张上
下一章下

você pode gostar

Compartilhar Link

Copie o link abaixo para compartilhar com seus amigos:

页面底部