标题上

"Depois da Morte da Esposa, a Amante Tomou Seu Lugar na Mansão — Mas Ela Não Fazia Ideia de Quem Era a Nova Babá" Capítulo 7

正文开头

Gael desligou o telefone e ficou alguns segundos em silêncio.

Maíra ainda segurava o medalhão aberto na palma da mão.

A pequena fotografia das duas meninas parecia, de repente, muito mais pesada do que ouro.

"Precisamos do selo", ela disse.

"Sim."

"E ele deve estar no quarto de Elara."

"Provavelmente."

Maíra fechou o medalhão.

"Então vamos voltar."

Gael segurou seu braço antes que ela chegasse à porta.

"Não."

Ela se virou.

"Não?"

"Se alguém tentou abrir o cofre esta manhã, não sabemos quem está observando a casa."

"Tomás está no hospital. Ricardo também."

"Camila pode voltar."

"Ou alguém pior."

Gael soltou o braço dela.

"Exatamente."

Maíra cruzou os braços.

"Então qual é o plano?"

"Entrar sem chamar atenção."

"Na casa onde eu fui acusada de tentar matar um bebê?"

"Você tem uma ideia melhor?"

Maíra respirou fundo.

"Toda vez que você diz isso, eu tenho vontade de ter."

Gael quase sorriu.

"Ótimo. Enquanto pensa, vamos."

A mansão estava mais silenciosa do que na madrugada.

Dona Célia abriu a porta lateral e arregalou os olhos ao ver Gael ao lado de Maíra.

"Vocês voltaram?"

"Precisamos pegar uma coisa no quarto de Elara", Maíra respondeu.

A governanta olhou para o corredor.

"Ricardo não está aqui."

"Melhor."

"Camila também não."

Gael a observou.

"Quem mais entrou na casa desde cedo?"

"Ninguém que eu tenha visto."

"Que a senhora tenha visto?"

Dona Célia franziu a testa.

"Paulo disse que um carro preto ficou parado do outro lado da rua por quase meia hora."

Maíra sentiu o estômago apertar.

"Placa?"

"Não conseguiu ver."

Gael trocou um olhar com ela.

"Rápido", disse.

Subiram.

O quarto de Elara continuava exatamente como na noite anterior.

A gaveta estava aberta.

As fotografias, fora do lugar.

Maíra parou.

"Alguém mexeu aqui."

Gael aproximou-se da penteadeira.

"Tem certeza?"

"Eu fechei essa gaveta."

Ela abriu a pequena caixa de madeira.

Vazia.

"Quando encontrei isso ontem, já estava sem nada."

Gael pegou a caixa.

Havia uma pequena cavidade no fundo.

"Talvez o selo ficasse aqui."

Maíra passou a mão sobre a madeira.

"Então alguém já levou."

"Ou Elara escondeu em outro lugar."

Os dois começaram a procurar.

Armário.

Livros.

Caixas.

Atrás dos porta-retratos.

Nada.

Maíra abriu uma das gavetas inferiores da penteadeira e encontrou lenços, cartões antigos e uma pequena sacola de tecido.

Dentro havia um estojo de batom vazio.

Ela quase o devolveu.

Então percebeu que o fundo estava solto.

"Gael."

Ele se aproximou.

Maíra puxou o revestimento interno.

Um pequeno objeto metálico caiu em sua mão.

Oval.

Pesado.

Duas iniciais gravadas.

E. V.

Ela prendeu a respiração.

"Achamos."

Gael pegou o selo com cuidado.

"Elara sabia esconder coisas."

"Ela precisava."

A frase deixou os dois em silêncio.

Maíra fechou a mão em torno do objeto.

"Vamos ao banco."

A agência privada ficava na Avenida Paulista, no andar superior de um edifício discreto de vidro escuro.

Nada no lugar parecia comum.

Nem os elevadores silenciosos.

正文1

Nem os corredores claros.

Nem os seguranças que observavam sem parecer observar.

Otávio Mendes os recebeu em uma sala reservada.

Tinha cerca de cinquenta anos, terno cinza impecável e expressão de quem não se impressionava com sobrenomes ricos.

"Senhor Montenegro."

"Otávio."

"Senhorita Valença."

Maíra ficou tensa.

Ele percebeu.

"Seu nome consta na autorização condicional do cofre."

Ela olhou para Gael.

"Então Elara colocou meu nome?"

