localização atual: Novela Mágica A Costureira Que Rasgou o Terno do Chefe da Máfia Capítulo 3 — A Fábrica Fechada
标题上

"A Costureira Que Rasgou o Terno do Chefe da Máfia" Capítulo 3 — A Fábrica Fechada

正文开头

Helena tentou ligar de volta, mas o número não existia.

Dante tomou o telefone e o entregou a Rafael.

“Rastreie a origem.”

“Era uma gravação programada”, disse Helena. “Sofia deixou para tocar quando alguém apagasse os registros.”

“Então ela previu que chegaríamos à fábrica.”

“Ou queria nos levar até lá.”

Dante ordenou que uma equipe cercasse a Rua Miller. Helena exigiu acompanhá-lo.

“Você ouviu a ameaça.”

“Ela é minha irmã.”

“E você é a única pessoa que entende o código. Por isso ficará protegida.”

“Sem mim, você não encontrará a parede.”

O olhar dos dois permaneceu preso por alguns segundos.

Dante cedeu com uma condição: Helena usaria colete e não se afastaria de Rafael.

A antiga fábrica ocupava metade do quarteirão. As letras BELLUCCI ainda marcavam a fachada, cobertas por ferrugem. Nenhuma luz aparecia nas janelas, mas vapor saía de uma abertura próxima ao telhado.

“A parede respira”, disse Helena.

O portão não estava trancado.

Dante entrou primeiro. Rafael seguiu ao lado de Helena, enquanto quatro homens verificavam as laterais. O interior cheirava a óleo, tecido úmido e metal aquecido.

Máquinas antigas formavam corredores escuros.

No chão, havia marcas recentes de pneus.

“O prédio não está abandonado”, murmurou Rafael.

Um motor ligou nos fundos.

As luzes se apagaram.

Helena ouviu passos e se abaixou. Um objeto passou sobre sua cabeça e atingiu Rafael no ombro. Dante avançou na escuridão, derrubando o agressor contra uma mesa.

O homem escapou por uma porta lateral antes que os seguranças chegassem.

“Você está ferido?”, Helena perguntou a Rafael.

“Só atingiu o colete.”

Dante segurava uma etiqueta arrancada da manga do invasor.

Era vermelha, igual à filmagem.

As luzes de emergência acenderam. Helena viu pequenos retalhos presos às máquinas. Cada cor correspondia às amostras encontradas no ateliê.

“Isto é um livro-caixa.”

Ela colocou os quadrados sobre uma bancada.

Azul representava hotéis. Cinza, transporte. Vermelho, uniformes. A quantidade de pontos indicava valores, e a direção do último ponto mostrava entrada ou saída.

“Sofia transformou pagamentos em costura”, disse Dante.

“Para que ninguém pudesse apagar tudo num computador.”

Rafael encontrou caixas de etiquetas prontas. Os nomes impressos pertenciam a empresas de fachada que recebiam contratos milionários do Grupo Montenegro.

Dante fotografou cada lote.

“Isto basta para abrir uma auditoria.”

“Não basta para encontrar Sofia.”

Helena observou o vapor. Ele saía de uma parede revestida por placas de madeira. Aproximou a mão e sentiu ar quente entre duas tábuas.

“Aqui.”

Dante retirou a primeira placa com uma barra de ferro. Atrás dela havia um corredor estreito, aquecido por tubos antigos.

No fim, encontraram uma sala sem janelas.

Havia uma cama, garrafas de água, inaladores vazios e uma máquina de costura portátil.

Helena pegou um dos inaladores.

“É a marca de Sofia.”

Ao lado da cama, havia um prato com restos endurecidos e um calendário preso por fita adesiva. Sofia marcara vinte e sete dias com pequenos cortes. Depois, as marcas paravam de repente.

正文1

Helena contou para trás.

“Ela ficou presa aqui até três meses atrás.”

Dante examinou os parafusos do lado de fora da porta.

“Não presa o tempo inteiro. A fechadura podia ser aberta por dentro.”

“Então por que ela não foi embora?”

Rafael apontou para um tubo transparente ligado à ventilação. Resíduos brancos cobriam a extremidade.

“Talvez estivesse sedada.”

Helena imaginou Sofia acordando confusa, sem ar, tentando transformar retalhos em uma trilha antes que alguém voltasse.

Dante tocou seu ombro, mas retirou a mão quando ela se enrijeceu.

“Vamos encontrá-la.”

“Não faça promessas que não pode cumprir.”

Ele reconheceu as próprias palavras.

