localização atual: Novela Mágica A Empregada de Pulso Quebrado do Chefe da Máfia Capítulo 6 — O Homem Que Morreu Há Dezoito Anos
标题上

"A Empregada de Pulso Quebrado do Chefe da Máfia" Capítulo 6 — O Homem Que Morreu Há Dezoito Anos

正文开头

“João Martins está vivo.”

Teresa não demonstrou surpresa quando Dante colocou a fotografia diante dela.

Isabela percebeu na mesma hora.

“A senhora sabia.”

A governanta sentou-se como se as pernas tivessem perdido a força.

“Eu sabia que ele sobreviveu ao acidente. Não sabia que ainda estava vivo hoje.”

Isabela avançou.

“Minha mãe passou dezoito anos acreditando que era viúva. Eu cresci sem meu pai. Como pôde esconder isso?”

“Porque, se os Ferraz descobrissem, matariam os três.”

Teresa contou que encontrara João ferido perto de Cubatão, horas depois do carro explodir. Ele sofrera traumatismo craniano e repetia apenas o nome de Helena.

Augusto Montenegro ajudara a colocá-lo numa clínica com identidade falsa. Antes que pudessem reunir provas contra Álvaro Ferraz, Augusto morreu.

“Depois da morte dele, Marcelo assumiu os arquivos”, Teresa disse. “Eu perdi o contato com a clínica e tive medo de procurar.”

Dante bateu a mão na mesa.

“Você me deixou acreditar que João traíra meu pai.”

“Seu pai me fez jurar silêncio.”

“Meu pai morreu. A mentira continuou.”

Teresa chorou sem ruído.

“Eu estava tentando manter você vivo.”

Bruno localizou a clínica no litoral. Os registros mostravam que João vivera ali como José Matos. Três semanas antes, um advogado apresentara documentos falsos e o transferira.

O advogado trabalhava para uma empresa ligada a Marcelo.

A delegada Camila organizou uma operação no porto. Isabela insistiu em participar do reconhecimento à distância.

“Não”, Dante respondeu.

“São meus pais.”

“E é exatamente por isso que você não pensa com clareza.”

“O senhor pensaria?”

Dante não respondeu.

Isabela colocou a chave de Atibaia sobre a mesa.

“Meu pai deixou números nos documentos. Três, doze e sete. Bruno disse que o porto tem setores numerados. Eu posso saber qual lugar escolheram.”

Bruno confirmou que o antigo armazém 312 ficava no cais sete.

Dante cedeu, mas exigiu que ela ficasse no veículo da polícia.

Ao anoitecer, agentes cercaram o armazém. Uma ligação anônima, porém, alertou os sequestradores segundos antes da entrada.

Houve correria entre contêineres. Helena foi encontrada amarrada numa sala lateral.

João não estava com ela.

Isabela abraçou a mãe com a mão direita.

“Eu achei que tinha perdido a senhora.”

Helena tocou a tala da filha.

“Foi Marcelo?”

“Foi. E ele estava com o papai.”

Helena fechou os olhos.

“Então Teresa contou.”

Isabela se afastou.

“A senhora também sabia?”

“Eu soube que ele sobreviveu. Depois, pararam de me dar notícias. Recebi dinheiro por alguns anos, sempre sem remetente. Achei que João estava vivo, mas não sabia onde.”

“Por que não me contou?”

“Porque você teria procurado. E eles teriam encontrado você primeiro.”

Isabela saiu da sala incapaz de ouvir mais.

Dante a encontrou junto aos contêineres.

“Todos decidiram por mim”, ela disse. “Minha mãe, Teresa, Augusto. Agora o senhor.”

“Eu trouxe você.”

“Depois de tentar me impedir.”

“Porque não suportaria entregar você a Marcelo.”

Ela ergueu os olhos.

A frase tinha saído antes que Dante pudesse transformá-la em ordem ou estratégia.

正文1

“Por que se importa?”

“Porque você entrou na minha sala com um osso quebrado e pediu para continuar trabalhando. Porque todos naquela mesa olharam para o ferimento, mas você olhou para a porta, como se o perigo estivesse atrás de você.”

Dante respirou fundo.