Otávio assentiu.

"Não exatamente."

"Como assim?"

"Ela registrou uma beneficiária identificável por duas condições."

Gael colocou o selo sobre a mesa.

"Uma delas é esta."

Otávio abriu uma pasta.

"E a outra?"

Maíra retirou o medalhão.

Abriu.

O gerente observou a fotografia.

Pediu licença e examinou o verso.

Depois digitou alguns dados.

"Confere."

Maíra sentiu o coração disparar.

"Isso significa que podemos abrir?"

"Significa que podemos iniciar o procedimento."

Gael assentiu.

"Faça."

Otávio levantou-se.

"Antes, preciso informar que alguém tentou acessar este cofre hoje pela manhã."

"Sabemos", Gael respondeu.

"Não conseguiu."

"Quem?"

"Identidade ainda não confirmada."

"Homem ou mulher?"

Otávio hesitou.

"Mulher."

Maíra sentiu um arrepio.

"Camila?"

"Não posso afirmar."

"Tem imagens?"

"Estão sendo preservadas."

Gael olhou para ele.

"Quero uma cópia por via formal."

"Vai precisar de solicitação adequada."

"Você terá."

Otávio apontou para a porta.

"Por favor."

O cofre ficava em uma sala privada, sem janelas.

Otávio colocou o selo em um leitor específico e pediu que Maíra posicionasse a fotografia sobre uma superfície de digitalização.

Uma luz passou sobre o papel.

Depois de alguns segundos, um clique metálico ecoou.

Maíra sentiu os braços arrepiarem.

A porta foi aberta.

Dentro havia uma caixa preta.

Simples.

Sem identificação.

Otávio a colocou sobre a mesa.

"Daqui em diante, o conteúdo pertence aos beneficiários autorizados."

"Pode nos deixar sozinhos?", Gael perguntou.

Otávio assentiu.

"Dez minutos. Depois preciso registrar a retirada de qualquer documento."

Quando a porta fechou, Maíra encarou a caixa.

"Eu não sei se quero abrir."

Gael olhou para ela.

"Quer."

"Como sabe?"

"Porque chegou até aqui."

Maíra respirou fundo.

Abriu.

Havia três envelopes.

Um pen drive.

Uma pasta vermelha.

E um documento dobrado com o nome de Tomás.

Maíra pegou a pasta vermelha primeiro.

Gael abriu ao lado dela.

Extratos.

Transferências.

Assinaturas.

Empresas.

Valores altos.

"Isso é dinheiro da empresa?", ela perguntou.

"Parte."

"E o resto?"

Gael passou as páginas rapidamente.

"Contas pessoais de Elara."

"Ricardo mexeu?"

"Sim."

"Sem autorização?"

"É o que parece."

Maíra sentiu raiva.

"Então ele roubava da própria esposa."

"Pode ser pior."

"Como?"

"Algumas assinaturas parecem falsificadas."

Ela ficou em silêncio.

Gael pegou outro envelope.

Dentro havia uma versão de testamento.

Leu a primeira página.

Depois a segunda.

Seu rosto mudou.

"O quê?"

Ele não respondeu.

"Gael."

"Leia."

Maíra pegou o documento.

No centro da página estava o nome de Tomás.

Beneficiário principal.

Patrimônio financeiro.

Participações societárias.

Imóveis.

Fundos.

Tudo seria transferido para ele sob administração fiduciária.

Ricardo não herdaria diretamente.

"Ela tirou Ricardo da herança."

"Quase completamente."

Maíra virou a página.

正文2

"Havia motivo."

"Provavelmente."

Então encontrou uma cláusula.

Parou.

"Gael."

"Eu vi."

"Isso diz..."

"Sim."

Maíra leu devagar.

Na hipótese de falecimento de Tomás antes da maioridade, a parte principal do patrimônio seria destinada ao parente consanguíneo materno sobrevivente mais próximo de Elara.

Ela olhou para Gael.

"Quem?"

Ele já sabia.

"Você."

Maíra soltou o documento.

"Não."

"Maíra."

"Não."

"É o que está escrito."

"Ela nem sabia onde eu estava."

"Sabia que você existia."

"Isso não faz sentido."

"Faz se ela estivesse tentando proteger o patrimônio de Ricardo."

Maíra levou a mão à boca.

"Então se Tomás morresse..."

"Ricardo não ficaria com tudo."

"Camila também não."

