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"A Empregada Que Salvou o Chefe da Máfia de Uma Bala" Capítulo 5

正文开头

Teresa Montenegro aguardava no salão menor quando Dante voltou à mansão.

A chave estava sobre a mesa entre os dois.

"Explique", exigiu ele.

Teresa não tocou no objeto.

"Marcelo roubou."

"Como?"

"Entrou no meu quarto."

"Seu quarto permanece trancado e vigiado."

"Então pergunte aos seus homens."

"Um deles tentou matar Isabela."

Teresa olhou para a jovem, que vestia uma camisa emprestada para esconder o uniforme rasgado.

"Você foi ferida?"

"Não graças à sua chave."

A velha senhora não reagiu à provocação.

Dante empurrou o objeto na direção dela.

"O que existe no cofre?"

"Joias. Documentos pessoais."

"Abra."

"Dante, este não é o momento."

"Um homem morreu carregando sua chave depois de tentar sequestrar a filha de Augusto Oliveira. É exatamente o momento."

Teresa empalideceu ao ouvir o nome.

Isabela percebeu.

"A senhora sabia quem eu era."

"Reconheci você na primeira semana."

"Por que não disse nada?"

"Porque queria saber o que estava procurando."

"Meu pai."

Teresa se levantou.

"Seu pai destruiu esta família."

"Então por que guardou silêncio enquanto eu dormia sob o seu teto?"

Dante bloqueou a saída.

"Abra o cofre."

Teresa encarou o filho. Pela primeira vez, parecia não controlar a situação.

"Algumas verdades não salvam ninguém."

"Essa frase já matou pessoas demais."

Os três subiram.

Bruno permaneceu do lado de fora do quarto enquanto Teresa afastava um quadro e inseria a chave no cofre.

Lá dentro havia joias, escrituras e uma caixa preta.

Teresa tentou alcançar a caixa.

Dante foi mais rápido.

Ao abri-la, encontrou uma fita de vídeo, uma unidade de armazenamento e um envelope com o nome de Álvaro Montenegro.

"Você guardou isso por oito anos?"

"Eu guardei o que restou."

"Restou de quê?"

"Da noite em que seu pai morreu."

Dante colocou a unidade em um notebook sem conexão. O primeiro arquivo exibia a câmera lateral da propriedade de Atibaia.

A data era a mesma da emboscada.

Isabela se aproximou.

Às 23h17, Augusto Oliveira apareceu junto ao portão. Olhou para os dois lados e usou uma chave para abrir a entrada.

Quatro veículos escuros surgiram depois.

Homens armados atravessaram o portão.

Isabela balançou a cabeça.

"Não."

Dante assistiu sem piscar.

"Foi ele."

"Não sabemos o que aconteceu antes."

"Ele abriu a entrada."

"Meu pai deixou uma mensagem dizendo que não abriu para eles entrarem."

"As imagens estão diante de você."

"E foram escondidas por sua mãe."

Dante virou-se para Teresa.

"Por quê?"

Ela manteve o rosto erguido.

"Porque, se fossem divulgadas, os aliados de Augusto atacariam os Montenegro. Haveria uma guerra."

"Ele tinha aliados?"

"Seu pai confiava nele mais do que deveria."

Isabela aproximou-se da tela.

A imagem saltava entre 23h17 e 23h29.

"Faltam doze minutos."

Teresa não respondeu.

"Alguém editou a gravação", insistiu Isabela.

Dante verificou os dados do arquivo.

Ela tinha razão.

"Quem fez isso?"

"Não sei", respondeu Teresa.

"Mentira", disse Isabela.

Teresa a encarou.

"Controle-se dentro do meu quarto."

"Minha mãe morreu acreditando que o marido a abandonou. Eu passei oito anos carregando o sobrenome de um traidor. A senhora tinha uma gravação incompleta e decidiu que isso bastava."

正文1

"Augusto abriu aquele portão."

"E talvez tenha feito isso com uma arma apontada para a cabeça."

Dante abriu o envelope destinado a Álvaro.

Havia apenas uma frase:

**Se eu desaparecer, procure a Vale Dourado. Augusto sabe onde termina o dinheiro.**

A assinatura pertencia ao pai dele.

Dante colocou o bilhete diante de Teresa.

"Álvaro escreveu isso?"

"Sim."

"Quando?"

"Três dias antes de morrer."

"Então ele ainda confiava em Augusto."

Teresa fechou os olhos.

"Seu pai confiava em muitas pessoas que não mereciam."

O notebook emitiu um alerta.

Um programa escondido na unidade fora ativado quando o vídeo terminou. Uma nova janela surgiu, solicitando conexão com a internet.

Bruno entrou.

"Não ligue na rede da casa."

Dante usou um modem externo.

A tela escureceu.

Depois surgiu a imagem de um cômodo de concreto. Uma lâmpada pendia do teto. Havia uma cadeira e uma cama estreita.

Alguém estava sentado no chão.

Isabela parou de respirar.

O homem levantou o rosto.

Estava mais magro. Os cabelos haviam ficado grisalhos. Uma cicatriz atravessava sua testa.

Mas os olhos eram os mesmos da fotografia.

"Pai..."

Augusto Oliveira estava vivo.

Isabela tocou a tela como se pudesse alcançá-lo.

"Pai! Está me ouvindo?"

Não houve resposta.

A transmissão não possuía áudio na direção deles. Era uma câmera ligada em algum lugar desconhecido.

Augusto tentou se levantar. Uma corrente presa ao tornozelo limitou seus movimentos.

Dante olhou para Teresa.

"Você sabia?"

"Não."

Desta vez, o choque dela pareceu verdadeiro.

Um homem encapuzado entrou no cômodo e colocou um celular diante de Augusto.

A voz saiu pelos alto-falantes do notebook.

"Você tem uma mensagem para sua filha."

Augusto fitou a câmera.

"Isabela, me perdoe."

Ela chorava sem perceber.

"Eu nunca deixei você."

O homem atrás dele puxou a corrente.

Augusto caiu de joelhos.

"Entregue o telefone e a chave. Não procure por mim."

Isabela se aproximou ainda mais da tela.

"Não faça isso..."

Augusto levantou o rosto.

"Se Dante estiver com você, diga que a porta foi aberta para ele sair. Não para os homens entrarem."

Dante ficou imóvel.

Fragmentos de uma lembrança atravessaram sua mente: fumaça, o pai gritando e uma mão empurrando-o em direção a um carro.

A mão de Augusto.

A transmissão falhou.

Antes que a imagem desaparecesse, Augusto gritou:

"Ricardo vai matar Dante hoje!"

A tela ficou preta.

O celular de Dante tocou no mesmo instante.

Bruno atendeu pelo viva-voz.

"Chefe, o helicóptero está pronto. O senhor Ricardo já está esperando para a viagem a Brasília."

Todos olharam para Dante.

A partida estava marcada para dali a vinte minutos.

E Ricardo escolhera pessoalmente o piloto.

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