“E porque tudo que aconteceu com sua família carrega o meu sobrenome.”

O telefone de Isabela tocou.

Era Marcelo.

“Sua mãe já está livre”, ele disse. “Considere uma demonstração de boa-fé.”

“Onde está meu pai?”

“Comigo. Ele se lembra de coisas que deveriam ter permanecido enterradas.”

“Se machucá-lo…”

“Você fará o quê? Pedirá ajuda ao filho do homem que destruiu João?”

Dante aproximou-se do aparelho para ouvir.

“Quero o livro preto”, Marcelo continuou. “Amanhã, meia-noite. Eu mando o local. Sem Dante, sem polícia.”

“Eu não tenho o livro.”

“Tem, sim. Você enganou meus homens naquela manhã.”

A ligação terminou.

Dante olhou para ela.

“Ele parece muito convencido.”

Isabela permaneceu em silêncio.

Helena apareceu na porta do armazém e encarou a filha.

“Conte a ele, Bela. João não sobreviverá outra noite.”

Dante esperou.

Isabela levou a mão direita ao bolso interno do casaco. Retirou uma pequena chave de metal que ninguém havia visto.

“Marcelo nunca encontrou o livro”, disse. “Está comigo desde o jantar.”

Helena contou que, durante anos, recebia ligações silenciosas no aniversário de Isabela. Camila comparou os registros e encontrou chamadas feitas da clínica onde José Matos vivera.

João tentara acompanhar a filha mesmo sem recuperar totalmente a memória.

“Ele sabia quem eu era?”

“Talvez não todos os dias”, Helena respondeu. “Mas nunca esqueceu seu aniversário.”

Dante ordenou uma auditoria nas clínicas financiadas pelo grupo. Marcelo reduzira os pagamentos da instituição três semanas antes da transferência de João, forçando a direção a aceitar o falso advogado.

Bruno também identificou o funcionário que alertara os sequestradores.

No depoimento, ele confirmou que João recuperara parte da memória ao ver uma reportagem sobre Dante. Passara a repetir que precisava entregar “o livro da parede” ao filho de Augusto.

Foi por isso que Marcelo o retirara da clínica.

“Meu pai estava tentando procurar você”, Isabela disse.

Dante olhou para a fotografia de João.

“Então vou encontrá-lo antes que pague outra vez por confiar num Montenegro.”

Helena contou o que acontecera no cativeiro. Marcelo visitara o galpão uma vez e perguntara repetidamente onde João esconderia uma segunda gravação. Quando Helena negou saber, ele colocou uma fotografia de Isabela sobre a mesa.

“Disse que quebrar seu pulso tinha sido um acidente”, ela falou. “E que, da próxima vez, não seria.”

Dante saiu para o corredor antes que a raiva dominasse sua voz. Isabela o seguiu.

“Não transforme isso em vingança.”

“Ele ameaçou você diante da sua mãe.”

“E quer que o senhor reaja como chefe da máfia. Assim poderá provar que todos os crimes pertencem aos Montenegro.”

Dante encostou as mãos na parede.

“Passei vinte anos fazendo homens temerem o que eu faria. Agora esse medo é a arma dele.”

“Então faça algo que ele não espera.”

Dante voltou à sala e entregou a Camila os códigos de acesso aos depósitos da família. Também autorizou a quebra do sigilo interno das empresas, mesmo sabendo que os dados poderiam incriminá-lo.

Camila observou a assinatura.

“Isto pode custar seu cargo.”

“João já pagou dezoito anos pelo meu sobrenome.”

Naquela noite, Helena reconheceu na chave de Isabela o cadeado de uma antiga caixa de documentos. A caixa não estava em Atibaia nem no apartamento. João a entregara a Teresa antes do acidente.

Teresa admitiu que a escondera na mansão, dentro do carrinho de serviço que Augusto usava para transportar papéis sem chamar atenção.

Isabela compreendeu por que o compartimento lhe parecera familiar na noite do jantar.

Ela não escolhera o esconderijo por acaso. Repetira, sem saber, o gesto do próprio pai.

下一张上
下一章下

você pode gostar

Compartilhar Link

Copie o link abaixo para compartilhar com seus amigos:

页面底部