"Não."

Maíra deu dois passos para trás.

"Mas eu ficaria."

Gael não respondeu.

A verdade era pior quando dita em voz alta.

"Por isso alguém precisa de Tomás morto."

"Talvez."

"E depois de mim."

Gael se aproximou.

"Agora você entende por que não vai mais andar sozinha."

Maíra ergueu o rosto.

"Eu não preciso de permissão."

"Não estou dando permissão."

"Está tentando me controlar."

"Estou tentando impedir que você seja morta."

"Eu entrei naquela casa sozinha antes de conhecer você."

"E quase foi presa por um crime que não cometeu."

Ela cerrou os dentes.

"Não use isso contra mim."

"Não estou usando."

Gael baixou a voz.

"Estou dizendo que agora sabemos que você pode fazer parte do motivo."

Maíra ficou em silêncio.

Não gostava de depender dele.

Mas também não conseguia ignorar a lógica.

Gael pegou o pen drive.

"Vamos ver isso."

Conectou a um computador seguro disponibilizado na sala.

Havia um único arquivo de áudio.

Duração: dois minutos e treze segundos.

Maíra apertou as mãos.

"É a voz dela?"

Gael clicou.

Um ruído.

Depois silêncio.

Então Elara.

"Se alguém está ouvindo isso, significa que eu provavelmente não consegui terminar o que comecei."

Maíra fechou os olhos.

A voz da irmã adulta.

Era a primeira vez que a ouvia.

"Ricardo está mexendo nas contas. Eu confrontei ele. Ele negou."

Um ruído de porta ao fundo.

Elara respirou.

"Camila sabe mais do que admite."

Maíra abriu os olhos.

A gravação continuou.

"Mas eu preciso deixar uma coisa clara."

Pausa.

"Ricardo não sabe de tudo."

Gael ficou imóvel.

"Camila também não."

O áudio chiou.

Depois a voz voltou.

"Tem outra pessoa."

Maíra sentiu um frio percorrer a nuca.

"Alguém que estava aqui antes deles."

A gravação falhou.

"Elara?", Maíra sussurrou.

Só ruído.

Depois uma frase incompleta:

"Se acontecer alguma coisa comigo, procure..."

Silêncio.

Arquivo encerrado.

Maíra encarou a tela.

"Não."

Gael tentou reproduzir novamente.

Nada além.

"Está corrompido."

"Tem que ter mais."

"Talvez o restante tenha sido apagado."

"Por quem?"

"Não sei."

Maíra apontou para a tela.

"Ela disse que existia outra pessoa."

"Eu ouvi."

"Antes de Ricardo e Camila."

"Sim."

"Então eles podem não ser o começo disso."

Gael fechou o computador.

"Nem o fim."

Maíra voltou ao testamento.

Agora enxergava as palavras de outra forma.

Tomás era o primeiro beneficiário.

Ela era a segunda.

Elara havia organizado tudo como se esperasse que alguém tentasse destruir sua família.

Gael recolheu os documentos.

"Vamos levar cópias e deixar os originais protegidos."

Maíra continuou olhando para a cláusula.

"Se Tomás morrer..."

Gael parou.

Ela ergueu os olhos.

"Eu herdo."

"Sim."

"Então quem tentou matar ele pode descobrir isso."

"Pode."

"Se já não descobriu."

Gael fechou a pasta.

O silêncio entre os dois ficou pesado.

Maíra apertou o medalhão.

"Então agora eles precisam matar nós dois."

Antes que Gael respondesse, alguém bateu violentamente na porta da sala.

Uma vez.

Duas.

Três.

Otávio entrou sem esperar autorização.

Seu rosto estava pálido.

"Precisamos sair daqui."

Gael levantou-se.

"O que aconteceu?"

Otávio olhou para Maíra.

"A mulher que tentou acessar o cofre voltou."

"Camila?", Maíra perguntou.

"Não."

"Então quem?"

Otávio engoliu em seco.

"Ela acabou de apresentar um documento dizendo que representa legalmente o espólio de Elara."

Gael ficou rígido.

"Nome."

Otávio entregou a folha.

Maíra leu.

E sentiu o chão desaparecer sob os pés.

Porque aquele sobrenome já aparecera antes.

Nos registros médicos de Tomás.

下一张上
下一章下

você pode gostar

Compartilhar Link

Copie o link abaixo para compartilhar com seus amigos:

页面底部