“Então prometo outra coisa. Nenhuma prova deixada por ela será enterrada pelo meu sobrenome.”

Helena quis desconfiar. Contudo, Dante já fotografava o calendário, o tubo e os números dos inaladores para enviar a Camila. A atitude não apagava a ordem contra Caio, mas criava a primeira rachadura na imagem do monstro simples que ela carregara por anos.

Na parede, dezenas de fotografias mostravam caminhões, depósitos e homens entrando em galpões. Augusto aparecia em três imagens.

Em outra, Rafael conversava com um funcionário da Bellucci.

Helena virou-se para ele.

“Você esteve aqui.”

Rafael não negou.

“Há dois meses. Segui uma carga desviada.”

“Por que não contou a Dante?”

“Porque encontrei uma foto do meu filho dentro do caminhão.”

O chefe da segurança tirou do bolso uma imagem dobrada. Um menino de doze anos saía da escola. No verso, alguém escrevera: Obedeça.

Dante fechou a mão.

“Quem deu a ordem?”

“Uma voz distorcida. Mandou que eu parasse de investigar.”

“E você parou.”

“Mantive meu filho vivo.”

A confiança entre os dois sofreu uma rachadura visível. Dante poderia tê-lo afastado. Em vez disso, pediu que entregasse todas as mensagens.

“Depois decidirei o que fazer com você.”

Helena encontrou um mural coberto por linhas. Sofia havia desenhado um terno e marcado a gola, o punho e o bolso.

Ao lado, escrevera: três provas, três homens, uma mentira antiga.

No bolso desenhado havia o número 12.

“Doze pode ser uma etiqueta”, disse Helena.

Ela procurou entre as caixas e encontrou o lote doze. Dentro havia uma fita de câmera analógica.

Rafael ligou um monitor antigo. A gravação mostrava a entrada da fábrica doze anos antes.

Helena reconheceu o pai pela forma de andar.

Caio Prado entrava apressado, carregando uma pasta. Minutos depois, Dante apareceu mais jovem, acompanhado por Augusto.

Não havia áudio.

Dante empurrou Caio contra a parede. Augusto tomou a pasta. A imagem falhou por alguns segundos.

Quando voltou, Caio estava ajoelhado.

Dante fez um gesto para dois homens.

Helena parou de respirar.

“Foi a última noite em que meu pai foi visto vivo.”

Dante observava a própria versão de vinte e cinco anos como se visse um estranho.

“Eu o confrontei sobre os desvios.”

“E mandou matá-lo.”

“Assinei uma ordem.”

“Você já admitiu.”

“Mas os homens daquela equipe não eram os homens que aparecem no relatório oficial.”

Na tela, um carro preto entrou pela lateral. Caio foi colocado no banco traseiro.

Augusto conversou com o motorista.

O rosto do homem ficou visível por um instante.

Rafael ampliou.

“Este é Mauro Reis. Chefe de segurança do seu padrinho naquela época.”

Dante olhou para Helena.

“Eu ordenei que Caio fosse levado à polícia federal com proteção. Troquei a equipe para impedir Augusto de alcançá-lo.”

“Então por que meu pai apareceu morto?”

“O corpo estava queimado. A identificação veio de um relógio e de registros dentários entregues pelo escritório de Augusto.”

Helena sentiu as pernas perderem força.

No fim da filmagem, Caio abriu a porta do carro por dentro e mostrou o rosto para a câmera.

Estava ferido, mas vivo.

A data no canto da tela era três dias posterior à data oficial de sua morte.

“Meu pai sobreviveu”, sussurrou Helena.

Um alarme começou a tocar.

Rafael verificou o corredor.

“Movimento no telhado.”

Fumaça entrou pelas tubulações. Alguém havia incendiado os rolos de tecido do salão principal.

Dante arrancou o disco da gravação. Rafael guiou Helena pela passagem, mas uma viga caiu e separou os três.

“Helena!”, gritou Dante.

Ela tentou voltar. O calor fechou o corredor.

Uma mão surgiu por uma porta lateral e a puxou para dentro de outra sala.

Helena ergueu a tesoura contra o pescoço do desconhecido.

O homem usava uma máscara, mas falou com uma voz que ela conhecia desde criança.

“Não grite, filha.”

Helena deixou a tesoura cair.

O homem retirou a máscara.

Caio Prado estava vivo.

下一张上
下一章下

você pode gostar

Compartilhar Link

Copie o link abaixo para compartilhar com seus amigos:

页面底部